"Arte & Moda", Museu Calouste Gulbenkian
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Exposições em Lisboa a não perder este mês: a agenda de arte essencial

Artes plásticas, fotografia e mostras. Este mês, a agenda cultural de Lisboa não dá descanso a quem quer ver arte viva.

Mauro Gonçalves
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Entre grandes museus e galerias independentes escondidas, a cidade está cheia de boas opções para preencher o roteiro de eventos em Lisboa. Falamos de propostas de pintura, escultura, fotografia ou documentais, assinadas tanto por talentos locais que estão a dar que falar como por grandes nomes do panorama internacional. Afinal, Lisboa transformou-se num centro magnético para a arte contemporânea, onde coleccionadores e galeristas andam à caça de novidades. Seleccionámos as sugestões realmente merecem o seu tempo e o preço do bilhete. Pegue na agenda e tome nota das exposições em Lisboa a visitar nas próximas semanas.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
A fotógrafa e cineasta dinamarquesa Ditte Haarløv Johnsen cresceu em Maputo no período pós-independência e nos anos da guerra civil. Ao regressar à cidade em 2000, começou a fotografar e a criar aquilo que viria a ser um diário pessoal e político, desenvolvido ao longo de mais de duas décadas. Neste diário em Maputo, acompanhou familiares, amigos, amantes e diferentes comunidades que fizeram parte da sua vida, documentando assim as transformações do país. Entre as várias relações captadas pela câmara, destaca-se a amizade com as "Manas", comunidade transgénero e queer da cidade, cuja presença se tornou fundamental no desenvolvimento do projecto. O registo chega agora à Narrativa, numa primeira presença da autora em Portugal. 
  • Arte
  • Belém
Com um percurso ligado essencialmente ao desenho e à pintura, Jorge Martins é o artista em foco no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. A exposição "Timescape" reúne cerca de 50 obras centrados na questão da abstracção, linguagem que tem acompanhado Jorge Martins ao longo de décadas. "A obra de Jorge Martins aproxima-nos a temas ligados não só à história da arte – a paisagem, a luz, a cor ou a ausência desta –, mas também a outras áreas do saber, como a cosmologia quântica", pode ler-se no descritivo da exposição.
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  • Arte
  • Fotografia
  • Grande Lisboa
Nesta selecção de fotografias do livro Mongolian Horse in North Wind, publicado em Pequim em 2024, Wang Zhengping aproxima-nos do cavalo e das paisagens da estepe mongol, que retrata há cerca de 15 anos. Distinguido em 2009 com o Prémio Golden Statue de Fotografia da China, o mais prestigiado galardão fotográfico do país, o fotógrafo partilha uma exploração íntima da memória, da identidade e do sentimento de pertença. "Os cavalos surgem não apenas como sujeitos fotográficos, mas como símbolos de resistência, liberdade e continuidade cultural numa das paisagens mais marcantes da Ásia", descreve o curador da exposição, João Miguel Barros. 
  • Arte
  • Grande Lisboa
Na proposta artística de Blac Dwelle exploram-se os limites entre tensão, transformação e identidade. Através da escultura, pintura e desenho, o artista traz à superfície símbolos, formas e referências culturais ligadas às suas raízes e identidade, indo à Cabo Verde dos seus pais e a uma ancestralidade em figuras mais ou menos míticas ou imaginadas. Esta também é a história de um "escultor" de madeira habitado pelas memórias e fantasmas, das contadas Às vividas em diferentes bairros, que quer experimentar novos materiais e plataformas, do cimento ao vídeo, passando pelo som. 
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  • Arte
  • Belém
Instalada no Padrão dos Descobrimentos, a exposição debruça-se sobre as formas de representação visual do monumento desde 1940, reunindo um conjunto de objectos e materiais que o utilizam como imagem de referência. A mostra conta com a consultoria científica de Ellen W. Sapega, professora emérita do Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos.
  • Arte
  • Marvila
FAILE, dupla artística composta por Patrick McNeil e Patrick Miller, realiza a sua primeira exposição em Portugal. São 91 peças apresentadas no espaço da Underdogs, onde os artistas exibem o vasto leque de materiais e técnicas que têm trabalhado – pintura, escultura, têxtil e madeira. "Partindo de um vocabulário visual moldado pela experiência estratificada da cidade – onde publicidade, graffiti, arquitetura, artesanato, tipografia e imaginário popular coexistem – os artistas desenvolvem uma linguagem que circula entre o imediato e o simbólico", pode ler-se no descritivo da exposição.
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  • Arte
  • Beato
Dedicada à fotografia documental e de autor, a Lumina Galeria apresenta "Ocean Spray", exposição que reúne 17 obras do fotógrafo João Mariano, que apresenta pela primeira vez o projecto que o levou a captar a preto e branco o mar da Costa Vicentina. Enquanto isso, a artista plástica Luísa Pacheco ocupa o espaço Le Mur, em diálogo com as imagens de João Mariano. A galeria encerra entre 1 de Agosto e 1 de Setembro.
  • Arte
  • Belém
Frida Orupabo expõe pela primeira vez em Portugal a título individual. Em "Cloud of Confusion", a artista norueguesa revisita um conjunto de imagens que tem vindo a reunir na sua conta de Instagram – "material composto por tensões entre intimidade e violência". A exposição dialoga com a arquitectura do próprio museu, ao desenhar um percurso linear de oito momentos.
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  • Arte
  • Alvalade
A mais recente exposição colectiva da galeria P28 convida a observar a realidade através da lente da transformação. Com obras de artistas nacionais e internacionais, a mostra estende-se à UCCLA para abordar temas como a identidade, a diversidade e a ligação ao mundo natural. Podem ver-se obras de Adriana Proganó, Carla Cabanas e Francisco Trêpa, entre outros artistas.
  • Arte
  • Alcântara
O MACAM acolhe, desde final de Maio, uma nova exposição temporária, desta vez inteiramente dedicada à fotografia. A partir da colecção de Américo Marques, "uma das mais relevantes colecções privadas portuguesas", o museu apresenta obras de nomes proeminentes da fotografia contemporânea, como é o caso de Cindy Sherman, Helena Almeida, Helmut Newton, Jorge Molder, Martin Parr, Nan Goldin, Richard Prince, Wolfgang Tillmans, entre muitos outros. Este conjunto de obras, produzidas desde os anos 1950 até à actualidade, é apenas a primeira parte da exposição. A segunda leva de imagens tem inauguração prevista para Novembro de 2026.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado.

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