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Restaurante, Cozinha de Autor, Ó Balcão, Santarém
©Mariana Valle Lima

Escapadinhas gastronómicas que valem a viagem

De Braga a Odeceixe, passando por Amarante ou Santarém, estas escapadinhas gastronómicas valem muito a pena.

Escrito por
Mariana Morais Pinheiro
,
Cláudia Lima Carvalho
e
Margarida Ribeiro
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Do Minho ao Algarve, há restaurantes que valem um desvio no caminho, independentemente do destino. O caminho pode ser longo e demorado, mas estas escapadinhas gastronómicas valem muito a pena. Há restaurantes com estrelas Michelin e chefs com ambições astronómicas, há comida de conforto e fine dining surpreendente. Passámos o país a garfo fino para lhe dizer as mesas que justificam cada quilómetro. Prepare o estômago e o palato – se for bem planeado, em poucos dias consegue fazer bingo. Se entretanto descobrir outras maravilhas gastronómicas, faça-nos chegar. Somos fãs de boas mesas e estamos sempre à descoberta.

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Escapadinhas Gastronómicas: Restaurantes

  • Restaurantes
  • Português

Os National Geographic Traveller Hotel Awards elegeram, em Setembro passado, os 39 melhores hotéis em 2021 em todo o mundo. E há apenas um português na lista: a Quinta de Ventozelo, em Ervedosa do Douro, no concelho de São João da Pesqueira, que foi seleccionada como uma das três melhores escapadinhas gastronómicas. Na Cantina de Ventozelo, local onde antigamente eram servidas as refeições aos trabalhadores, agora servem-se pratos da autoria de Miguel Castro e Silva, que aposta no receituário regional e numa oferta “quilómetro zero”, ou seja, as ementas adaptam-se ao que a natureza fornece. É por isso que muitos dos produtos vêm das hortas da quinta, como a beterraba, o feijão-verde, as couves, as acelgas, o tomate coração de boi, os figos, os marmelos e o azeite. Quando algo lhes falta, como é o caso da carne maronesa, procuram produtores na proximidade, e sempre que é possível, trocam directamente os excedentes com os vizinhos. Se lhes fizer uma visita, conte com almoços ou jantares informais, onde serão servidos pratos de forno, como costela maronesa ou cachaço de porco bísaro, ou pratos de tacho, como feijoada ou rancho. Ao domingo há cabrito.

  • Restaurantes
  • Português

No Arcoense, instituição gastronómica em Braga há mais de 30 anos, leva-se a comida tradicional portuguesa muito a sério, mais ainda quando se trata das especialidades minhotas. Em região de bom comer, é neste restaurante que encontra um bocadinho de tudo o que consta do receituário local, apostando nos pratos de carne, como se espera, mas não esquecendo os peixes e mariscos. A saber, o polvo grelhado com molho verde, que é uma boa opção para dar entrada à refeição, mesmo antes de se lançar nas papas de sarrabulho com rojões. Se lá for num dia de muita fome, peça o churrasco de boi grelhado no momento e temperado só com sal.

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  • Restaurantes
  • Grande Lisboa

A ardósia que anunciava os pratos mesmo por cima da cozinha já não existe – e era ela que saltava à vista quando se entrava na Taberna Ó Balcão, em Santarém. Aí, destacam-se agora vinhos, e as paredes brancas deram lugar ao verde. Mudaram as mesas e as cadeiras, mas está lá o balcão forrado a azulejos e os pratos que decoram a parede à entrada. São resquícios da taberna que agora se chama apenas Ó Balcão. O pequeno restaurante está mais requintado, com Rodrigo Castelo a piscar o olho à estrela Michelin, mas a alma ribatejana continua intacta. A carta chega agora à mesa num envelope fechado, marcando o tom da experiência que acontece sempre num registo de proximidade. O menu de degustação (75€), que é agora a aposta forte da casa, foi pensado ao mais ínfimo detalhe. Não há nada aqui que não seja feito em casa, do pão aos fumados, da salmoura à cura, tão importante nos peixes de rio que Rodrigo trabalha, mas também nas carnes. É isso também que distingue o seu trabalho. Rodrigo Castelo está preso à terra onde cresceu e homenageia-a como ninguém. 

Cláudia Lima Carvalho

  • Restaurantes
  • Haute cuisine

Outro restaurante que vale bem a viagem é A Cozinha, que em 2018 recebeu uma estrela Michelin e foi distinguido como o restaurante mais sustentável do mundo pela Green Key, marca que identifica estabelecimentos eco-friendly relacionados com o turismo. Ao longo dos últimos anos manteve ambos os títulos e a lógica de um desperdício quase nulo. Cultivam uma horta no topo do edifício, e apostam, claro, num menu que respeita a sazonalidade dos produtos, pensado pelo chef António Loureiro. Foie gras e beterraba com pickle de mostarda e morangos marinados em vinagre balsâmico; e pato e trufa, com puré feito com ervilhas, espargos, brócolos e wasabi fresco são alguns dos pratos que por lá já fizeram sensação.

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  • Restaurantes

É nas margens do Tâmega, em Amarante, que vai encontrar o Largo do Paço, o restaurante com estrela Michelin inserido no hotel de luxo Casa da Calçada Relais & Chateaux. O responsável pela cozinha é o chef Tiago Bonito, que, recentemente, estreou uma nova carta com muitas referências à cozinha típica portuguesa, mas também com alguma inspiração asiática. Pode pedir à carta, claro, mas existem duas experiências que pode e deve reservar, ambas com sete momentos, onde aparecem pratos como a pescada de anzol com molho pil pil, amêijoas e salsa; ou o borrego, com ervilha, terrincho DOP e especiarias. Se quiser elevar a parada, acompanhe com um pairing de vinhos (entre 55€ e 65€) – muitos deles produzidos pela casa – ou por um pairing de infusões (40€), ambos pensados por David Teixeira, sommelier do Largo do Paço.

  • Restaurantes
  • Português

“Restaurante de aldeia. Menu sazonal. Produtos locais”. É assim que o Naperon se apresenta, o primeiro restaurante a solo de Hugo Nascimento, depois de longos e bons anos ao lado de Vítor Sobral em projectos como a Tasca da Esquina, em Lisboa. Em Setembro de 2019, o chef abalou com a família para Odeceixe, onde abriu este pequeno espaço despretensioso – só tem 30 lugares – nas Casas do Moinho, projecto turístico onde já costumava passar férias. Aqui servem dois menus de degustação que vão mudando quinzenalmente. Um tem seis momentos (60€) e o outro é servido em três tempos (38€). Anchova, batata doce, tomate, azeitona e coentros; cabeça de xara em bolo lêvedo; pudim de medronho com “farofa” de poejo; e chocolate, maracujá, noz e caramelo salgado são apenas algumas das criações com as quais Hugo já presenteou quem por lá passou.

Mais escapadinhas

  • Coisas para fazer

Portugal é um país de forte tradição vitivinícola e, a avaliar pelos inúmeros prémios e distinções em concursos internacionais, a excelente qualidade dos seus vinhos não passa despercebida. Para os apreciar e conhecer, nada como visitar as regiões de produção e envolver-se na sua cultura, através de visitas guiadas às instalações ou provas de vinhos e outros produtos locais, por exemplo.

  • Viagens

No Douro encontra tudo o que precisa para ser feliz. Há boa comida, bebida, passeios que valem sempre a pena repetir, paisagens de cortar a respiração e alojamentos que lhe vão garantir noites bem dormidas. Nesta lista, composta por cinco quintas para se instalar no Douro, encontra tudo isso e muito mais, uma vez que não lhe dizemos apenas as coordenadas geográficas das mesmas, mas também tudo o que pode fazer por lá.

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