O melhor de Porto Covo

Um roteiro das melhores coisas que pode fazer em Porto Covo, mesmo que o calor não aperte

Fotografia: Arlindo CamachoPraia da Samoqueira

Tornou-se tão cliché como inevitável cantarolar a “Porto Covo” de Rui Veloso quando passamos por aqui. É um clássico, tal como é um clássico não falhar uma ida a banhos na Ilha do Pessegueiro ou parar no Zé Inácio para comer um bom peixe grelhado. Saiba o que pode fazer mais em Porto Covo.

O melhor de Porto Covo

Com Sol

Com Sol

MERGULHAR

Praia da Samoqueira Quem defende que o mais parecido que temos com as 
cores de um mar dos trópicos em Portugal são as praias da Arrábida é porque nunca sequer espreitou, mesmo do alto da falésia, para a Praia da Samoqueira. A água tem um tom esverdeado, há várias pequenas enseadas divididas por formações rochosas, e a praia, quando se vai andando para
 sul, parece não ter fim. Só falta 
a temperatura dos trópicos na água, mas esta ao menos refresca.

Tópico de conversa para a beira-mar: “Também há uma Praia da Samoqueira em Aljezur, mas dizem que é tramado lá chegar.”

Ilha do Pessegueiro Joaquim Matias, comandante da embarcação Novo Horizonte, gosta de dizer que tem um mestrado na Ilha 
do Pessegueiro. É pescador desde miúdo e acompanhou 
o levantamento arqueológico feito no local nos anos 80. O que lhe deu conhecimento de causa suficiente para debitar informações sobre o ilhéu nas duas horas que dura a visita, com partida e chegada no porto da aldeia, e ainda responder 
a todas as dúvidas que são levantadas. Há tempo para encontrar vestígios com mais de dois mil anos, saber que ali existiu uma fábrica de salga de peixe, ouvir histórias de reis, piratas e afins e ainda dar um mergulho antes de entrar no mar. Só não há um pessegueiro – “é apenas a adaptação da palavra ‘piscis’ e ‘queiro’, que significava seca de peixe”, conta.

Visitas guiadas de até 15 de Setembro,com saída do porto de Porto Covo às 9.00,11.00, 14.00, 16.00. Preços: 10€ (adultos), 5€ (6-12 anos), grátis (até aos 5 anos “têm é de trazer uma cervejinha para o chefe”,diz Matias).

Praia do Serro da Águia (na foto) Era uma praia muito engraçada, não tinha banheiro não tinha nada. Todos podiam entrar ali, porque havia escadinhas e não era preciso fazer rali. Não aplauda estas rimas, mas sim esta pequena praia em forma de concha, bem abrigada do vento e altamente instagramável.

Tópico de conversa para a beira-mar: “Sabias que esta praia foi capa da Time Out Lisboa em 2015?” 

Praia da Foz Foi, em tempos idos, quando
 a maioria das praias do litoral alentejano era selvagem, um segredo bem guardado. Hoje é denunciada pelos carros parados no início do caminho de terra – não convém aventurar-se
 mais para a frente, sob risco de atascar –, das várias pessoas que encontraram nesta Praia da Foz um sítio de descanso. Para lá chegar, na estrada junto à costa que vai de Sines para Porto Covo, 1100 metros depois da placa de chegada a Porto Covo, virar na estrada de terra batida à direita em seguir em direcção ao mar.

Tópico de conversa para a beira-mar: “Quando vier em Agosto vou trazer um saco para apanhar amoras naquelas silvas ali atrás.”

Comer

O Peixe grelhado do Zé Inácio é manuseado todos os dias pelo próprio Zé Inácio, com 86 anos, e que é entregue todos os dias pelos pescadores da zona. O restaurante é dos poucos da aldeia que não caiu na tentação das ementas com fotografias (sempre uma boa armadilha para turistas), que se mantém a servir com qualidade há quase 50 anos, e sempre na linha do melhor do Alentejo: peixe fresco e carnes na grelha, pratos de porco preto, massadas, cataplanas e por aí fora.

Rua Vasco da Gama, 38. 

A gelataria e cafetaria Marquês, tem uns croissants com chocolate muito interessantes, uns scones XL que fazem derreter manteiga e uns bolos tradicionais de nome “marqueses”, nada mais, nada menos, que uns pastéis de amêndoa, laranja e gila bem bons.

Largo Marquês de Pombal.

Em caso de céu nublado

Em caso de céu nublado

Há que elogiar a quantidade
de passadeiras e estruturas de madeira construídas ao longo da costa alentejana, que todos os anos tem novidades. Acabadas de aparafusar estão as da zona de Porto Covo, perto do centro,
 a formar novos miradouros (na foto), bem bonitos para assistir ao pôr-do- sol – o clichê mais obrigatório do Verão dos portugueses.

Uma grande tainada [s.f. “Festa animada que envolve comida e bebida, geralmente com bebidas alcoólicas”, in Priberam] no restaurante A Ilha, cuja ementa é, só de ler, um regalo para os olhos. Há (sempre) caracóis, salada de polvo, salada de búzios, salada de ovas, percebes e outros peixes e mariscos frescos que são metidos na grelha, na panela com água, em caldeiradas ou arrozes. Daqueles sítios onde o difícil vai ser mesmo escolher.

Praia da Ilha do Pessegueiro.

Andar a cavalo pela praia é sempre um programa hollywoodesco, mesmo para quem nunca tenha posto os pés nuns estribos, e a Herdade do Pessegueiro está aqui para o tornar real. São passeios de uma hora (30€) que começam na quinta, um terreno lindíssimo, e incluem meter as patas dos cavalos dentro de água.

Reservas em 96 332 0898/7

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