Os concertos a não perder no Jazz im Goethe-Garten

Descubra os concertos que não pode perder na 14ª edição do festival de jazz europeu, Jazz im Goethe-Garten.
Gabriele Mitelli ONG
©Giuseppe Arcamone Gabriele Mitelli ONG
Por José Carlos Fernandes |
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Johann Wolfang von Goethe morreu 70 anos antes de o jazz começar a gatinhar, pelo que não é possível adivinhar o que pensaria do jazz em geral e dos sons, em particular, que tomarão conta do jardim do Goethe-Institut durante o 14.º Jazz im Goethe-Garten, que prossegue a missão das edições anteriores: dar a conhecer projectos inovadores e excitantes do jazz europeu. De 3 a 13 de Julho, ao fim da tarde, ao chilrear das aves e o rumorejar das ramagens no jardim do Goethe-Institut sobrepor-se-ão os sons, por vezes ácidos e dissonantes, do novo jazz europeu.

Os concertos a não perder no Jazz im Goethe-Garten

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Música, Jazz

Almeida/ Amado/ Franco

Formação: Gonçalo Almeida (contrabaixo), Rodrigo Amado (saxofone), Marco Franco (bateria)
País: Portugal (mas Almeida tem base em Roterdão)
Um disco: The Attic (2017, NoBusiness), gravado ao vivo na Sociedade Musical União Paredense em 2015
Uma faixa: “Shadow”

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Música, Jazz

Caosophy

Formação: El Pricto (saxofone, Fender Rhodes), Josep Lluís Galiana (saxofone), Avelino Saavedra (bateria)
País: Espanha (com um expatriado venezuelano – El Pricto – no comando)
Um disco: Who Are These People and What Do They Believe In? (2018, Discordian)
Uma faixa: “Eristocracy”

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Camera
Música, Jazz

Gabriele Mitelli ONG

Formação: Gabriele Mitelli (trompete, electrónica), Enrico Terragnoli (guitarra, teclados), Gabrio Baldacci (guitarra barítono) e Cristiano Castiglione (bateria)
País: Itália
Um disco: Crash (2017, Parco della Musica Records)
Uma faixa: “Karma”

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Música, Jazz

Trio Heinz Herbert

Formação: Dominic Landolt (guitarra), Ramon Landolt (sintetizador, piano, sampler), Mario Hänni (bateria)
País: Suíça
Um disco: Phiii (2016, Red Brick Chapel)
Uma faixa: “Hyper Down”

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Música, Jazz

Also

Formação: Katharina Ernst (bateria, brinquedos), Martin Siewert (guitarra, electrónica)
País: Áustria
Um disco: Live at Wirr (2016, Trost Records), gravado ao vivo no clube Wirr, Viena, durante o Open Loose Festival 2016
Uma faixa: “Two”

Camera
Música, Jazz

Gorilla Mask

Formação: Peter Van Huffel (saxofone), Roland Fideszius (baixo eléctrico), Rudi Fischerlehner (bateria)
País: Alemanha (com um expatriado canadiano – Van Huffel – no comando)
Um disco: Iron Lung (2017, Clean Feed)
Uma faixa: “Chained”

Jazz para todos

Chet Baker & Gerry Mulligan Los Angeles 1952
©William Claxton
Música, Jazz

Sete clássicos do cool jazz

Haverá música mais “hot” do que o jazz? Por oposição à música clássica, em que a partitura foi maduramente reflectida e se espera que o intérprete a siga escrupulosamente, o jazz é o reino das reacções instantâneas e espontâneas, sem tempo para reflexão, da entrega total dos músicos, dos solos abrasadores, da sinergia emocional entre os membros da banda que pode chegar ao paroxismo. O termo “hot jazz” foi sinónimo do jazz tradicional nascido em New Orleans, e quando, em 1931, um grupo de aficionados parisienses daquela música proveniente do outro lado do Atlântico decidiu formar um clube para a promover, escolheu chamar-se Hot Club de France. Quando, em 1950, um grupo de lisboetas entusiastas da “música hot” formalizou um clube com o mesmo fito, não teve de discutir muito para a baptizar como Hot Clube de Portugal. Mas nada no mundo é a preto e branco e, no final dos anos 40, houve músicos que descobriram que se se baixasse a temperatura do jazz este ganhava novas propriedades. E o jazz assumiu tempos mais lentos, opôs a descontracção e o distanciamento à tensão e frenesi do bebop, ganhou arranjos elaborados por influência da música clássica (que depois levariam à chamada Third Stream) e privilegiou a elegância e a contenção. Aviso: não vai ouvir nada disto no festival EDP cool jazz.

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Hot Club Portugal - Banda
©DR
Bares

Os oito melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa

Encaremos isto como uma espécie de jukebox, mas em vez de chegarmos a um bar e metermos uma moeda no disco que queremos pomos antes uma moeda no bar que queremos, pedimos uma bebida e esperamos que a nossa aposta corra bem ao nível da escolha musical. Isto partindo do pressuposto que não vamos às cegas, que sabemos o que queremos a invadir-nos os tímpanos e que, por muito que não seja a música que queríamos naquela altura, não andará longe. Os bares de jazz ocupam esse lugar, querer Chet Baker e levar com Miles Davis, querer Duke Ellington e levar com Coltrane. Nada mau. Assim se espera nestes que são os melhores sítios para ouvir jazz em Lisboa. 

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