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A AHRESP apresentou um novo e ambicioso projecto: o Degusta Lisboa. É um guia gastronómico dedicado a restaurantes, tascas, pastelarias, padarias e mercados que, na região de Lisboa, estejam alinhados com a “tradição portuguesa”.

Abrangente, inclusivo, rigoroso, independente e dinâmico (“em constante actualização”). É com este leque de adjectivos que a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) apresentou na BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, na passada semana, o seu novo guia gastronómico para a Área Metropolitana de Lisboa. Chamou-lhe Degusta Lisboa. E, se o nome da cidade se repete tantas vezes neste parágrafo, é porque a iniciativa é feita em parceria com a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa.
Não só. Os especialistas envolvidos no processo de selecção e verificação dos espaços a constar no guia são chefs, gastrónomos, jornalistas, comunicadores e promotores sediados na região de Lisboa. Coordenada por Vítor Sobral, chef e vice-presidente da AHRESP, a equipa de curadores conta com Virgílio Gomes, Júlio Fernandes, Henrique Sá Pessoa, Justa Nobre, Kiko Martins, Fontão de Carvalho, Teresa Vivas, Adriana Fournier, Edgardo Pacheco, Duarte Calvão e Paulo Amado. O critério que vão aplicar aos espaços é “simples”: “se têm boa comida e respeitam a tradição gastronómica portuguesa, têm lugar neste guia”.
O Degusta Lisboa “nasce com o objectivo de criar um guia agregador dos estabelecimentos que realmente valem a pena visitar, sejam restaurantes aclamados pela crítica no centro da cidade, pequenos espaços tradicionais na periferia, pastelarias históricas ou mercados de bairro”, lê-se em comunicado. A AHRESP tem “a ambição de garantir uma cobertura abrangente e inclusiva, reflectindo a diversidade cultural e gastronómica da região”, e de criar uma “plataforma de referência” para quem que procura experiências “autênticas”.
Os proprietários dos espaços interessados podem inscrevê-los directamente no site do Degusta Lisboa. Nesta primeira fase, têm até 15 de Março para o fazer. Há seis categorias fechadas para escolher (tasca, cervejaria, clássico, bifes, pastelaria e padaria) e uma sétima aberta (“outro”). Inserem-se os dados básicos, como morada e contacto, aceitando o regulamento, e fica feita a candidatura. É então que entra em campo o painel de jurados.
A entrada no guia faz-se através de uma votação. Os espaços que obtiverem três votos favoráveis ou mais da equipa de especialistas, entram; os que não atingirem esse limiar, recebem uma visita de um ou dois dos curadores, que vão presencialmente aferir sobre a pertinência de constaram na lista. Nesta, contam-se já 106 estabelecimentos, que são os que reuniram a votação necessária de entre os 397 identificados pelos próprios curadores. Até à apresentação na BTL, tinham-se inscrito pelo site mais 36, ainda em avaliação.
Por agora, o Degusta Lisboa vai existir no site criado para o efeito, embora com novos meios de divulgação anunciados à partida. “No segundo ano de actividade está prevista a produção de uma versão anual em papel, para distribuição nos Postos de Turismo de Lisboa, bem como o lançamento de uma aplicação digital”, informa a AHRESP. Também na calha está a organização de um “evento anual com distinções próprias”, distinguindo estabelecimentos históricos, empresários e as principais novidades da região.
A Gala Michelin aproxima-se – e nós já sabemos alguns detalhes sobre a cerimónia de 10 de Março. Antes disso, aconteceu o relançamento de Henrique Sá Pessoa, fora do grupo Plateform – e o chef espera nada menos do que duas estrelas Michelin no novo restaurante. "Até ambiciono mais", disse em entrevista à Time Out. Leia ainda sobre os novos Polémico, Entropia, Adega Etelvina, Temakiko, Patife e Inception.
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