Os pratos mais estranhos para comer em Lisboa

Comer testículos, patas ou rabos parece-lhe uma refeição dos infernos? Andámos atrás dos pratos mais estranhos para comer em Lisboa e mostramos-lhe que com o tempero certo até as coisas mais esquisitas viram belos acepipes
Túbaros de porco com foi gras tasca da esquina
Fotografia: Arlindo Camacho Túbaros de porco com foi gras, da Tasca da Esquina
Por Mariana Morais Pinheiro |
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Não seja enojadinho e abra os seus horizontes gastronómicos. Tal como um livro não deve ser julgado pela capa, condenar um prato à partida só porque não corresponde ao seu estereótipo de beleza é uma infâmia. Na cidade, temos chefs com estrelas Michelin a cozinharem mãozinhas de vaca e outros com décadas de experiência a transformar testículos de animais em pratos refinados. Tudo para impressionar. Por isso, vá lá, dê-lhes uma oportunidade. A eles e aos pratos mais estranhos para comer em Lisboa.

Os pratos mais estranhos para comer em Lisboa

Rabinhos de porco com molho agridoce, pigmeu
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Petiscos

Rabinhos de porco com molho agridoce do Pigmeu

icon-location-pin Campo de Ourique

Aqui é que a porca torce o rabo porque cozinhar rabinhos de porco tem muito que se lhe diga. “Primeiro cozinham-se as caudinhas durante seis horas a baixa temperatura, de seguida desossam-se, voltam-se a enrolar com a forma original e cortam-se às fatias. Depois são panadas, fritas e servidas com um molho agridoce que leva açúcar, tomate, gengibre, soja e coentros. São uma espécie de nuggets”, conta Miguel Peres, um dos donos do Pigmeu. Estes rabinhos não repugnam ninguém e já são dos petiscos mais pedidos da casa (4,50€/5 uni.).

A Time Out diz
mr lu
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Chinês

Pernas de rã picantes (ou não) do Mr. Lu

icon-location-pin Lisboa

Que Mr. Lu é um artista já todos nós sabíamos. Que Mr. Lu foi considerado o segundo melhor cozinheiro da China em 1997 também. O que não sabíamos é que as suas perninhas de rã (8,50€), picantes ou não, fritas e envoltas num polme caseiro, são de comer e chorar por mais e o snack ideal para picar enquanto espera por pratos mais robustos, como o cabrito assado com cominhos (13,80€) ou o peixe agridoce, que aparece de extremidades (cabeça e rabo) suspensas no ar e é um sucesso entre a clientela (12€).

A Time Out diz
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Túbaros de porco com foi gras tasca da esquina
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Túbaros de porco com foie gras da Tasca da Esquina

icon-location-pin Estrela/Lapa/Santos

Há partes boas do porco, há partes menos nobres do porco e depois há outras que, enfim, sabemos onde estão mas não queremos apontar porque é feio. Os túbaros, ou testículos deste animal, estão na Tasca da Esquina, onde fazem furor entre palatos apreciadores de sabores fortes. Marinados em vinho branco, louro, alho, azeite e alecrim, antes de irem para o prato são salteados em azeite. Ao lado levam beterraba cozida em pickles e raspas de foie gras (10,70€).

A Time Out diz
 Mãozinhas de vitela do Cantinho do Avillez
©Bruno Calado
Restaurantes

Mãozinhas de vitela com grão do Cantinho do Avillez

icon-location-pin Chiado

Não é todos os dias que um chef com duas estrelas Michelin lhe dá uma mãozinha. Neste caso, de vitela. Este prato, muito apreciado (por mês chegam a ter uma média de 90 pedidos) tem lugar cativo no coração de José Avillez por causa das suas texturas. Decidido a espalhar esta paixão pelo mundo, o chef explicou à Time Out que primeiro polvilha-se o interior das mãozinhas com sal e paus de louro. Deixam-se no frigorífico durante dois dias e, depois, cozem-se em lume brando. Ao lado refoga-se um chouriço picado, em azeite, chalota e alho, e acrescenta-se um pouco do caldo anterior. Por fim, juntam-se as mãozinhas em cubos, o grão, os cominhos e a salsa picada.

A Time Out diz
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 Patas de galinha com feijão preto dim sum park
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Patas de galinha com feijão preto do Dim Sum Park

icon-location-pin Carnide/Colégio Militar

Higiene acima de tudo, especialmente quando o que está prestes a comer andou toda a vida no chão. “Primeiro cortam-se as unhas das patas, depois cozem-se e de seguida fritam-se até ficarem amareladas e com a pele estaladiça”, explica Zhu, dono deste restaurante. Se este processo não lhe pareceu muito atractivo, saiba que pelo menos todos os microrganismos foram eliminados. “Depois de fritas, as patas ficam em molho de soja e antes de irem para a mesa são postas em banho-maria uns minutos”. Levam malagueta e cebolinho e, apesar de ainda não serem muito pedidas pelos portugueses, os que as conhecem não as dispensam (3,50€).

Três sítios para comer...

peixinhos da horta do papa açorda
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Os três melhores sítios para comer peixinhos da horta

Um feijão verde envolto numa fritura no ponto é capaz de levar um alfacinha ao céu. Como entrada ou prato principal, com ou sem maionese para dar uns mergulhos, estes são os três melhores sítios para comer peixinhos da horta em Lisboa.

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