Rialto6
Vasco Vilhena | Rialto6
Vasco Vilhena

Exposições grátis a não perder em Lisboa e arredores

São muitas e boas as exposições grátis que pode ver em Lisboa e arredores. Aqui tem uma selecção do que não deve perder.

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Artes plásticas, fotografia, vídeo, som, instalação, obras documentais e ficcionais. Nesta selecção de exposições grátis em Lisboa encontram-se categorias e não-categorias, universos que vão da liberdade do oceano à arquitectura austera. Aqui nunca se esquecem as galerias de arte (comerciais e municipais), de entrada habitualmente gratuita, mas também há lugares fora do mapa cultural estabelecido, tal como o movimento das associações, que não deixam o sector dormir. Do clássico ao experimental, damos-lhe algumas alternativas para pensar no mundo, apreciar a beleza ou divertir-se. Gostos, há para tudo.

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Exposições grátis

  • Arte
  • Lisboa

Na última leva de exposições de 2025, a Rialto6 dá espaço a Gabriel Abrantes, nome consolidado no campo da videoarte. Rattrap, obra de 2024, é apresentada ao público pela primeira vez. Nela, o artista dá a conhecer Ratzo, personagem virtual que está pronta a ter uma conversa com o público. Ao mesmo tempo, a galeria recebe "Standard Deviation", mostra colectiva com curadoria de Gabriel Abrantes e obras de Ana Jotta, Carla Dias, Conner O'Malley, Inês Raposo, Max & Dave Fleischer, Meriem Bennani & Orian Barki, Paula Rego e Walt Disney.

Rua Conde Redondo, 6 (Conde Redondo). Até 19 Dez. Sex 15.00-19.30. Entrada livre

  • Arte
  • Fotografia
  • Intendente

Desde 1999 que Pedro Medeiros tem vindo a desenvolver uma investigação artística profunda sobre os temas da justiça e do universo prisional. Em "Estrela de Seis Pontas", olhou para o Estabelecimento Prisional de Lisboa e para a sua arquitectura radial, entre 2020 e 2025, apresentando agora imagens sobre "um espaço que é simultaneamente físico e imaginado", até porque "mesmo num contexto de privação de liberdade, o espaço não anula o desejo de transcendência". Como escreve Filipe Ribeiro, co-curador da exposição com Sofia Castro, "o tema complexo do isolamento e do silêncio em espaços prisionais foi historicamente central na procura de um modelo de punição e controlo através do qual o sistema judicial português, seguindo o exemplo de outros sistemas jurídicos ocidentais, acreditava ser possível induzir o individuo julgado e condenado a uma introspecção profunda e transformação moral, que possibilitassem uma mudança de comportamento, arrependimento e reabilitação". 

Rua da Palma, 246 (Martim Moniz). 16 Out-21 Fev. Seg-Sáb 10:00-18:00. Entrada livre

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  • Arte
  • Arte contemporânea
  • Chiado/Cais do Sodré

No piso térreo da galeria, o Western Electric 16A dá ares da sua graça. É uma corneta acústica originalmente concebida para a reprodução monofónica de som em salas de cinema nos anos 1920, marcando a transição desde o cinema mudo, e um objecto "austero e imponente" construído por João Pimenta Gomes. Dele podem ouvir-se composições de duração fixa mas percepção variável. Já no último piso, o Cristal Baschet, instrumento de vidro e metal (desenvolvido pelos irmãos Baschet na década de 1950), produz som "quando dedos húmidos friccionam varas de vidro, transmitindo vibrações por hastes metálicas até um complexo sistema de ressonadores". Um antecessor deste instrumento, a Glass Harmonica, "chegou a ser associado a episódios de loucura em quem o tocava ou escutava". O artista reaproveitou os cones ressonadores do Cristal Baschet como amplificadores acústicos passivos e, com materiais de voz previamente gravados, o novo corpo torna-se um filtro por onde o som reencarna.

Rua da Boavista, 50 (Cais do Sodré/Santos). Até 11 Jan. Ter-Dom 10.00-13.00, 14.00-18.00. Entrada livre

  • Arte
  • Grande Lisboa

A recriação do atelier de Manuel Cargaleiro na Quinta da Fidalga (projecto de Siza Vieira), Seixal, numa instalação que ficará permanentemente na oficina de artes é um dos atractivos desta exposição. Mas o seu conteúdo não fica obviamente atrás, já que no espaço há um vasto conjunto de obras da autoria do artista que morreu em 2024, doadas ao município. Com enfoque nas últimas obras, passa-se por diversos suportes e técnicas, integrando estudos e desenhos. A exposição acolhe ainda trabalhos de outros artistas, que enfatizam a vertente de coleccionador de Cargaleiro, como Sonia Delaunay, Marcelle Cahn, Vieira da Silva, Arpad Szenes, Nathalia Goncharova, Zao Wou-Ki, Júlio Resende, Armando Alves, José Escada, René Bértholo, Lourdes Castro, José Rodrigues, Eduardo Luiz e Pedro Avelar. No mesmo espaço, uma obra conjunta realizada com o também seixalense Vhils (Alexandre Farto) marca a contemporaneidade da sua obra.

Quinta da Fidalga, 2571, Av. da República (Arrentela, Seixal). Até 12 Abr. Ter-Sáb 10.00-12.30, 14.00-17.00. Entrada livre

Mais arte em Lisboa

  • Arte

São 56 as estações de toda a rede do Metropolitano de Lisboa. E todas, mas mesmo todas, são verdadeiras galerias de arte urbana, não a céu aberto, mas debaixo de terra. Artistas consagrados da nossa praça deixaram o seu cunho na história dos transportes públicos alfacinhas e, embora seja uma tarefa difícil, escolhemos sete estações que merecem um olhar especial. Falamos-lhe de obras de Almada Negreiros, Vieira da Silva e Arpad Szenes, Querubim Lapa, Júlio Pomar, Maria Keil, Júlio Resende ou mesmo do célebre cartoonista António Antunes. Uma viagem para apreciar e partilhar.

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