Os melhores sítios para comer na Arrábida

Restaurantes, lojas, mercearias, sítios para picar, clássicos para se encher de peixe fresco e doçaria para rematar. Entre Setúbal, Palmela, Azeitão e Sesimbra, visite estes sítios para comer na Arrábida.

Fotografia: Arlindo Camacho

Não pense nos quilos que esta leitura pode somar à sua balança. Se andar tanto como nós andámos vai abatê-los todos, e o seu estômago só tem a agradecer no final. 

Comer e beber na Arrábida

Comece o dia no Aloha Café
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Comece o dia no Aloha Café

O Aloha Café da Rua Monte Olivete tem um irmão mais velho, porque esta história de sabores naturais começou em Sesimbra. Se estiver pela terra e suspirar por um pequeno-almoço saudável passe pela cafetaria com produtos biológicos e brunch vegetariano.

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Confira a grelha do Batareo
Fotografia: Arlindo Camacho
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Confira a grelha do Batareo

Qual grelha televisiva, a programação é entrar, escolher, pesar, sentar e comer. São vários verbos para falar de um só substantivo: o peixe, um ilustre nesta casa onde só se servem almoços. Falar de Batareo é falar desta varandinha com esplanada (sim, a definição é esta), de salmonetes, robalos e sargos, de tortas de laranja a coroar o repasto e de vinho oriundo de Palmela, que exige atenção redobrada na hora da despedida. São cinco os degraus que o separam da glória ou de uma entorse, para sermos brandos no desfecho.

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Petisque na Taberna do Largo
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Petisque na Taberna do Largo

Os matraquilhos são só para enfeitar a parede mas o seu estômago pode e deve ir a jogo. Petiscar é a palavra de ordem, sob o comando gastronómico de Maria Rosa e Ricardo Leopoldo.

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Suba até à Fortaleza de São Filipe
Fotografia: Arlindo Camacho
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Suba até à Fortaleza de São Filipe

Há boas razões para subir a Estrada
do Castelo de São Filipe. A Fortaleza de São Filipe reabriu em Março de 2017 e a esplanada concentra as atenções. Digamos que este azul à sua frente explica quase tudo. Fique a saber que a cerca muralhada, saída dos reinados de D.Afonso IV e de
D. Pedro I, destinava-se a proteger a
vila e os pescadores de ataques piratas do Norte de
África.

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Lambuze-se com um gelado de mirtilo
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Lambuze-se com um gelado de mirtilo

Quem diz mirtilo, diz figo pingo de mel, ou outro qualquer sabor que torne a sua visita a Sesimbra ainda mais doce. É testar a Fini, a marca 100% portuguesa de gelados artesanais nascida em 2011.

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Ataque as tapas sem tapar a vista
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Ataque as tapas sem tapar a vista

Bar, tapas e lounge. Tudo isto tem imenso valor mas encontra rival à altura (ou complemento): a paisagem diante dos olhos de quem se senta na Casa do Castelo, vizinha do Castelo de Palmela. Alcance a Arrábida e a serra de São Luís, bem como Tróia e o Sado, tudo sem sair da sua cadeira. Esqueça as fotos, aprecie só a vista.

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Mate saudades de sushi na Casa da Praça
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Mate saudades de sushi na Casa da Praça

É uma guest house, tem música e um tattoo lounge e uma forma de aproveitar os produtos piscatórios da vila de Sesimbra que fará as delícias dos amantes de sushi, sobretudo daqueles que não passam sem ele nem nas férias. Na Casa da Praça, em Sesimbra, entregue-se aos cuidados do sushiman Tiago Claro.

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Regresse à infância na Mercearia
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Regresse à infância na Mercearia

O antigo Largo da Fonte Nova vai revelando cara lavada e faz dois anos que a histórica Mercearia Confiança de Troino reabriu portas, com aqueles móveis e vitrinas que nos devolvem num instante aos tempos em que os avós nos levavam pela mão à lojinha do bairro. Os cremes Benamôr encontram-se com capilés neste espaço que é um misto de pouso pedagógico e cafetaria.

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(A)prove o queijo da zona
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(A)prove o queijo da zona

Siga os conselhos de Manuela Barbosa, sumidade na matéria e autora do livro Queijos Portugueses (Verbo), com Maria de Lourdes Modesto. Depois, dê um pulo à Quinta do Anjo, à Queijaria Fernando e Simões, de “Rui Bolinhas”, e abasteça-se.

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Não regresse a casa sem passar pela Quinta do Poial
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Não regresse a casa sem passar pela Quinta do Poial

Faça uma visita aos pioneiros da agricultura biológica (talvez se costume cruzar com eles no mercadinho do Príncipe Real), cujas ervas aromáticas povoam os melhores restaurantes do país, do Ritz ao Belcanto. Se andar por esta zona, às segundas, quartas e sextas, dias de apanha, pode encomendar e levantá-los directamente no Poial, depois das 17.00.

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Enrole-se num duelo de tortas
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Enrole-se num duelo de tortas

Prefere as Tortas do Cego ou as do Café São Lourenço? Em caso de dúvida, experimente ambas. O segundo parece estagnado no tempo (longe vão os buliçosos anos 70) mas se é fã daquela cobertura crocante, vá por nós, vale a pena (1,25€/). As primeiras são outra paragem altamente recomendável para gulosos. 

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Encha-se de açúcar com a Confeitaria S. Julião
Fotografia:Arlindo Camacho
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Encha-se de açúcar com a Confeitaria S. Julião

Da confeitaria de Nuno Gil saem especialidades como a queijada do anjo, os pastéis de caramelo (feijão e amêndoa), moscatel (amêndoa e moscatel), santiago (chila e amêndoa) ou o D. Filipe. “Encontra-os na Casa Mãe da Rota dos Vinhos, em Palmela”. No mesmo espaço, onde as prateleiras se enchem de vinhos, procure os premiados Doces da Bina. Depois de 2016, os famosos “Ésses de Azeitão” da marca voltaram a ser premiados com medalha de Ouro pelo Concurso Nacional de Doçaria Tradicional Popular Portuguesa. Também nos Doces de Fruta se mantêm uma referência e é aqui que deve lançar-se aos frasquinhos de vidro.

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Entregue-se aos Bolos&Bolachas
Fotografia: Arlindo Camacho
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Entregue-se aos Bolos&Bolachas

Paula Brandão e Cristina Luís já corriam os mercados no CCB e Príncipe Real, até que em Maio abriram portas em casa, Sesimbra. Na mercearia Bolos&Bolachas há flor de sal, chutneys, mel, compotas, conservas e o sabor bem sadino das cervejas que encontra umas páginas mais adiante. Para não falar da clássica Farinha Torrada, nutritiva iguaria à base de farinha de trigo, ovos, chocolate, açúcar e uma boa quantidade de raspa de limão que se conjugava com uma cerveja preta, e que acompanhava os pescadores na faina.

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Deguste um menu na Padaria
Fotografia:Arlindo Camacho
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Deguste um menu na Padaria

“Nós é mais peixe fresco” podia ser o lema desta Padaria, e antes que sinta uma espinha no raciocínio esclarecemos que o jantar (só servem jantares) é servido no espaço onde antigamente funcionou uma padaria. Explicações aviadas, prepare pelo menos uma nota de 50, na certeza de que dará o dinheiro por bem empregue
– a reinvenção dos clássicos vale a pena. Navegue entre o menu de degustação (45€) (para provar o “Espadarte Rosa da Nossa Costa fumado a quente com ervas da Arrábida, puré de Couve Flor e molho de uma Caldeirada”) ou um “simples” ceviche de robalo do Espichel.

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Explore todas as modalidades do choco frito
Fotografia: Arlindo Camacho
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Explore todas as modalidades do choco frito

No prato ou em sandes, para comer no local ou para levar para casa. Escolha o modo e opte entre dois campeões setubalenses, o Leo (Rua da Cordoaria, 31/33) e a Casa Santiago, o Rei do Choco Frito (Avenida Luísa Todi, 92).

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Arrisque um rodízio de peixe junto ao rio
Fotografia: Arlindo Camacho
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Arrisque um rodízio de peixe junto ao rio

O Restaurante do Clube Naval setubalense (Âncora Azul, Av. Jaime Rebelo 41, Setúbal. 12.00-15.30) é famoso pelo rodízio de peixe (só está aberto aos almoços). Se estiver demasiado lotado, espreite o vizinho Bombordo, com o devido banho de kitsch. Há que dizer que o polvo à lagareiro da imagem convenceu o nosso fotógrafo. Também não nos queixámos do robalo escalado. E no final, contas feitas, fez-se a festa por 26€ com sobremesas.

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Exercite a paciência na Tasca do Isaías
Fotografia: Arlindo Camacho:
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Exercite a paciência na Tasca do Isaías

Se disser que foi à típica tasca do Isaías, o mais certo é ouvir: “ui, e quanto tempo esperaste?”. O senhor que dá nome à casa já não está entre nós, mas o filho Carlos e o neto Tiago encarregam-se da longevidade destas paredes que dão a volta ao mundo em pratos de louça. Em 45 minutos estamos sentados. Aproveite o tempo de espera para levantar dinheiro, se disso for caso (alerta: não há Multibanco). Regressado à porta onde se amontoam fregueses, olhe para a lista e faça a sua escolha. Convém ter a resposta na ponta da língua quando chamarem pelo seu nome, minutos antes de chegar à mesa, e lhe perguntarem o que vai ser. Pudessem todos os males do mundo resumir-se ao dilema “uma Super ou uma Sagres?”. É com a mão e a goela bem frescas que pode assistir aos trabalhos junto à grelha e ao escamar do peixe (doses entre os 7€ e os 10€). Sardinhas, lulas, espadarte, e aqueles indefectíveis na carta de petiscos de praia (saem umas amêijoas!), você decide. Não estranhe se der por si a partilhar a mesa com uma família de espanhóis, ou a sua travessa de batatas com o vizinho do lado – o espaço é exíguo e o desportivismo quer-se generoso. Afinal, esta é uma experiência pública próxima daqueles almoços em família em que se sujam as mãos com azeite e se remata com uma fatia de melão.

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Perca-se no buffet do Dona Isilda
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Perca-se no buffet do Dona Isilda

Pode um buffet ser um restaurante extraordinário? Não pode. A não ser que tenha à disposição 15 enchidos diferentes, de lombinho fumado a salpicão do cachaço; outro tanto de queijos D.O.P. (Niza, Castelo Branco, Azeitão, naturalmente). E depois duas dezenas de pratos típicos, que podem ser o empadão de perdiz, a feijoada de choco, os pezinhos de coentrada, os choquinhos à algarvia, as favas à caramela ou o famoso arroz de pato. A terminar, uma amostra gigante de doces conventuais. Para sair do sítio a rebolar. De contente.  Especialidade: Empadão de perdiz, arroz de pato.Preço: buffet de 20€.

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