NOS Primavera Sound: 10 concertos obrigatórios

O NOS Primavera Sound regressa ao Parque da Cidade, no Porto, para três dias de boa música. Damos-lhe 10 concertos que não pode perder entre 8 e 10 de Junho

Photograph: Courtesy Timothy Saccenti PhotographyRun the Jewels

Tem sido assim nos últimos anos. Olhar para o calendário, com as datas do festival fechadas, e marcar dois dias de férias em Junho. É o NOS Primavera Sound, a desculpa perfeita para uma escapadinha no Porto e a razão porque muitos lisboetas já estão a fazer as malas. 

Faça todas as contas (não se esqueça que as sandes de pernil com queijo da serra da Casa Guedes, Praça dos Poveiros, 130, merecem sempre uma parte considerável do seu orçamento), veja um sítio para passar o fim-de-semana e decida que concertos quer ver. Se possível, vá a todos. Bon Iver, Justice, Miguel, Skepta e Aphex Twin são os maiores nomes do cartaz. Eis 10 concertos obrigatórios.

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NOS Primavera Sound: 10 concertos obrigatórios

Run The Jewels

8 de Junho. 22.20. Palco NOS. 

Um dos grupos mais deslumbrantes que a música nos deu nos últimos anos. Veio na melhor altura o encontro entre EL-P e Killer Mike. Run The Jewels é um hip-hop banhado a electrónica, num ritmo entre a alucinação e a destreza. Às produções (e também rimas de EL-P) junta-se o flow de Killer Mike. Vêm ao Porto apresentar Run The Jewels 3, depois dos dois discos anteriores terem sido um enorme sucesso. 

Flying Lotus

8 de Junho. 23.30. Palco Super Bock.

Estamos perante um dos grandes pensadores (e já agora executantes, convém não esquecer) da actualidade. FLying Lotus é um artista experimental, produtor de vários tipos, DJ, editor, rapper, tudo. Esteve na Warp Records (e bem sabemos que não são muitos que o conseguem) antes de fundar a Brainfeeder, que conta com gente como Kamasi Washington ou Thundercat no seu catálogo. O seu último disco é de 2014 e chama-se You’re Dead!.

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Nicolas Jaar

9 de Junho. 01.00. Palco NOS.

A electrónica de Nicolas Jaar é praticamente um bem de primeira necessidade em todo o mundo. Brincadeiras à parte, este norte-americano (com costela chilena) há muito que tem o seu lugar ao sol nas melhores pistas de danças e festivais internacionais, com uma estética onde o que mais importa é explorar recantos sonoros raros, num experimentalismo ora mais ameno ora mais profundo. Que todos queremos, sobretudo para fim de noite. Ou início.

Skepta

9 de Junho. 23.55. Palco Super Bock. 

Joseph Junior Adenuga, ou Skepta, em palco, é o porta-estandarte do grime, esse estilo que o Reino Unido tornou seu, de cadência enorme, de grande altitude. Venceu o Mercury Prize em 2016 com Konnichiwa e é um dos mais influentes rappers do mundo. Para este NOS Primavera Sound espera-se um concerto expansivo, de capuz na cabeça e braço no ar. Como ele há certamente poucos.

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Angel Olsen

9 de Junho. 19.50. Palco NOS. 

A doçura de Angel OIsen é algo que todos devíamos experimentar. No fundo, deixemo-nos ser corrompidos, baleados pela folk genial desta artista. Começou na música como coro de Bonnie “Prince” Billy, até ter encontrado o seu caminho, entre a delicadeza e as composições pontiagudas, directas a quem tem que atingir. My Woman, um dos maiores discos de 2016, será o prato forte de um concerto que se espera profundamente intimo. Seguramente memorável. 

Aphex Twin

10 de Junho. 00.30. Palco NOS. 

Mais um músico distinto para esta lista. Aphex Twin, Richard David James de nome próprio, anda cá desde a década de 90, a fazer música electrónica independente, com um rigor e uma frescura inigualáveis. O seu techno sombrio, ou acid house, se preferirmos, tem sido a paisagem sonora de inúmeros momentos das nossas vidas. A sua última edição chama-se Cheetah e é um EP editado pela Warp em Julho de 2016. Mas nunca se sabe o que fará na sua actuação.

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Richie Hawtin CLOSE

9 de Junho. 02.45. Palco Pitchfork. 

Estamos bem no que à electrónica diz respeito neste NOS Primavera Sound, boas-novas, portanto. O músico canadiano Richie Hawtin é outros dos mais requisitados produtores mundiais e um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento do techno de Detroit. Vem ao NOS Primavera Sound apresentar o seu espectáculo audivovisual CLOSE – Spontaneity & Synchronicity, onde indaga sobre a criatividade humana e as novas tecnologias. No bolso traz From My Mind To Yours, que editou em Dezembro de 2015 aquando dos 25 anos da Plus 8 Records, editora quer fundou em 1990 com o seu companheiro John Acquaviva. Promete.

Whitney

10 de Junho. 18.50. Palco Super Bock. 

Dizer que Whitney é pop se não complexa será, seguramente, coisa dúbia. Está lá, claro, na arte da voz terna, nas letras amorosas e simples, mas quase desaparece num minimalismo que funde indie-rock, soul e country, numa sonoridade melancólica que a muitos agradou nos tempos recentes. Light Upon The Lake foi um discos mais escutados e debatidos em 2016, editado pela Secretly Canadian, que agora Julien Ehrlich e Max Kakacek trazem ao Parque da Cidade. Apostamos que será um dos grandes concertos desta edição. 

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Weyes Blood

10 de Junho. 22.30. Palco Pitchfork. 

Todos temos amigos. Um dos grandes amigos de Weyes Blood (ou de Natalie Mering, segundo consta do seu bilhete de identidade) é Ariel Pink, homem que a trouxe para juntos dos holofotes da música alternativa, da folk de voz evocativa, quase transcendente. Front Row Seat to Earth, com selo da Mexican Summer, conquistou a crítica, num misto de harmonia e sensibilidade, às quais junta uma instrumentação com vontade de comer milhas. Estamos prontos para viajar Natalie.

Sampha

10 de Junho. 21.30. Palco Super Bock. 

No último dia de NOS Primavera Sound, um diamante em bruto. Sampha, que durante anos foi a voz de SBTRKT e colaborou com gente como Drake, Jessie Ware ou Kanye West, chegou-se à frente. Process, disco editado pela Young Turks já em 2017, e que muita tinta tem feito correr, é o grito de maioridade de um artista que se atira à soul com uma voz rara, com um timbre e um calor de arrepiar. Que esteja sempre por perto.

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Festivais de Verão

7 concertos imperdíveis no NOS Alive 2017

Todos os anos é a mesma coisa: em Março acabam-se os passes de três dias, acabam-se os bilhetes para um dos dias, acaba quase tudo do NOS Alive. O que não parece terminar é a vontade portuguesa de consumir bandas e música à grande e à francesa. Os festivais de música são a principal razão pela qual se fazem mealheiros. Só que cada vez se parte o porquinho mais cedo.  Com um cartaz com nomes como Foo Fighters, Depeche Mode, The Weeknd, The xx, Alt-J, The Cult, The Kills, Spoon, Fleet Foxes, sugerimos-lhe sete que são imperdíveis. Esperemos que já tenha adquirido o seu passe geral (está esgotado e o preço era 129€). Acrescente-se que também já não vai conseguir comprar bilhete para dia 8 de Julho (o diário vale 59€). Boa sorte, que arranque a contagem decrescente até Julho. 

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Por Miguel Branco

8 concertos imperdíveis no Super Bock Super Rock 2017

Há lugar para todos, senhores. Cabemos todos. Cada um com a sua. Ou, por outra, cada um com o seu cartaz. O panorama dos festivais de música em Portugal é um autocarro à pinha onde todos correm para ir sentados. O Super Bock Super Rock 2017 já anunciou alguns nomes do seu cartaz que vão tratar de invadir o Parque das Nações de 13 a 15 de Julho.  Os Red Hot Chili Peppers foram os primeiros a ser confirmados. Mas seguiram-se boas novas: Tyler, the Creator, Deftones, Kevin Morby, London Grammar, Bruno Pernadas, Boogarins. E ainda esta semana a organização assegurou Slow J, TaxiWars e Tuxedo. Como vê, não falta por onde escolher. Bilhetes diários a 55€ e passe geral a 109€

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Por Miguel Branco
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O Sol da Caparica volta a brilhar em Agosto

O Sol da Caparica começou por ser um festival de música portuguesa, mas hoje é uma celebração da lusofonia, que junta músicos do Brasil e da África lusófona aos artistas autóctones. A quarta edição realiza-se entre 10 e 14 de Agosto no Parque Urbano da Costa da Caparica. 

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Por Editores da Time Out Lisboa

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