Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Os sítios mais assustadores em Lisboa

Os sítios mais assustadores em Lisboa

É uma cidade cheia de luz, mas também tem uma veia sombria. Descubra os sítios mais assustadores em Lisboa

Por Renata Lima Lobo |
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jazigo palmela
Fotografia: Inês Félix Jazigo Palmela no Cemitério dos Prazeres

Lisboa é linda e tem espaços que fazem figura, sejam restaurantes, bares ou lojas. Mas esta lista contém cenas susceptíveis de impressionar os leitores mais sensíveis. A culpa é de máscaras de cera que reproduzem doenças dermatológicas, de uma cabeça preservada em formol, de um imponente jazigo com 140 restos mortais, de algumas múmias que descansam num museu, das celas disciplinares usadas pela PIDE ou até de um escape room inspirado no filme Saw. Se quiser desafiar a coragem ou o medo, descubra alguns dos sítios mais assustadores em Lisboa.

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Os sítios mais assustadores em Lisboa

ROSAREIS
Museus

As peles do Museu da Dermatologia Portuguesa Dr. Sá Penella

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Este museu tem centenas de máscaras de cera onde é possível testemunhar os efeitos dermatológicos de uma série de doenças, sobretudo sífilis. A colecção, situada no Salão Nobre do Hospital dos Capuchos, é visitada por alunos de medicina que a procuram pelo seu valor didáctico. Sugerimos aos estômagos mais fracos que não consumam nada antes da visita.

cabeça do assassino Diogo Alves
©DR
Atracções

A cabeça decapitada da Faculdade de Medicina

icon-location-pin Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

No Teatro Anatómico da Faculdade de Medicina pode ver a cabeça de Diogo Alves, preservado em formol. Sites como Atlas Obscura, Wired ou Dangerous Minds partilharam a foto e a história de Diogo Alves, dando ao assassino do Aqueduto das Águas Livres fama internacional – nas redes, várias pessoas fizeram notar as semelhanças do primeiro serial killer português com Thom Yorke, vocalista dos Radiohead, no videoclip da canção “No Surprises”. 

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jazigo palmela
Fotografia: Inês Félix
Atracções

O mega jazigo do Cemitério dos Prazeres

icon-location-pin Campo de Ourique

Constituído quase exclusivamente por jazigos particulares, foi construído no período romântico, em 1833, por ocasião da epidemia de “cólera morbus”. Na Capela dos Prazeres encontra a antiga sala de autópsias e desde 2001, o Núcleo Museológico. Mas o destaque vai para o Jazigo Palmela, o maior jazigo privado da Europa. Construído em 1849, ali descansam 140 alminhas, entre familiares, amigos e empregados do clã Palmela. Uma encomenda ao arquitecto maçon Giuseppe Cinatti, o que justifica inúmeros símbolos maçónicos ao longo da estrutura, como colunas que evocam o Templo de Salomão ou o número três no livro do Anjo da Morte (ou da Boa Morte) que encima a pirâmide do jazigo, uma obra da autoria do escultor Araújo Cerqueira.

Game Over Escape Room
©Game Over
Coisas para fazer, Jogos e passatempos

O Jigsaw do escape room Game Over

icon-location-pin Bairro Alto

Depois de Itália, Finlândia, Grécia e Reino Unido as escape rooms do Game Over aterraram em Lisboa. Aqui erguem-se três salas de fuga com cenários de fundo dos filmes Saw, Templo Proibido de Montezuma e Top Secret. Adrenalina é a palavra de ordem para quem aceita o desafio de escapar a estas salas sem que o tempo se esgote, sendo que cada sessão dura 60 minutos. O quarto mais assustador é o Saw, onde os participantes ficam fechados no esconderijo de um psicopata fã de jogos psicológicos, conhecido por Jigsaw. Reúna os amigos, foque-se nas pistas, tente resolver a charada e raspe-se dos quartos mais stressantes da cidade.

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Museu Arqueológico do Carmo
Fotografia: Manuel Manso
Museus, História

As múmias do Museu Arqueológico do Carmo

icon-location-pin Chiado

Nas ruínas deixadas pelo terramoto de 1755 nasceu um espaço museológico (que partilha o edifício com a Associação dos Arqueólogos Portugueses) cheio de grandes achados, peças históricas e artísticas. Da pré-história à época contemporânea. E a exposição permanente Antiguidades Egípcias inclui três múmias: duas dentro do sarcófago e uma outra apenas enfaixada, sem sarcófago. E têm todas nome, resultado de análises científicas feitas em 2010. Uma chama-se Pabasa (séc III a I a.C.), o nome de um sacerdote semati, encarregue de vestir a estátua do deus Min; outra Irtiero (VI a IV a.C.), que poderia ser sacerdote, governador ou arquitecto; e a terceira pode não ter sarcófago, mas tem o nome de Horresnet (IV a III a.C.). Pertencia ao terceiro marquês de Angeja, D. Pedro de Noronha, e chegou a estar exposta no museu que criou no no seu palácio da Rua da Junqueira, hoje Biblioteca Municipal de Belém.

Museu do Aljube
©ECML
Museus

As celas do Museu do Aljube

icon-location-pin Santa Maria Maior

Localizado na antiga Cadeia do Aljube, o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade (assim se chama) é totalmente dedicado à luta em tempos de ditadura em Portugal, entre 1926 e 1974. Foram mais de 50 anos bastante assustadores para quem preza a liberdade, que envolveram interrogatórios, tortura, prisões e campos de concentração. O piso 2 do museu recorda precisamente as celas disciplinares, de pequenas dimensões, que tinham por objectivo destruir a capacidade de resistência dos encarcerados.

Já que aqui está

Miradouro Panorâmico do Monsanto
©Francisco Santos
Coisas para fazer

Os lugares abandonados que precisa de conhecer

É parte do folclore da humanidade, o abandono. O servir de um propósito que se torna obsoleto ou que, por outras razões, deixa de ser necessário. Mas para trás fica sempre um legado, a ideia de uma ou mais vidas que por lá se viveram. Os lugares abandonados despertam um misto de curiosidade e de fascínio, mesmo que a história do local seja conhecida, e é quase inevitável não nos fazer partir à aventura, explorando recantos e tentando reconstruir um pedaço do que se perdeu no tempo. 

Chalet Biester
©DR
Coisas para fazer

Lisboa assombrada: os espíritos andam aí

Está alguém aí? É esta a pergunta chave da ficção de terror e uma das frases a evitar em casas assombradas da vida real (nos filmes costuma ser tiro e queda). Mais vale não arriscar, mesmo que não acredite em bruxas, porque... “que las hay, las hay”, como sói dizer-se. A pensar nisso, fizemos um roteiro especial de sítios que podem ser considerados impróprios para almas mais assustadiças, do centro de Lisboa a Sintra. 

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locked riddles
©Luciano De polo
Coisas para fazer

Escape Rooms em Lisboa. Acha que consegue escapar?

Os escape games chegaram timidamente a Lisboa em 2014. Cinco anos depois, as nossas duas mãos não chegam para contar todas as salas que existem na cidade. São cada vez mais, maiores, mais diversificadas e difíceis estas armadilhas para intelectuais masoquistas. Os níveis de dificuldade variam e os temas são sempre diferentes. Basta percorrer a Baixa de Lisboa para encontrar diferentes opções, com tramas que envolvem crimes, a Revolução dos Cravos, Fernando Pessoa, os Descobrimentos ou o vinho do Porto. 

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