Exposição "Belas Artes", de Bruno Zhu, no CAM
DR | Exposição "Belas Artes", de Bruno Zhu, no CAM
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As exposições em Lisboa a não perder este mês

Artes plásticas, fotografia e mostras documentais. Este mês, a agenda de exposições em Lisboa não dá descanso.

Mauro Gonçalves
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Entre museus, galerias e outros espaços que acolhem propostas artísticas, Lisboa está cheia de boas opções para quem procura exposições para visitar – sejam elas de pintura, escultura, fotográficas ou documentais; de autores portugueses ou com grandes nomes internacionais em destaque. Afinal, estamos numa cidade que tem ganhado importância no panorama internacional da arte. Os coleccionadores estão de olhos postos em Lisboa, os artistas e galeristas idem. Por isso, não seja o único a ficar de fora do circuito. Pegue na agenda e tome nota das exposições que não pode perder este mês, em Lisboa.

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Exposições em Lisboa este mês

  • Arte
  • Ajuda
O Museu do Tesouro real assinala o regresso da Primavera com uma exposição que não lhe é, de todo, alheia. A partir do património régio – plantas, matérias naturais e produtos vindos de diferentes parte do mundo –, a mostra explora a relação entre a natureza e o poder nas cortes europeias. De matérias-primas como o chá, o tabaco, o cacau e pimenta às pratas e porcelanas que faziam parte do quotidiano, a exposição propõe uma viagem no tempo e entre dois universos nem sempre associados.
  • Arte
  • Marvila
Dois nomes de peso da arte contemporânea em Portugal partilham o espaço da Galeria Francisco Fino. O primeiro é Helena Almeida, cuja obra, um teste constante à fronteira entre a pintura e o desenho, vai tomar conta do espaço numa exposição individual com trabalhos produzidos pela artista entre a década de 70 e os anos 2000. Simultaneamente, Vasco Araújo apresenta a instalação Interpretation is an interpretation is an interpretation..., composta por 170 desenhos sobre papel, som e citações de Pessoa, Sontag e Nijinski.
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  • Arte
  • Oeiras
A exposição apresenta 170 obras de desenho e pintura da artista portuguesa, proporcionando uma visão ampla da obra produzida desde a década de 1970. Os temas são os que marcam a carreira de Graça Morais: a relação com a terra e os seus frutos, as mulheres, a caça, a memória do lugar como espaço de cultura e, mais recentemente, "a atenção dada às metamorfoses do ser humano, enquanto vítima e algoz, cuidador e agressor." A exposição revela ainda a incursão recente da artista ao campo da fotografia, como ponto de partida para o trabalho de desenho e pintura. A mostra inclui ainda o painel de grandes dimensões, em homenagem aos presos políticos da prisão de Caxias.
  • Arte
  • Alvalade
"Um amigo meu, que é dono de um café, falou-me de uma obra que encontrou abandonada na rua, ali perto. Ligou-me logo porque me queria mostrar, perguntar se eu via nela algum valor”, enquadra Nuno Aníbal Figueiredo, curador da exposição "ID | Quando a identidade (não) é só um rosto", onde figura a peça de autoria desconhecida. A acompanhá-la estão obras de Gonçalo Pena, Hélder Rodrigues, José Luís Neto, Martinha Maia, Micaela Fikoff, Pedro Cabrita Reis, Stella Kaus e Tiago Severino (artistas com e sem diagnóstico psiquiátrico). Algumas estiveram anteriormente expostas, outras foram feitas de propósito para a mostra que ocupa o Pavilhão 31 do Hospital Júlio de Matos e que nos quer levar a pensar sobre identidade, olhar clínico e criação artística. Para isso, vai-se também ao conceito freudiano de "id", "a instância primitiva e pulsional da psique humana, actuante como força motriz da personalidade, lugar onde habitam os desejos não nomeados, os impulsos incontroláveis, as imagens mais cruas do inconsciente”, como explica o responsável da associação P28.
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  • Arte
  • Fotografia
  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade
Catarina Cesário Jesus, Cátia Valente, Denis Graeff, Fernando Pimenta, João Pedro Almeida e Raquel Antunes frequentaram a 7.ª Masterclass Narrativa e daí resultaram perspectivas sobreassuntos como o território, o luto, a memória, o isolamento, a devoção ou a transformação. Do pinhal da Beira Baixa às pressões vividas em Lisboa ou ainda à morte de alguém muito próximo, a exposição convida a atravessar diferentes espaços aos quais não podemos ser indiferentes. A masterclass é a génese do projecto Narrativa, promovendo um espaço de construção e de divulgação de novos autores.
  • Arte
  • Fotografia
  • Cais do Sodré
Profissões e mercados de Lisboa, entre 1975 e 1980. Assim se resume o foco de atenção do fotojornalista Fernando Negreira, que tem agora esta exposição no Mercado da Ribeira, organizada pela associação CC11. As imagens vêm de um "deambular pela cidade enquanto fazia tempo para executar os trabalhos agendados pela redacção ao longo de cada dia" e hoje mostram a evolução social em Lisboa. De lavadeiras a moços de frete, eis uma Lisboa que já não existe.
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  • Arte
  • Belém
Com mais de 30 obras que integram a Colecção de Julião Sarmento, e sob a curadoria de Isabel Carlos, a exposição põe em diálogo o trabalho dos dois artistas. Quatro das obras expostas são de Rui Chafes, enquanto as restantes pertencem a Fernando Calhau, incluindo duas obras realizadas em colaboração com Julião Sarmento.
  • Arte
  • Chiado
Mariana Duarte Santos, jovem artista natural de Lisboa, "propõe uma reflexão sobre a fronteira frágil entre o privado e o público, o individual e o colectivo, a realidade e a percepção mediada pelos media". Na base do trabalho apresentado está uma pesquisa sobre cinema noir, que resultou num conjunto de fotogramas de filmes antigos, organizados como uma sequência cinematográfica, que dita o percurso expositivo.
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  • Arte
  • Chiado
Na sua primeira exposição individual num museu, Jaime Welsh exibe três exemplos incontornáveis do modernismo português, mas também da arquitectura monumental do Estado Novo. No interior do Banco Nacional Ultramarino, da Reitoria da Universidade de Lisboa e da Biblioteca Nacional de Portugal, coloca figuras humanas desconhecidas, retratando-as – a elas e aos espaços – em fotografias "meticolosamente construídas". A viver em Londres, Welsh é hoje um dos jovens artistas portugueses de percurso internacional mais sólido.
  • Arte
  • Chiado
Esta exposição colectiva acontece no âmbito da residência curatorial do Mestrado em Estudos Curatoriais do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, em parceria com o MNAC, a Fundação Millennium bcp e a Plataforma Umbigolab, com a colaboração da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Nela, estão reunidas obras de artistas históricos, mas também contemporâneos, entre eles Ana Pérez-Quiroga, Columbano Bordalo Pinheiro, Ernesto de Sousa, Fernando Calhau, Graça Morais, Helena Almeida, José Pedro Croft, Lourdes Castro e Maria Helena Vieira da Silva.

Mais coisas para fazer em Lisboa

As novidades multiplicam-se de tal forma que, quando descobrimos os restaurantes que abriram nos últimos meses, já temos novas mesas à nossa espera. Entre os espaços que ainda cheiram a novo há lugar para a cozinha de autor, de fogo, de peixe e marisco, para reinterpretações do receituário familiar, para neo-tascas, para aproximações à culinária japonesa, à italiana e à americana, sem esquecer o belo do frango assado.

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