Os concertos a não perder no Jazz em Agosto

A quem proclama que o jazz está hoje longe do esplendor que atingiu nos anos 50 e 60, o Jazz em Agosto responde, ano após ano, com uma dúzia de concertos que atestam que o jazz nunca foi tão rico e pujante. Para conferir entre 28 de Julho e 6 de Agosto
Sélébéyone 1
©DR Sélébéyone
Por José Carlos Fernandes |
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Siga estes sete destaques da 34ª edição do festival

Mais propostas jazz

Carlos Bica
©Jorge Monjardino
Música

Dez contrabaixistas de jazz portugueses que precisa de ouvir

Começou por ter um papel apagado e discreto, percebeu-se que poderia ser mais do que um mero marcador de ritmo com Jimmy Blanton, emancipou-se com Charles Mingus e Scott LaFaro. Hoje é consensual que o contrabaixo não só não é um “instrumento menor” como pode assumir protagonismo equivalente ao do saxofone ou do piano e não é por acaso que alguns dos mais excitantes projectos do jazz português são liderados por contrabaixistas.  

Gabriel Ferrandini
©Sara Rafael
Música, Jazz

Oito bateristas de jazz portugueses que precisa de ouvir

Em contraste com a música clássica, em que a percussão costuma desempenhar um papel menor e há obras em que o percussionista passa meia hora imóvel e apenas intervém no “tcham-tcham” final, o jazz confiou, desde os seus primórdios um papel importante à bateria. Na era do swing, virtuosos como Gene Krupa e Buddy Rich deram à bateria um novo protagonismo e quando, na viragem das décadas de 1940-50, o bebop fez explodir a linguagem do jazz, havia bateristas como Max Roach e Art Blakey a liderar a revolução. Alguns dos mais excitantes grupos do nosso tempo têm bateristas à frente – e Portugal não é excepção. 

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André Fernandes
©DR
Música, Jazz

Seis guitarristas de jazz portugueses que precisa de ouvir

A guitarra fez um longo caminho no jazz, de discreta auxiliar rítmica (demasiado discreta, antes de ser amplificada) até à disputa do primeiro plano com saxofones e trompetes. A história da guitarra jazz teve três notáveis pioneiros em Eddie Lang, Django Reinhardt e Charlie Christian, mas nenhum deles poderia adivinhar os papéis que o instrumento seria capaz de desempenhar quando associado a pedais de efeitos e outra parafernália electrónica. De todos os instrumentos usados no jazz, a guitarra foi o que mais sofreu as influências do rock, contribuindo para enriquecer a linguagem do jazz – os três primeiros guitarristas portugueses desta lista são exemplo dessa frutuosa permeabilidade entre géneros musicais.

Musica, Jazz, Saxofonista, Rodrigo Amado
©DR
Música, Jazz

Cinco saxofonistas de jazz portugueses que precisa de ouvir

O saxofone raramente mereceu a atenção dos compositores eruditos – pouco mais tem do que papéis secundários em obras menores de Bizet, Strauss, Berlioz, Saint-Saëns e Debussy –, mas tornou-se num dos instrumentos centrais do jazz. Ainda assim, nos primórdios deste género, teve de lutar para se impor contra a primazia do clarinete e da trompete. Mas, quando começaram a surgir mestres da envergadura de Coleman Hawkins, Lester Young, Johnny Hodges e Charlie Parker, o saxofone tornou-se na estrela do grupo – posição que seria confirmada por gigantes como John Coltrane, Stan Getz, Sonny Rollins ou Gerry Mulligan. Portugal não é excepção a este domínio do saxofone no jazz e, embora se trate de um segredo bem guardado, pode orgulhar-se de ter um saxofonista que, por duas vezes, foi eleito pela crítica internacional como o melhor do mundo.

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Sei Miguel
©Nuno Martins
Música, Jazz

Cinco trompetistas de jazz portugueses que precisa de ouvir

A história da trompete não começou com Louis Armstrong – antes houve Joe “King” Oliver, em cuja banda um ainda jovem Armstrong tocou – mas foi ele, com os Hot Five e os Hot Seven, a ganhar renome e a levar o nível de execução do instrumento para um novo patamar. O seu contemporâneo Bix Beiderbecke (falecido precocemente) é visto como sendo a principal influência dos trompetistas mais cool, como Miles Davis e Chet Baker, sendo Roy Elridge e Dizzy Gillespie os representantes do registo mais exuberante e acrobático. Em Portugal, Sei Miguel é um dos mais importantes intérpretes da história do instrumento.

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