Super Bock Super Rock: oito concertos a não perder

O Super Bock Super Rock não se esgota nos cabeças de cartaz. Aqui estão oito concertos obrigatórios
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Pelo menos agora não se passam horas a fio no trânsito para chegar ao Meco. Pelo menos agora não há pó. Agora só podemos queixar-nos da tontura do entra-e-sai na Altice Arena. E há coisas piores. 

Vá-se mais ou menos à bola com esta última versão do Super Bock Super Rock, há que reconhecer que é um festival com sete vidas. Já se deu em estádios, em quintas e parques, e o facto é que continua a atrair um batalhão de gente.

Este ano os cabeças de cartaz são The xx, Travis Scott e Julian Casablancas + The Voidz. É tudo gente digna, mas há vida para além dos maiores nomes. 

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Super Bock Super Rock: oito concertos a não perder

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The xx

Os britânicos tornaram-se um fenómeno com a sua pop de matriz sintética, urbana-pouco-depressiva, e coração indie. Mas ao terceiro disco, I See You, reinventaram-se. Não negaram nada, nem inventaram nada, e ainda assim tudo soa um pouco diferente. Pouco, mas o suficiente para ser outra coisa. Mais pop.

 

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Lee Fields & The Expressions

Lee Fields é um veterano da soul. Apesar de ter aberto actividade no final dos 60s, viveu vários anos na obscuridade e só começou a fazer mossa na década passada, cortesia dos discos gravados com The Expressions e das colaborações com o DJ e produtor de house Martin Solveig. O mais recente disco, Special Night, saiu em 2016.

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Travis scott

É um dos artistas com mais seguidores em todo o mundo, com uma abordagem trap profundamente actual e colaborações que lhe encarecem o curriculum: Kendrick Lamar, SZA, Quavo, ScHoolboy Q, Young Thug, Future, Kanye West ou The Weeknd. Depois do disco de 2016 Birds In The Trap Sing McKnight, e de no final de 2017 ter editado, a meias com Quavo, Huncho Jack, Jack Huncho, Travis Scott está a preparar Astroworld, terceiro disco, a sair em breve.

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Pop Dell'Arte

São um nome crucial da produção pop marginal portuguesa. Desde meados da década de 80 que João Peste, Zé Pedro Moura e quem quer que os esteja a acompanhar na altura (por agora, o baterista Ricardo Martins e o guitarrista Paulo Monteiro)  tocam alguma da melhor música portuguesa, ignorando tabus e quebrando regras. Andam há anos a prometer um novo disco e parece que é este ano que vamos finalmente ouvir a versão final de Transgression Global. Mas antes há um concerto no Super Bock Super Rock. 

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Princess Nokia

A música da nova-iorquina Destiny Frasqueri resiste à catalogação. Sempre resistiu. No seu corpo de trabalho tanto se encontra rap aguerrido como hip-hop com a cabeça nas nuvens, mas também funk-soul, emo da terceira vaga, aproximações à folk anglo-americana e ao drum’n’bass. É um espírito irrequieto com muito para o dizer e muitas maneiras de o fazer. Lançou este ano a mixtape A Girl Cried Red.

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Julian Casablancas + The Voidz

No início deste século, a partir de Nova Iorque, The Strokes revitalizaram o rock. Ou pelo menos uma certa ideia de rock na cultura popular. Julian Casablancas estava lá, a dar a cara pela banda, e tragicamente para ele nunca vai voltar a ter a mesma relevância, graça e vigor. Mas ele tenta. A sua mais recente tentativa pode ser ouvida em Virtue, segundo disco creditado a Julian Casablancas + The Voidz (ou apenas The Voidz), documento de uma new wave psicadélica de voz janada com apresentação nacional marcada para a Altice Arena.

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Benjamin Clementine

Benjamin Clementine é um fenómeno. Imagine-se um Tom Waits que, em vez de se ter alimentado de baladas ferrugentas, tivesse medrado numa dieta de detritos de piano clássico e música electrónica fora de prazo, aliado a um Nick Cave caleidoscópico, sem soturnidade nem obsessões sanguinárias, e a um Neil Hannon dadá com particular afeição por cravos e coros onde a demência se confunde com a zombaria, e ter-se-á uma ideia do universo sonoro que habita. O músico, vencedor do Mercury Prize em 2015, está de volta a Portugal.

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Sevdaliza

ISON, editado em Abril do ano passado, é o álbum de estreia desta artista iraniano-holandesa de voz frágil e ampla (quase sagrada). E é uma maravilha. Mais de uma hora de experimentalismo electrónico, engrenagens mecânicas com soul espacial. Ela esteve cá no Vodafone Mexefest e regressa agora para o Super Bock Super Rock.

Mais concertos

festival super bock super rock 2014
Fotografia: Arlindo Camacho
Música

Concertos em Lisboa

Ninguém se pode queixar de não ter o que ver e ouvir ao vivo em Lisboa. Há música para todos os gostos e carteiras. Do heavy metal britânico dos Iron Maiden à música brasileira de Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso. E do rock electrónico dos LCD Soundsystem ao rock de estádio dos U2. Ou o jazz vocal de Gregory Porter e Salvador Sobral. Há dezenas de concertos em Lisboa até ao fim do ano, já para nem falar nos festivais que se multiplicam pela cidade. É só escolher onde investir o tempo e o dinheiro. E estamos aqui para o ajudar.

The XX
Photograph: Laura Coulson
Música

Concertos em Lisboa em Julho

É difícil falar em concertos em Lisboa durante o mês de Julho e não falar nos festivais de Verão. É lá que tocam os maiores e mais populares artistas: dos Pearl Jam no NOS Alive, a The xx no Super Bock Super Rock ou David Byrne no EDPCOOLJAZZ. É difícil mas não é impossível, porque há vida para lá dos festivais: de Lenny Kravitz aos Iron Maiden, passando por Ozzy Osbourne.

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