Lisboa num dia: Graça, Alfama e Baixa

Vamos imaginar que tem 24 horas para dedicar à cidade. Dê corda aos sapatos e passeie pelas zonas mais antigas. É Lisboa num dia perfeito, com paragens na Graça, em Alfama e na Baixa.

Fotografia: Manuel Manso

Levantar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz com que tenha tempo para cumprir este programa. É Lisboa num dia, por três dos bairros mais castiços da cidade. Aproveitecada minuto. 

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Tome o pequeno almoço no Nicolau Lisboa

Não há fim-de-semana que o Nicolau Lisboa fique de fora do feed de Instagram de qualquer alfacinha. Há sempre alguém a partilhar fotografias do brunch – uns escolhem
 os ovos, outros os smoothies (#green, #healthy), outros as panquecas, e ainda há a decoração. O resultado é sempre um post bonitinho, com um rol de comentários do estilo "adoro", "tão bom", "quero ir!". Quer ir, então vá e arranque assim um dia em Lisboa perfeito. A carta tem todas as modas, das tapiocas ao iogurte com granola.

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Baixa Pombalina

Faça compras na Feira da Ladra

Se o dia que vai dedicar à cidade é sábado, então prepare-se para ouvir "Ó linda, venha ver que estão baratas!" ou "Disto não arranja em mais lado nenhum" quando passear pela Feira da Ladra, com mais de 300 anos de história. Aqui vende-se de tudo – velharias, objectos em segunda mão, roupa vintage e artesanato. Mas nem só de compras vive o Campo de Santa Clara: há murais de grandes artistas, vistas privilegiadas sobre o Tejo e o Panteão Nacional. Ponha o despertador para bem cedo e negoceie achadões. 

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São Vicente 
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Visite o Panteão Nacional

Antes de ser a morada final de ilustres portugueses, o Panteão começou por ser a Igreja de Santa Engrácia, um templo mandado construir em 1568 pela infanta D. Maria, filha do rei D. Manuel I. As obras demoraram séculos a ficar concluídas e foi só nos anos 60 que a cúpula assumiu a forma que hoje conhecemos, uma obra a cargo do engenheiro Edgar Cardoso, também responsável pela construção da Ponte da Arrábida,no Porto.

O Panteão acabou por ser inaugurado em Agosto de 1966 e hoje abriga os cenotáfios (túmulos de corpo ausente) de personalidades ligadas aos Descobrimentos, como o Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, e túmulos de escritores e presidentes da República. A única mulher que aqui jaz é Amália Rodrigues e o único futebolista é Eusébio, uma decisão que gerou alguma polémica. Não deixe de ver as vistas a partir do terraço.

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São Vicente 

Almoce no Pitéu da Graça

Há vários restaurantes clássicos na Graça, do Satélite ao Cardoso do Estrela de Ouro, sem esquecer o Estrela da Graça. Se só puder ir a um, claro que toda a gente o vai mandar ao mesmo: O Pitéu. O nome diz tudo. Pitéu é aqui. Dos pratos tradicionais (os carapauzinhos fritos com arroz de legumes, por 9,90€, por exemplo, não nos podemos esquecer que em tempos o restaurante era o Zé dos Carapaus) às sobremesas. O preço médio não ultrapassa os 20€ por cabeça.


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São Vicente 
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Beba uma ginjinha na Ginja d'Alfama

Os estabelecimentos mais concorridos que vendem a bebida de Lisboa ficam no Largo de São Domingos, mas em Alfama há também uma meca da ginja, de nome fácil de decorar, onde um copo do néctar custa apenas 1€. Pode ainda aproveitar para degustar uns petiscos à portuguesa, como chouriço assado, pica-pau ou salada de polvo. O bagaço também faz parte do menu.

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Alfama
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Suba ao Arco da Rua Augusta

A construção deste arco triunfal foi programada em 1759, no quadro da reconstrução pombalina que se seguiu ao terramoto de 1755, mas só ficou concluída, na sua disposição actual, em 1873, celebrando a então grandiosidade do Império Português.

No topo do arco pode ler-se "VIRTVTIBVS MAIORVM VT SIT OMNIBVS DOCVMENTO.PPD“, que, traduzido, significa "Às Virtudes dos Maiores, para que sirva a todos de ensinamento. Dedicado a expensas públicas”. Desde 2013 que é possível entrar num elevador para subir ao topo do arco e pelo meio ainda passa por uma exposição sobre a história do monumento.

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Baixa Pombalina

Jante no Bastardo

Tem sido difícil acompanhar as mudanças de chefia no Bastardo e com elas as alterações na ementa. O restaurante está agora nas mãos de Duarte Madeira, até aqui subchef, que continua o trabalho de romper com todas as ideias pré-concebidas de uma cozinha de hotel. Aqui fazem-se pratos de conforto, que vão das massas aos risotos, além de outros tradicionais, caso da caldeirada de corvina, camarão e amêijoa. O bar de entrada foi renovado e dedica-se agora à cockteleria de forma mais séria. Perfeito para: instagramar os populares individuais com a frase "on this magic place calories don’t count". Obrigatório provar: os gnocchis com caranguejo, tomate e salicórnia.

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Baixa Pombalina
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Brinde a Lisboa no Trobadores

É uma espécie de memória de uma Lisboa medieval enterrada pelo terramoto de 1755. Entrar no Trobadores é abraçar a boémia da Idade Média representada durante todo o ano nesta taverna na Baixa Pombalina, decorada a preceito e onde é possível beber cerveja de um corno ou vinho quente nos dias que pedem mais aconchego. Se tiver sorte pode ser que apanhe um amimado concerto de música folk.

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Grande Lisboa

Outros bairros para descobrir

Príncipe Real

Foi no Príncipe Real que se instalou a nova dinastia da restauração lisboeta, para comer como um príncipe, os terraços para beber copos se multiplicaram e as concept stores apareceram porta sim, porta não. Sem esquecermos os nomes sonantes que, num cirandar constante, também têm poiso no bairro, do chef Kiko aos designers Lidija Kolovrat ou Nuno Gama. 

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Por Clara Silva

Campo de Ourique

Clássicos de sempre e espaços que ainda cheiram a novo. Percorra as ruas do movimentado bairro em busca do melhor de Campo de Ourique.

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Por Editores da Time Out Lisboa
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Monsanto

Monsanto é, sem discussão possível, o pulmão da cidade. Mas podemos vê-lo também como o pulmão extra que ajuda a respirar os lisboetas em todas as idades. Para os mais novos é um enorme playground com vários parques infantis e equipamentos que os entretêm durante horas; para os adolescentes é aquele sítio chave onde podem passar horas entre piqueniques, passeios e selfies nos miradouros; para os adultos é uma pista de atletismo, um green para exercício físico, um campo aberto para passear o cão e, de novo, um local para depositar os miúdos. O ciclo fecha-se nestes 1000 hectares de natureza.

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Por Luís Leal Miranda

Marvila

Até há pouco tempo, era o ponto cardeal mais desprezado de Lisboa, mas, lentamente, começa a ganhar vida e pontos de interesse. Eis uma longa série de desculpas para rumar ao bairro da moda e descobrir Marvila. 

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Por Editores da Time Out Lisboa
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