Rock in Rio Lisboa 2018: oito concertos a não perder

Já se sabe que os cabeças-de-cartaz, no Rock in Rio, são os nomes obrigatórios. Mas há mais concertos a não perder na edição de 2018.
Bruno Mars
©DR
Por Editores da Time Out Lisboa |
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O Rock in Rio Lisboa, que este ano se realiza entre 23 e 24 e 29 e 30 de Junho, não é exactamente um festival como os outros. Nenhum evento tem uma matriz tão popular, nem chega a tantas pessoas, mais nenhum cobre um espectro mediático tão vasto. E isso só acontece porque o Rock in Rio é mais do que dois fins-de-semana de concertos: é exaltação pop, é fenómeno de massas, é feira popular.

Como sempre, os cabeças-de-cartaz de cada dia – Muse, Bruno Mars, The Killers e Katy Perry – são as âncoras do festival, mas há mais um ou outro concerto que vale muito a pena, como o de Bonga, Manel Cruz ou Capitão Fausto.

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Rock in Rio Lisboa: oito concertos a não perder

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Muse

São uma espécie de Michael Bay da pop-rock progressiva, com canções que são colossos melodramáticos com um vigor quase juvenil. Como se os Led Zeppelin e os Queen tivessem um filho adolescente com PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção, para os leigos; ADHD para os americanos). O mais recente álbum, Drones, já saiu em 2015.

 

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Bonga

É um dos maiores vultos da música e da cultura angolana e um verdadeiro embaixador do semba (e não só) que representa da melhor forma o seu país desde que se estreou em disco, há 45 anos, com o epocal Angola 72. E nunca mais parou. Recados de Fora, de 2016, é o seu último álbum.

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Bruno Mars

Bruno Mars aponta com precisão para uma era (os 80s, para arredondar a conversa) de promiscuidade do funk e do r&b com a maleabilidade que a new wave trouxe, por momentos, ao rock. Um caldo a que se junta o apreço evidente do artista havaiano por uma tradição afroamericana de entretenimento que chega a todos os públicos. Regressa a Portugal, ainda à boleia do álbum 24K Magic, de 2016.

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The Killers

Liderados por Brandon Flowers e juntos desde o início deste século, The Killers são um fenómeno pop-rock praticamente desde o primeiro disco. Por pop-rock, neste caso, entenda-se um rock realmente dirigido às massas, algures entre a new wave e a synthpop mais orelhudas e os épicos rock de classe operária de um Bruce Springsteen ou um Tom Petty. Lançaram no ano passado o álbum Wonderful Wonderful.

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Capitão Fausto

Poucas bandas de rock surgidas na presente década se impuseram com a mesma força que os Capitão Fausto. Souberam crescer e alargar o leque de referências com cada novo disco, introduzindo cada vez mais cores e sons no seu rock psicadélico. Capitão Fausto Têm Os Dias Contados, de 2016, foi o disco da consagração comercial, com entrada directa para o primeiro lugar do top nacional, e o seu sucessor, A Invenção do Dia Claro, deve sair ainda este ano.

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Manel Cruz

É um dos grandes. Acompanhado pelos Ornatos Violeta, impôs-se como uma das vozes definitivas dos 90s portugueses, cuja influência reverberou durante boa parte dos anos zero. Desde então, tem trabalhado com calma e continuado a mostrar que domina como poucos a língua em projectos como Os Pluto, Foge Foge Bandido ou SuperNada. Vai lançar um disco a solo este ano, e passa pelo Rock in Rio.

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Katy Perry

É uma das mais populares cantoras pop americanas da última década. Katy Perry traz na bagagem Witness, do ano passado, um disco de pop electrónica com produção executiva de Max Martin e da própria, que bebe da EDM e do house, bem como do hip-hop e da new wave. 

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Ivete Sangalo

O Rock in Rio Lisboa não se faz sem ela. É a única artista brasileira que tem marcado presença em todas as edições do festival em Portugal e este ano não é excepção. Ivete Sangalo é uma daquelas figuras de palco maiores do que a vida. É a rainha do axé, mas a sua versatilidade vocal faz com que consiga transcender esse rótulo e seja uma das
maiores cantoras pop do Brasil.

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© Jack White
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©Marcos Hermes
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