Concertos gratuitos de Jazz & Clássica em Agosto

Em Agosto não faltam concertos gratuitos de jazz e música clássica, muitos deles ao ar livre, como pede a estação
Zeñel
@Patricia Pasccal Zeñel
Por José Carlos Fernandes |
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Mesmo com as principais orquestras a gozar de umas merecidas férias (questão pouco ou nada pertinente: será que os contrabaixistas levam consigo o seu instrumento quando vão a banhos para o Algarve?), a capital não deixa de manter uma generosa oferta de concertos gratuitos em diversos estilos – com predominância do jazz, como é habitual nesta estação, desde jam sessions com o guitarrista português João Espadinha a solos do histórico Barre Phillips. Esta lista de sugestões permite-lhe ouvir música ao vivo durante quase todo o mês sem gastar um cêntimo que seja.

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Concertos gratuitos de Jazz & Clássica em Agosto

Música, Clássica e ópera

Festival Verão Clássico

Decorre no CCB de 29 de Julho a 7 de Agosto, sob a direcção artística e pedagógica do pianista Filipe Pinto-Ribeiro (na foto), e alia componente educativa – a Academia Internacional de Música de Lisboa – e MasterFests, concertos (pagos) pelos músicos internacionais que leccionam os cursos, e TalentFests, concertos grátis pelos alunos da Academia.

Música, Jazz

Pedro Nobre & César Cardoso

Nas quintas-feiras de Julho e Agosto a esplanada Flagrante Delitro, na Casa Fernando Pessoa, apresenta, numa parceria com o Hot Clube, uma série de duetos de jazzmen portugueses. A primeira quinta-feira de Agosto está a cargo do piano de Pedro Nobre e do saxofone de César Cardoso.

[Pedro Nobre e César Cardoso, aqui num contexto mais povoado, o quinteto liderado por Nobre, com Nuno Costa (guitarra), Francisco Brito (contrabaixo) e Pedro Felgar (bateria), ao vivo no Hot Clube, Lisboa, 2016]

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Música, Clássica e ópera

Schumann e Tchaikovsky

Duas obras favoritas do Romantismo – o Concerto para violoncelo de Schumann e a Serenata para cordas de Tchaikovsky – por Jed Barahal, um violoncelista americano radicado em Portugal há quase 30 anos, e a Camerata da Orquestra Filarmónica Portuguesa, com direcção de Luís Carvalho. O concerto de Schumann foi composto em apenas duas semanas, num período particularmente frutífero da carreira do compositor; inexplicavelmente, passou-se muito tempo até que os violoncelistas descobrissem as suas qualidades, mas hoje é um dos concertos para violoncelo mais tocados do Romantismo. VIII Ciclo de Música no Convento dos Capuchos.

[I andamento do Concerto para violoncelo de Schumann, por Misha Maisky (violoncelo) e a Filarmónica de Viena, dirigida por Leonard Bernstein]

Música, Jazz

Mano a Mano

Duo de guitarra pelos irmãos André Santos e Bruno Santos. André lidera um trio que cruza jazz, rock indie e música portuguesa e tem colaborado com Carlos Bica e João Mortágua. O curriculum de Bruno inclui a direcção do Septeto do Hot Clube e os discos Wrong Way (2005), TrioAngular (2007) e Bruno Santos Ensemble e Caixa de Música (ambos de 2014).

[“Super Mário”, uma composição de André Santos, pelo duo Mano a Mano, ao vivo no Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, Algés, 2017]

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Música, Clássica e ópera

Beethoven e Schubert

Arranjos orquestrais de Lieder de Beethoven (as Sete Canções Irlandesas) e Schubert (Die Forelle e Der Hirt auf den Felsen), por Inês Simões (soprano), Rui Baeta (barítono) e a Camerata Royal Concertgebouw, com direcção de Annebeth Webb. VIII Ciclo de Música no Convento dos Capuchos.

[A soprano René Fleming e a Orquestra do festival de Lucerna, com direcção de Claudio Abbado, interpretam três Lieder de Schubert em versão orquestral: Die Forelle começa aos 4’26. Concerto do Festival de Lucerna de 2005]

Música, Jazz

Zeñel

Os Zeñel representam a faceta mais desempoeirada do jovem jazz britânico, infelizmente muito pouco conhecida na Europa Continental. Laurence Wilkins (trompete), Noah Stoneman (teclados) e Zoe Pascal (bateria) têm base em Londres e produzem uma enérgica combinação de jazz, funk e grooves hip-hop. Sommersby OutJazz.

[Ao vivo no JazzRe:freshed, 2017]

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Música, Jazz

Daniel Bernardes & João Mortágua

Duo de piano e saxofone, com dois promissores jazzmen nacionais, com discografias ainda breves mas com obras indispensáveis: vale a pena procurar Nascem da Terra, de Bernardes, e Mirrors e Axes, de Mortágua.

[Apresentação do álbum Nascem da Terra, de Daniel Bernardes]

Claudia Franco
©DR
Música, Jazz

Claudia Franco

A cantora tem um repertório ancorado nos standards. Estreou-se em 2015 com Soul Dance, um álbum com clássicos como “Night and Day”, “The Man I Love”, “How Long Has This Been Going On” e “É Preciso Dizer Adeus”, de Tom Jobim. Sommersby OutJazz.

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Música, Jazz

Barre Phillips

O contrabaixista Barre Phillips (n. 1934, São Francisco) começou por tocar com grandes nomes do novo jazz americano dos anos 60 – Eric Dolphy, Archie Shepp, Marion Brown –, mudando-se para a Europa em 1967 e assentando raízes em França em 1972. Em 1968 gravou aquele que é tido como o primeiro disco de contrabaixo solo da história do jazz: Journal Violone (que recebeu os títulos de Unaccompanied Barre na Grã-Bretanha e Basse Barre em França). Três anos depois assinava outra obra pioneira, Music from Two Basses (1971, ECM), com Dave Holland, que é apontado como o primeiro disco para dois contrabaixos.

A sua carreira tem sido feita a solo ou com companhia rarefeita, em duetos com Barry Guy, Keiji Haino, Peter Kowald ou Derek Bailey, e trios com Evan Parker & Paul Bley ou Joe Maneri & Mat Maneri. Em Lisboa apresenta-se a solo.

[Journal Violone, o primeiro disco de contrabaixo solo]

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Jazz a gosto

Chet Baker & Gerry Mulligan Los Angeles 1952
©William Claxton
Música, Jazz

Sete clássicos do cool jazz

No final dos anos 40, houve músicos que descobriram que se se baixasse a temperatura do jazz este ganhava novas propriedades. E o jazz assumiu tempos mais lentos, opôs a descontracção e o distanciamento à tensão e frenesi do bebop, ganhou arranjos elaborados por influência da música clássica (que depois levariam à chamada Third Stream). Privilegiou a elegância e a contenção.

Hot Club Portugal - Banda
©DR
Bares

Os oito melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa

Encaremos isto como uma espécie de jukebox, mas em vez de chegarmos a um bar e metermos uma moeda no disco que queremos, pomos antes uma moeda no bar que queremos, pedimos uma bebida e esperamos que a nossa aposta corra bem ao nível da escolha musical. Assim se espera nestes que são os melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa.

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Rodrigo Amado Trio
©Nuno Martins
Música, Jazz

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A famosa dupla Maria João e Mário Laginha, Carlos Bica e Azul, L.U.M.E. e Júlio Resende são alguns dos nomes que constam desta lista de discos indispensáveis de jazz português. Porque nunca é demais lembrar que o nacional é bom.

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