Bons Sons: Cinco concertos a não perder

Durante uns dias, em Agosto, a aldeia de Cem Soldos transforma-se num grande festival de Verão, o Bons Sons
©DR
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Durante muitos e bons anos, quem queria ouvir a melhor música em Agosto, sem rumar ao Norte do país, tinha uma opção: o Sudoeste. Recentemente, porém, o festival da Zambujeira virou-se para um público adolescente, mas os melómanos mais calejados continuam a embarcar em romarias musicais para fora de Lisboa por esta altura. Um dos destinos que se impôs nos últimos anos é a aldeia de Cem Soldos, para os lados de Tomar, que durante uns dias em Agosto se transforma num grande festival que envolve a gente da terra e alguns dos melhores músicos do país. A edição deste ano acontece entre quinta-feira e domingo e estes são os concertos a não perder.

 

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Bons Sons: Cinco concertos a não perder

Norberto Lobo

Norberto Lobo é um dos mais importantes guitarristas portugueses da sua geração. Anda desde 2007 a desenvolver uma linguagem para guitarra, que começou por existir algures entre John Fahey e Carlos Paredes, mas nunca parou de mudar, deixando-se contaminar por novas influências, formas e geografias, ao longo dos anos. Apresenta-se à frente de um quarteto com Yaw Tembe (trompete), Marco Franco (bateria) e Ricardo Jacinto (violoncelo), a mesma formação que editou este ano o álbum Estrela, entre a muzak e o bebop.

Palco Amália. Sexta-feira, 17.45.

10 000 Russos

O nome convida ao engano. Os 10 000 Russos, na verdade, são três portugueses e a sua música tem pouco ou nada a ver com a de Demis Roussos. Fazem rock psicadélico, denso e ocasionalmente claustrofóbico, com um leque de referências vasto e labiríntico que vai do krautrock dos Neu! ao pós-punk enciclopédico dos britânicos The Fall. Como se ouve no álbum de estreia homónimo de 2015 e em Distress Distress, do ano passado.

Palco Zeca Afonso. Sexta-feira, 23.00.

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Luís Severo

O artista anteriormente conhecido como o Cão da Morte está cada vez mais pop. Mais longe do seu passado indie, não só nos discos que edita em seu nome como nas canções que escreve para outros. O álbum homónimo do ano passado é um bom exemplo disso, com as suas canções pop-rock enfeitadas, gravadas e pensadas para banda. Chega a Cem Soldos depois uma residência artística em São Miguel, Açores, onde começou a trabalhar num novo registo.

Palco Giacometti. Domingo, 18.30.

Dead Combo

As ruas de Lisboa ouvem-se nas canções dos Dead Combo. Mas esta é uma Lisboa aberta ao mundo, onde o fado e o rock se encontram com músicas africanas e latino-americanas e trilhas sonoras de spaghetti westerns. O álbum deste ano, Odeon Hotel, aponta para as coordenadas de sempre, mas o som do grupo – Tó Trips e Pedro Gonçalves gravaram com Alexandre Frazão, Gui (Xutos & Pontapés) e António Quintino – está diferente. Mais cheio.

Palco Lopes Graça. Domingo, 21.00.

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Lena D’Água e Primeira Dama com a Banda Xita

Lena d’Água é uma veterana da canção pop-rock portuguesa. Costuma dizer-se que foi a primeira mulher deste país a cantar com uma banda de rock, os Beatnicks. É um pedaço de trivia tão bom como outro qualquer, mas não chega para resumir a sua carreira: foi à Eurovisão, esteve na fundação dos Salada de Fruta e fez carreira a solo. Tanta coisa. Só que o tempo não perdoa e com os anos foi caindo no esquecimento, perdendo a relevância. Mas Primeira Dama, o cabecilha da Xita Records, lembrava-se. Foi por isso que roubou o refrão de “Perto de Ti” para a sua “Rua das Flores”, e foi por isso que em Janeiro deste ano cantou com ela na Zé dos Bois, acompanhado pela Banda Xita. Uma experiência feliz que se repetiu em Julho, no Jardim dos Coruchéus, e agora vem ao Bons Sons.

Palco Lopes Graça. Domingo, 23.30.

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