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Três hotéis a menos de 100€ para escapar no fim-de-semana

O Outono chegou em força e com ele regressaram, finalmente, as tarifas da época baixa.

Por Nelma Viana |
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Herdade do Ananás
DR

Do bom tempo, nem sinal. O Verão já lá vai e a contagem decrescente para as próximas férias ainda está longe de começar. A meio caminho entre o Verão e o Natal, sair da cidade pode ser a terapia de que está a precisar para carregar baterias até ao final do ano. Aproveite o Outono para fazer uma escapadinha sem estourar o orçamento antes do Natal. Varremos os A's de Portugal e entre Algarve, Alentejo e Açores escolhemos três hotéis com estadias por menos de 100€ para aproveitar.

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Três hotéis a menos de 100€ para escapar no fim-de-semana

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Herdade do Ananás

Um dos maiores erros que se comete numa passagem por São Miguel, nos Açores, é deixar a visita às plantações de ananás para o último dia. Chegando lá, com o tempo contado antes de ter de sair a correr para o aeroporto, vai dar por si a bater com a palma da mão na testa em sinal de autoprotesto por ter achado que daria tempo para ver tudo. Dar, dá, mas a coisa não fica bem feita. Ora, se um ananás pode levar até dois anos desde a plantação até à colheita, um par de horas dispensadas a conhecê-lo mais intimamente, a admirá-lo e até a prová-lo é o mínimo que se espera de um visitante aplicado. Melhor ainda, e isso sim seria uma homenagem a sério, era poder acordar no meio de um ananasal. Não literalmente, claro está, até porque o bicho Homem teria alguma dificuldade em sobreviver à humidade que se sente dentro das estufas de vidro, mas, digamos, mesmo ao lado.

Na mesma quinta que desde há 70 anos se encarrega de produzir os ananases que temos o privilégio de ter à mesa no continente, nasceu um turismo de charme a que o proprietário, Luís Dias, prefere chamar “uma casa de família que se transformou para receber hóspedes”.

O “charme”, diz, é um termo um bocadinho pretensioso e que não combina com a simplicidade que se encontra dentro de portas. Excesso de modéstia, talvez, mas o que Luís Dias quer dizer é que a ideia de convidar os visitantes a pernoitarem na quinta é, mais do que um sonho de vida, uma homenagem ao trabalho dos avós, que ali criaram aquela que viria a ser a maior plantação de ananases da Europa e uma das maiores do mundo.

Para Luís, “a casa é pequena”, e por isso só tem oito quartos mas para quem acaba de chegar parece exactamente o contrário: salas e quartos amplos, varandas espaçosas com vista para a quinta e uma sala de pequenos-almoços toda em vidro, criada de raiz na continuação do edifício principal para deixar os hóspedes mais à vontade. É nela que se serve a primeira refeição do dia numa espécie de menu de degustação de produtos locais. Além do ananás, que está nos sumos, nas compotas e na salada de fruta, há outros bocadinhos da ilha para provar no bolo lêvedo, nas manteigas e queijos, nos chás e nas supergulosas queijadas da Vila.

Depois disso, e porque vai ter mesmo de ir dar uma volta para se recompor do festim, vale a pena juntar-se a uma das visitas guiadas exclusivas a hóspedes pelas estufas para, agora sim, saber tudo o que há para saber sobre o maravilhoso mundo do ananás. Se quiser experimentar uma massagem relaxante feita com óleo extraído do fruto, reserve directamente na recepção, que, neste caso, é no mesmo balcão da mercearia da casa, onde encontra exemplares dos famosos licores frutados da ilha e outras especialidades locais.

Aproveite as bicicletas gratuitas para pedalar até ao centro da cidade – Ponta Delgada está a apenas 3 km – e ir parando pelo caminho para as fotografias da praxe.

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Casa do Roxo

Jorge Santos e a mulher, Dulce, viveram na Amadora a vida toda e em Agosto de 2015 encontraram um monte no meio do nada e resolveram que ali fariam nascer um turismo rural que realmente cumprisse o famoso propósito da “casa fora de casa”. E assim foi. A casa de traça típica alentejana foi construída de raiz e nela cabem seis quartos com alpendre e uma sala de estar com mesa corrida para os pequenos-almoços (o bolo de figo é uma das estrelas).

Não conte com grandes apetrechos nem detalhes decorativos: o que está dentro de casa serve o propósito de ajudar a desligar do excesso de informação com que se lida o resto do ano. O mobiliário foi escolhido a dedo para responder à calma que idealizaram e, pensando nisso mesmo, a opção de não haver televisão nos quartos foi óbvia (há wifi em todo o lado, não se aflija).

Seguindo a filosofia do slow living, o pequeno-almoço, feito com produtos locais, começa a ser preparado depois de o galo dar sinal de alvorada e daí em diante o dia segue lento entre as espreguiçadeiras à beira da piscina, as longas horas a admirar a planície, os passeios bicicleta pela aldeia e, se houver energia para isso, passeios de canoa na Barragem do Roxo.

Para entreter os miúdos, há uma colecção jeitosa de jogos de tabuleiro e puzzles e um cantinho com brinquedos.

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Alameda Exclusive Hotel

Este não é um hotel nem uma guesthouse convencional, antes um meio termo que combina o conforto e elegância da hotelaria moderna com a familiaridade que se espera encontrar em casa de amigos. O edifício de traça antiga ajeitou-se para encaixar duas camaratas e 16 quartos que podem encaixar entre duas a seis pessoas, dependendo ao que vai. Por exemplo, a suíte executiva funciona quase como um pequeno apartamento para uma família numerosa. Nos 26 metros quadrados de área cabem uma cama king size, linda de morrer, com uma estrutura de dossel em ferro pintado, e dois sofás-camas, um dos quais na zona da sala de estar, confortavelmente afastada do quarto principal. Além disso, há um terraço privado com vista para a zona histórica da cidade e uma cozinha partilhada onde pode preparar refeições.

O pequeno-almoço custa 10€ por pessoa e consta de um buffet completo com tudo o que é bom ter à mesa pela fresca: croissants, sumo das melhores laranjas do mundo, as do Algarve, compotas, fruta fresca, pão quente, queijos, enchidos, chás e café. Para o jantar,podeoptarporexploraros restaurantes da cidade ou entrar na porta ao lado, literalmente no mesmo prédio, e entregar-se ao prazer da comida de autor assinada pelo chef Nuno Sequeira, acabadinho de chegar do Ocean, de Hans Neuer. A ementa é sazonal e pode ser servida à carta ou em menu de degustação com cinco momentos (37€ por pessoa). Um dia por semana, o chef junta os comensais numa mesa redonda para uma prova em primeira mão de alguns dos pratos que anda a testar na cozinha.

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