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Francisco Romão PereiraNexo ½ bar

À prova de balão. Quatro sítios para beber mocktails em Lisboa

Depois dos excessos de Dezembro, o melhor é dar um descanso ao fígado. Apresentamos-lhe quatro sítios para beber mocktails em Lisboa.

Teresa David
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Teresa David
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Dezembro é, por tradição, duro para o fígado. É o mês do Natal, dos jantares de grupo e das festas de passagem de ano, sempre bem regadas a álcool. E o corpo é que paga, já dizia António Variações. Felizmente, para colmatar os efeitos da época festiva, nasceu o movimento Dry January, que leva milhares de pessoas a abdicarem de álcool durante o primeiro mês do ano. Assim, sugerimos-lhe quatro sítios para beber mocktails em Lisboa. É para se enfrascar sem consequências, mas com o mesmo prazer. Aliás, nem vai notar a diferença. 

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Quatro mocktails para dar um descanso ao fígado

  • Bares
  • Avenida da Liberdade

9€

No Monkey Mash, o irmão  exótico do Red Frog, os mocktails têm a mesma complexidade e protagonismo que os cocktails alcoólicos. O Flashy Flashy é um dos três à disposição e o único que sobreviveu à mais recente mudança de carta. “É ligeiro e gaseificado, na versão sem álcool é ligeiramente mais doce, e muito fácil de beber. Super refrescante”, descreve Paulo Gomes, que divide a responsabilidade dos dois bares com o sócio Emanuel Minez. Mas a bebida é ainda mais do que isso. “É a história de que hoje as pessoas só querem aparecer na fotografia para a sustentabilidade, mas ninguém faz nada”, continua. Daí o nome e a ilustração que aparece no menu (é espreitar aqui). O Flashy Flashy é, então, um cocktail amigo do planeta. Leva papaia, um golden milk sem leite (apenas um pó feito com curcuma, pimenta preta, gengibre e canela), e Seedlip, um destilado sem álcool. Com o que sobra da papaia, como as cascas e as sementes, fazem um crocante para acompanhar. “Tentamos fazer a optimização máxima dos ingredientes”, garante Emanuel. 

  • Bares
  • Intendente

6€

Se há coisa que podemos esperar de João Resende são ideias fora da caixa. Quando abriu o seu Café Klandestino, há quatro anos, no Intendente, criou uma carta baseada no contrabando de café entre Portugal e Espanha, nos anos 1950 – e a maioria dos cocktails tinha café, claro. No Verão passado, tudo mudou: João recriou no copo sabores de uma tasca portuguesa, com cocktails como o Melão e Presunto. Mas como não há duas sem três, o Café Klandestino entra no novo ano com novidades. A partir do dia 8 de Janeiro terá disponível uma nova carta (e um novo conceito – uma espécie de Fight Club para cocktails clássicos), na qual se inclui o Beginner Mule, um mocktail inspirado no clássico Moscow Mule. “Eu até acho que é melhor”, comenta orgulhoso o bartender. Nesta bebida, a vodka é substituída pelo chá verde, ao qual se junta um chutney de manga e hortelã, xarope de agave e ginger beer. O resultado é um cocktail refrescante, com um toque picante. 

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  • Bares
  • Bares
  • Lisboa

8€

Atrás do balcão do Onda, na Graça, está Peter O’Connor, um irlandês apaixonado por Lisboa e pela coquetelaria. É sempre com gosto que o ouvimos a explicar as suas criações – alcoólicas ou não –, mas da última vez que o visitámos fomos pelo Virgin Roots. É o mais popular dos cocktails sem álcool e é “picante, ácido e fresco”, descreve Peter. É feito com um xarope de sumo de gengibre, mel e pó de gengibre, que depois é misturado com sumo de limão e clara de ovo. À semelhança do cocktail apresentado pelo Monkey Mash, também leva o destilado Seedlip (aqui na opção aromatizada Spice). Depois despeja-se a mistura no gelo e finaliza-se com ginger beer. Além do Virgin Roots, há mais dois mocktails na carta mas, se preferir, Peter é capaz de lhe preparar um ao seu gosto na hora. “Temos sempre de ter opções para as pessoas que não bebem álcool”, justifica.

Nexo ½ bar
Francisco Romão Pereira

Nexo ½ bar

6,50€

No Nexo ½ bar, que abriu em Abril do ano passado, em Campo de Ourique, às mãos de Diogo Lopes e Catarina Correia (ex-Red Frog e Monkey Mash), as estrelas são os cocktails com baixo teor alcoólico e ingredientes sazonais, nacionais e muitos deles biológicos. Faz todo o sentido, então, que aqui também se aposte nos mocktails – os sem nexo, como lhes chamam. O Can’t Touch This é um deles. “É um cocktail longo, refrescante, não muito doce”, diz Diogo Lopes. Na sua composição é utilizado o Gordon 00%, um gin sem álcool que chegou recentemente ao mercado português. “Felizmente já temos alguns destilados [sem álcool] que nos possibilitam ser mais versáteis na nossa coquetelaria”, continua o barman. A base é baunilha e maracujá. “O maracujá é fresco e fazemos uma infusão, uma soda, com um bocadinho de mel durante 48 horas”, descreve. É servido com uma hóstia ácida. Na carta, além do Can’t Touch This, vai encontrar mais mocktails, todos preparados com destilados. “ Sou contra agarrar em sumos. Porque é que uma pessoa vem para o nosso estabelecimento, que sabe que tem coquetelaria de autor, e depois vou-lhe estar a dar sumo? Aqui há complexidade, sabores”, remata Diogo Lopes.

Outros hábitos saudáveis

  • Restaurantes

Ano novo, pré-Verão, pós-excessos. Não há uma altura certa para desintoxicar, e não estamos só a falar do açúcar que poderá ou não ter ingerido a mais para lidar com a vida. O último ano tem sido tóxico e todos precisamos de uma limpeza interior, de reforçar o sistema imunitário e continuar com saudinha, sem bicho. Para isso, nada melhor do que ingerir fruta e legumes em barda, sempre consciente das necessidades nutricionais do seu corpo. Se não sabe o que fazer à vida e não tem tempo para andar a cortar curgetes ou fazer sumos naturais, nós ajudamos. Não é coisa para estar sempre a fazer e achar que anula os hidratos de carbono que comeu a mais, mas pode escolher um programa detox com entrega em Lisboa para nutrir o corpo e desmistificar essa ideia de que detox é asneira só para passar fome. Se, pelo meio, quiser perder uns quilinhos e for bem sucedido, encare como uma vitória.

  • Restaurantes

É difícil resistir aos alimentos mais calóricos em Dezembro. Foram jantares de Natal, festas de passagem de ano, bolo-rei, bolo-rainha, sonhos e rabanadas. Mas se é dos que, em Janeiro, se propõe a um controlo de danos, saiba que é possível fazê-lo em alguns restaurantes da cidade. Sim, leu bem. Não precisa de ficar a líquidos em casa porque uma desintoxicação não é só feita de sumos. O importante é escolher alimentos orgânicos, saudáveis e sem químicos e adoçantes – isso e também fazer refeições equilibradas e saciantes. Aqui, deixamos-lhe três resraurantes em Lisboa para fazer o detox das festas. 

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  • Coisas para fazer

A primeira quarentena em 2020 obrigou os ginásios a fechar. Mudaram-se os ritmos dos treinos – e os próprios treinos – perante a nova realidade. Dois anos depois, com todos os cuidados, já é possível voltar em segurança aos ginásios e dar tudo na malhação, sem desculpas. Houve até quem não desistisse de investir nestes equipamentos e abrisse novos espaços. Portanto, liberte o stress da cidade a pedalar numa bicicleta ou a esmurrar um saco de boxe nestes novos ginásios da cidade. Qual é o seu tipo de desporto?

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