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Os melhores discos portugueses de 2018

O que é nacional é bom. E, no caso da música, está cada vez melhor. Estes foram os melhores discos portugueses de 2018

António Zambujo
Fotografia: Arlindo Camacho António Zambujo
Por Editores da Time Out Lisboa |
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O que é nacional é bom. E, pelo menos no caso da música, está cada vez melhor. Da música popular portuguesa de António Zambujo, Sérgio Godinho ao fado de Carminho e Cristino Branco, passando pela nova tradição de B Fachada, a música todo-o-terreno dos Dead Combo, a batida mutante de DJ Nigga Fox, a pop electrónica dos Iguanas, a liberdade indie de Filipe Sambado ou o rock dos Glockenwise. Estes foram os melhores discos de 2018, ordenados de A (de António Zambujo) a Z – ou pelo menos a S (de Sérgio Godinho).

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Os melhores discos portugueses de 2018

António Zambujo 

Álbum: Do Avesso

Um disco de adeus aos fados, que não ao Alentejo (“Retrato de Bolso”). Assumidamente pop de raiz beatleana (“Sem Palavras”). Impregnado de um Brasil contemporâneo nada tropical, de que o eco de Rodrigo Amarante na primeira canção será a prova mais evidente. Sem perder o pé do que lhe trouxe tanto sucesso, Zambujo parece querer abrir, ao oitavo disco, um capítulo que cruza a densidade orquestral com a extrema atenção ao detalhe.

B Fachada

Álbum: Viola Braguesa X

Viola Braguesa (2008) não foi o primeiro EP de B Fachada, mas foi o primeiro em que ele mostrou o que realmente valia. Para assinalar os dez anos da edição, e porque não estava contente com o som do original, B Fachada decidiu regravar os seis temas originais do CD (“Faz-me bem a mim e mal ao…”, de Tiago Guillul, ficou de fora) e o resultado é um disco familiar, mas novo, que ocupa um lugar só seu no cânone fachadista, a lembrar o que fez há uns anos com Os Sobreviventes, de Sérgio Godinho.

["Tradição", ao vivo na Antena 3]

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Carminho

Álbum: Maria

O que é o fado? Que lugar tem Carminho na sua história? A fadista tentou responder a estas perguntas, no disco mais pessoal da sua carreira – cantou, assinou mais de metade das canções, produziu, ajudou na mistura, tocou guitarra eléctrica numa faixa, até partilhou com ele o nome. Ouvi-la responder a estas perguntas é fascinante. E traduz-se num dos melhores discos do ano.

Cristina Branco

Álbum: Branco

Cristina Branco é uma mulher que canta a sua liberdade. Bebe as letras e melodias de músicos seduzidos pela melancolia, perde-se dentro dos poemas e neles encontra a sua própria voz. Com ela, as palavras de Sérgio Godinho, Jorge Cruz, André Henriques, Luís Severo ou Filipe Sambado ganham uma vida desmedida. No álbum Branco deu mais um passo em frente, abrindo novos caminhos à canção portuguesa.

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Dead Combo

Álbum: Odeon Hotel

O duo é agora banda. E com essa expansão expande-se também este som que, apesar de tão português, ou talvez por isso, não conhece fronteiras. A bateria que a banda trouxe dá músculo rock a quase todo o disco, abrindo ainda mais o leque já enorme de jazz, fado, western, Caraíbas, África...  A voz de Mark Lanegan encaixa na perfeição, num disco com memórias de Carlos Paredes, poema de Pessoa e traços de Verdi.

DJ Nigga Fox

Álbum: Crânio

O primeiro disco de DJ Nigga Fox na mítica editora de electrónica Warp é um dos melhores documentos da batida mutante dos subúrbios de Lisboa produzidos até à data. Electrónica mecânica, disruptiva e dessincronizada, erguida sobre as bases do kuduro e do afro-house.

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Iguanas

Álbum: Lua Cheia

O segundo álbum dos Iguanas soa a revelação. Nos seis anos que separam os dois discos do duo de Lourenço Crespo e Leonardo Bindilatti, eles tornaram-se numa unidade coesa e inspiradora da festa, com canções electrónicas apontadas a todos os sítios certos – a começar pelas ancas e a cabeça, sempre. E depois há as letras, inspiradíssimas, a documentarem a vida, o prazer e a dor na Lisboa de agora. Tudo certo.

Filipe Sambado

Álbum: Filipe Sambado & os Acompanhantes de Luxo

Filipe Sambado reivindicou a maior liberdade de todas: ousou ser ele próprio. Despojado de pudores e preconceitos, rompendo regras e rasgando espartilhos, desmantela a normatividade de género. Faz música pop política, alicerçada nos desejos e desgostos do século XXI, com a urgência de uma geração que vive, ama, confronta e reclama o seu lugar no mundo com o sangue a ferver.

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Glockenwise

Álbum: Plástico

A primeira coisa que ouvimos no novo disco dos Glockenwise são as guitarras estrebuchar – nem podia ser de outra maneira – e depois a voz de Nuno Rodrigues a declarar uma “Vontade de mudar”. Ultrapassada a surpresa de ouvi-lo, a abrir o quarto álbum, em português, o disco revela lentamente o que vale. Spoiler: vale muito. E é um prazer escutar estes filhos de Barcelos que continuam a aprimorar o seu thrash pop.

Sérgio Godinho

Álbum: Nação Valente

O poeta maior da canção portuguesa convocou compositores como José Mário Branco, David Fonseca, Hélder Gonçalves e Pedro da Silva Martins para lhe darem músicas. Delas se apoderou, escreveu-lhes letras e as fez suas. Canibalizou-as. Mestre em métrica, malabarista de palavras, impõe-se como poeta instintivo e interventivo. Toma o pulso de um Portugal imperfeito enquanto se ausculta a si próprio.

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365 dias, tantas lojas. Neste ano que passou abriram dezenas de espaços em Lisboa, e a nós coube-nos avaliar as melhores portas por onde entrámos e onde vamos querer continuar a entrar para perder a cabeça e abrir a carteira. Vieram para animar os nossos armários, darem uma lufada de ar fresco às nossas casas. Plantas, loiças, mobília, óculos e roupa – a escolha é variada para não limitar gostos. Dizemos-lhe como param as modas e o que nos fez abrir os cordões à bolsa nestas seis moradas que, para nós, são as lojas do ano de 2018. Agora, descubra-as.

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Ao longo dos últimos 12 meses, não se estrearam nem se fizeram em Portugal tantos filmes memoráveis como em 2017 – não houve nada que fosse comparável a Fátima, de João Canijo, São Jorge, de Marco Martins, ou Fábrica de Nada, de Pedro Pinho, todos do ano passado. Todavia houve uns quantos filmes que se distinguiram na ficção e no documentário. Casos de Colo, de Teresa Villaverde, Ramiro, de Manuel Mozo e Ruth, de António Pinhão Botelho, ou ainda O Espectador Espantado, de Edgar Pêra, e O Labirinto da Saudade, de Miguel Gonçalves Mendes. 

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