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Led Zeppelin
©IMDB Robert Plant dos Led Zeppelin

Os melhores concertos disponíveis no Youtube

Não amargure com o adiamento dos festivais de Verão. Limpe as lágrimas e ponha os olhos nestes concertos. Nem precisa de pagar bilhete.

Por Tiago Neto
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O Youtube dá-nos a possibilidade de ver, rever ou descobrir concertos verdadeiramente memoráveis, actuações que ficaram para a História da música popular. Da crueza de Hendrix e The Doors na década de 60 à passagem do extra-terrestre Bowie pelo Canadá no final de 80. Sem esquecer os Queen no Live Aid ou mesmo com os olhos postos em Travis Scott e no fenómeno trap. Sirva-se desta lista para ter aquele gostinho a festival de Verão em ano de cancelamentos, mas também, para matar saudades de algumas das melhores performances que já se viram em palco.

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Os melhores concertos disponíveis no Youtube

The Doors – Hollywood Bowl (1968)

A jogar em casa no Hollywood Bowl, o anfiteatro em Los Angeles, o concerto é um de apenas dois que foram gravados profissionalmente na história da banda. À altura, este Live At The Hollywood Bowl ainda não nos podia dar temas como "Wild Child", "Touch Me" ou "Peace Frog", por serem incluídos em discos que ainda estavam por chegar. Mas continua a ser um retrato de um grupo em forma. "Hello, I Love You", "Five To One", "Light My Fire", "The End" ou "Moonlight Drive", por exemplo, estão lá.

Jimi Hendrix – Ao vivo na Suécia (1969)

É uma raridade encontrar online o que quer que seja de actuações ao vivo do trio, principalmente com qualidade de vídeo que não a de um concerto filmado com uma batata. É o que acontece aqui, ao vivo na Suécia, que apesar de alguns problemas de som é uma verdadeira pérola. "Gostaria de dedicar este espectáculo aos desertores americanos da sociedade" parece um começo apropriado. Este concerto ocorreu um ano antes da inesperada morte de Hendrix.

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Led Zeppelin – The Royal Albert Hall (1970)

É uma sorte tremenda que um dos melhores concertos dos londrinos possa ser encontrado com esta qualidade no Youtube. Gravado ao vivo no Royal Albert Hall, em Londres, uma casa que senta pouco mais de 5000 pessoas mas que parece sentar o dobro, tal é a energia que chega do público. Mais uma pérola das antigas para termos sempre por perto. 

Muddy Waters e The Rolling Stones – Checkerboard Lounge (1981)

É conhecida a importância que as bandas britânicas tiveram no ressurgimento do blues. E mesmo na promoção do género, que passou ao lado de muitos americanos por puro preconceito racial. Neste concerto juntam-se dois expoentes da música britânica e dos blues. Aconteceu em Chicago, no Checkerboard Lounge, num daqueles momentos tirados da cartola em que, subitamente, temos os Stones em palco com Muddy Waters.

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Queen – Live Aid (1985)

Impressionante o impacto que um concerto de beneficência pode ter no mundo, social e culturalmente. Este é um daqueles espectáculos que estão acima da história, um concerto referência, muitas vezes resposta à pergunta "qual foi o melhor concerto de sempre?" ou "onde é que estavas no Live Aid?". E basta olharmos para os números: mais de 1900 milhões de pessoas assistiram ao acontecimento, cerca de 40% da população mundial à altura. Mas se falarmos de prestações inesquecíveis, é difícil não ter Mercury e companhia na frente do pelotão.   

Motörhead – Hammersmith Odeon (1985)

Que forma estrondosa de celebrar um aniversário, ou não fosse este um concerto de Motörhead. Gravado em Hammersmith, West London, numa sala que ao longo dos anos foi tendo várias identidades – Gaumont Palace, Labatt's Apollo, Hammersmith Apollo ou Eventim Apollo, actualmente –, este live é mais do que uma boa cápsula do tempo para quebrar a saudade de Lemmy Kilmister, que nos deixou em 2015.

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David Bowie – Ao vivo em Montreal (1987)

Há alguma coisa que melhor resuma os anos 80 do que esta entrada? Muito difícil. Aliás, a termos de encapsular toda a década em algum lado, Bowie seria parte dessa história e a tour que o fez passar por Montreal em 1987, denominada Glass Spider, estaria orgulhosamente lá em cima. São 21 temas para ouvir de uma ponta à outra com Peter Frampton à mistura e muita nostalgia, numa homenagem visual a outra das referências que nunca nos devia ter deixado.

The Smashing Pumpkins – Chicago Metro (1993)

1993 foi o ano da dissolução da Checoslováquia, do primeiro atentado ao World Trade Center, do terceiro título seguido dos Bulls de Jordan, Pippen e companhia, de In Utero dos Nirvana. Ano, também, deste concerto dos Smashing Pumpkins, aqui a celebrar uma mão cheia de anos, ainda com a formação original para gáudio de quem quer combater a saudade. Quanto mais não seja porque Billy Corgan ainda tinha cabelo.

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Johnny Cash – Manhattan Center (1994)

O que aqui vemos é um músico com entrada em três Hall of Fame: Country, Gospel e Rock. O que aqui vemos é um músico que gravou dois discos em duas prisões distintas, a de Folsom e a de San Quentin, contra tudo e todos. Um músico que construiu um disco à volta do tema dos indígenas americanos quando o assunto não estava na ordem do dia. E que fez da cor preta a bandeira de luta contra os desfavorecidos, atestada pela frase "'Till things are brighter, I'm the man in black", na canção "Man In Black". Johnny Cash é muito mais do que o cover da faixa "Hurt" que o popularizou no começo dos 2000, e este concerto em Nova Iorque é uma boa amostra disso.

Rage Against The Machine – Woodstock (1999)

Por falar em bandas e música que representam a década de 1990, eis outro dos nomes incontornáveis, aqui em concerto na edição de 1999 do festival Woodstock, a segunda depois da original, 30 antes. E à semelhança do que aconteceu na mítica quinta em Bethel, 400 mil pessoas passaram por Rome, também no estado de Nova Iorque, para assistir aos vários nomes que ali passaram em palco. Contudo, o festival ficou marcado por inúmeras situações negativas: violações, pilhagens e incêndios mancharam os quatro dias. Ainda assim, este concerto será sempre uma boa memória.

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Radiohead – Glastonbury (2003)

16 faixas e dois encores, num total de 19 temas. É obra este concerto que os Radiohead deram no gigante Glastonbury em 2003, de tal forma que continua a ser lembrado sempre que o assunto são grandes concertos em festivais. Felizmente, para quem gosta, e mesmo para quem diz que não, está disponível em boa qualidade para que possamos sempre voltar a ser felizes.

Da Weasel – Rock In Rio Lisboa (2006)

"Eu Fui!" – Não é este o slogan do festival? E que ano que 2006 foi no Rock In Rio Lisboa: Jamiroquai, Red Hot Chili Peppers (que vieram logo de seguida), Guns n' Roses, Roger Waters, Carlos Santana, GNR, Kasabian ou Orishas pisaram o palco nessa segunda edição. A verdade é que aquele quarto dia estava entregue aos californianos Red Hot, e "abrir" o palco com uma banda portuguesa parecia uma tremenda injustiça, mas quem lá esteve percebeu que a história foi muito diferente. Quando os Da Weasel entraram, numa altura em que a banda estava no seu apogeu, ninguém podia pensar noutra coisa. Memorável é pouco para o que aconteceu no Parque da Bela Vista nessa noite. E agora está tudo aqui, para ver sem demoras.  

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Amy Winehouse – Glastonbury (2007)

Longe do circo que foi acontecendo noutras actuações, longe do esquecimento de letras, de bebedeiras e quedas, em 2007 Amy Winehouse alinhou tudo o que fez milhões de pessoas jurarem devoção à sua voz e deu-nos quase uma hora de beleza musical no Glastonbury. E que bem que continua a soar aos ouvidos mais de uma década depois. A boa música tem esse poder, e se a cura para o presente não está aqui, deve andar perto disso.

Arcade Fire – Reading Festival (2010)

Resta-nos agradecer a todos os paladinos do do Youtube por conseguirem, ao longo do tempo, escavar estas actuações transmitidas por estações de televisão e as disponibilizarem. Caso contrário, nunca teríamos acesso a esta memorável actuação dos canadianos no Reading Festival, em forma, quando The Suburbs era o mundo para tantos de nós.

 

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Ty Segall – Paradiso (2014)

A beleza de tocar em salas de espectáculo não muito grandes é que, por vezes, a energia condensa-se e subitamente estamos todos a mil. Isso já seria de esperar num concerto do californiano, mas o público holandês não quis desvirtuar a ideia e soube devolver ao palco aquilo que a guitarra ia emanando. Uma bela peça de mobiliário visual.

NxWorries – Boiler Room Moscow (2015)

Vamos ignorar a ansiedade que nos causa o casaco de pêlo que Anderson Paak aqui ostenta, dentro de um espaço sobrelotado, e seguir para o que interessa. Estávamos em 2015, um ano antes do lançamento do primeiro disco da dupla, Yes Lawd!, fechada pelo produtor norte-americano Knxwledge, e esta foi a primeira amostra que o público teve do que estava para vir na íntegra. Uma actuação suada mas marcante, e atípica de um Boiler Room na medida apática do público, que aqui se mostra entusiasmado.

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Bon Iver – NPR Music Front Row (2016)

Para os que de nós vimos os norte-americanos no Coliseu dos Recreios e no Campo Pequeno, tudo o que nos resta é voltar a ver e ouvir para contentamento dos ouvidos. Porque a realidade contida naqueles dois concertos não deixou nada por dizer, das faixas ao cenário. Mas assistir a um concerto de Justin Vernon traz sempre alguma coisa nova, e esta actuação, mais não seja, aproxima-se da intimidade recomendada para os ver. E em último caso para mostrar que há muito para lá de "Skinny Love".

Tyler, The Creator – NPR Tiny Desk

É uma excepção perfeitamente justificada, este concerto da redacção da NPR. Porque o que aqui se fez, mais do que música, foi um atestado de competência a um tipo que muita gente ainda tem só como rapper. Não é.

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Queens of The Stone Age – Montreux Festival (2018)

Não é que este seja mais ou menos especial ao nível da actuação. O plano seria incluir aqui o concerto de 2018 em Werchter, concerto esse em que a dada altura é chamado um homem-aranha a palco. Mas estamos a falar de Queens of The Stone Age, portanto é sempre uma benção.

Travis Scott – ACL Fest (2018)

Para quem nunca assistiu a um concerto de hip-hop, especificamente de trap, e não percebe como é que podem chamar música a uma coisa assim, esta é uma boa oportunidade para reconsiderar. O mais próximo que conseguimos explicar é: imagine um cenário de guerra, 100 mil pessoas todas a beber da mesma energia, todas a responder ao que sai do palco, mosh pits, nuvens de fumo, loucura, fogo a sair do palco, calor, suor. A discussão entre rock e hip-hop não faz sentido nem nunca fará, mas talvez o que aconteceu neste concerto de Travis Scott (e em todos, na verdade) seja um bom argumento a favor.

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FKJ – Salar de Uyuni (2019)

Antes da pandemia já o multi-instrumentista francês Vincent Fenton levava a sério o isolamento da melhor forma. O set de uma hora e meia no centro do deserto salgado da Bolívia é uma ode a tudo o que a música certa pode fazer quando o cenário é perfeito.

Mac DeMarco – Primavera Sound Barcelona (2019)

Ver um concerto de Mac DeMarco é assitir a um fenómeno muito particular. Sabemos o que temos pela frente, não sabemos exactamente o que vai acontecer, como foi o caso aqui, ou aqui, ou mesmo aqui. E mesmo que tenha uma reputação pouco séria, se pararmos para tomar atenção, há cartas de amor muito piores para serem ouvidas. Fique com um dos últimos concertos pré-pandémicos em território europeu do canadiano e vai ver que só lhe faz bem.

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Tame Impala – Glastonbury (2019)

Quem já viu os australianos ao vivo sabe que os concertos não são dados a imprevistos memoráveis. São, isso sim, dados a longas partes instrumentais, improvisos de fazer derreter o corpo, e muito válidos se houver substâncias ilegais à mistura. Parker é um tipo às direitas, tudo corre dentro da normalidade, mas nos dias em que as coisas lhe correm verdadeiramente bem é possível que estejamos perante um dos melhores concertos de que temos memória. E sim, mesmo sem fogo de artifício ou nudez. E bom, esta actuação no Glastonbury serve sempre para matar saudades.

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