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Com uma carta revista e aumentada (parte da qual escondida num “menu secreto”), a Pow Chicks abriu o terceiro restaurante. A nova Buffalo Chick’s é obrigatória.

Pow! Pow! Pow! Podíamos estar com saudades dos vídeos de Beatriz Gosta (e estamos), mas neste caso o que queremos é assinalar a rápida expansão do Pow Chick’s, que não pára de abrir restaurantes. Em Julho do ano passado, estreou-se perto do Campo Pequeno. Em Janeiro, veio a loja do Estoril. E agora, a Graça – mesmo no coração do bairro. Numa questão de meses, a marca de sandes de frango frito deixou de ser uma mera opção de serviço de entrega, com alguns pop-ups, para uma pequena cadeia de fast food com presença em zonas chave de Lisboa. O plano é continuar a crescer, mas vamos por partes.
Este terceiro restaurante – daí as três exclamações do início – abriu portas este mês, na semana a seguir à Páscoa. Fica no gaveto da Rua da Graça com a Rua do Sol à Graça (por altura dos santos populares, é por aqui que vai descer para o arraial da Vila Berta). Com o seu imaginário de diner americano, este Pow Chick’s instalou-se, curiosamente, num espaço que foi até há pouco tempo de uma multinacional norte-americana, a Little Caesars Pizza, que lá abriu em 2023. Uma ocupação tão recente que nem sequer foram necessárias grandes obras para o transformar. Foi mais um trabalho de decoração do que outra coisa.
Os azulejos azuis e brancos, os néones, o balcão de inox, as caixas de Coors à vista, as booths com sofás anos 1950, os bancos altos, a playlist de clássicos transversais da música popular – tudo está como esperaríamos. A grande diferença para os outros restaurantes? Não há esplanada. A sala é composta por duas mesas de quatro lugares, seis lugares em bancos altos, às janelas, mais quatro ao balcão (24 no total). Por baixo, há uma cave a toda a largura, grande o suficiente para esta localização se tornar na “base de Lisboa”. Mas não é o espaço propriamente dito que o torna distintivo, é a novidade no menu que ele traz.
A carta tem uma nova sandes, duas novas bebidas e uma segunda parte, um breve “menu mistério” que só é entregue aos clientes se eles o pedirem. Foi para aqui que vieram a Chili Chick’s (queijo cheddar, jalapeños em conserva, cebola caramelizada e maionese) e a Colew Chick’s (cheddar branco e coleslaw), assim como o milkshake de café. No menu principal, as novidades líquidas são a limonada de morango (2,50€) e o café frio (3€), um “double shot” de café Starbucks que é a única opção da casa neste departamento (não há expresso). Mas a estrela é mesmo a Buffalo Chick’s, sandes em que o frango – carne da coxa marinada em buttermilk, “panada à mão e frita na hora” – é acompanhada de alface, tomate, maionese da casa e, sobretudo, “original Buffalo sauce”, guloso e picante qb, que escorre gentilmente pelo pão e pode e deve ser lambido com ajuda das batatas fritas.
O molho Buffalo é uma invenção americana. Rico, ácido, picante, é feito para dominar o prato e permanecer na boca. No Pow Chick’s, não é demasiado intenso nem demasiado picante. Aqui, o molho é produzido a partir de um outro molho picante, importado dos Estados Unidos, o Frank’s Red Hot, pouco mais picante do que o sriracha, sendo depois finalizado com vinagre e manteiga clarificada. Tal como todas as outras sandes, da standard Pow Chick's à Hot Honey Chick's ou à Cheese Chick’s, custa 8,90€ e pode ser combinada com as batatas “crinkle fries” e uma bebida por 12,90. As três propostas de entradas mantêm-se, todas a 4,90€: Mac and Cheese Balls, Pow Chicken Bites e Jalapeño Cheese.
Ainda é cedo, mas o brand manager Afonso Torres garante que as coisas já estão a correr bem na Graça. “No primeiro dia, sem anunciarmos nada, servimos 90 pedidos”, diz. Quando a Time Out visitou o espaço, à hora de almoço de uma terça-feira, sem estar cheio, não faltavam clientes ao restaurante. O objectivo é continuar a crescer. O que vai significar alargar a presença geográfica da marca. “Estamos cheios de fome para ir para o Norte e para o Sul, estamos cheios de fome para conquistar Portugal”, afirma Afonso. Em dois, três anos, querem ter 20 restaurantes em vários pontos do país, alcançar “30 a 50 mil pessoas”. Sem franchise. “Sempre nós.” Já têm outros espaços debaixo de olho, “uns mais próximos de Lisboa, outros menos” – embora no imediato o plano seja parar para “respirar”.
A Pow Chick’s estabeleceu-se como uma dark kitchen, em Alvalade, a partir de 2023. Deu o salto em 2025. Apesar de continuar a operar uma dark kitchen, hoje em dia em Carcavelos, é na relação directa com os clientes que está a apostar. Quando Afonso Torres nos diz que a equipa de gestão da empresa vai “respirar”, está a falar dos meses que se avizinham, até ao final do Verão. Depois voltam à carga. Embora talvez nem demore tanto. “Não estamos a ir com tudo, mas estamos a estruturar [a operação] para ir. Por outro lado, também não vamos deixar de aproveitar as oportunidades que nos apareçam.” É como diz o ditado: mais vale um frango no pão do que ficar a apanhar do ar. Não diz? Bem podia dizer.
Rua da Graça, 135 (Graça). Seg-Dom 12.00-23.30
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