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18 sítios em Lisboa que são mais do que parecem

Entra para fazer uma coisa e acaba a fazer outra. Corremos a cidade à procura de sítios que não são só o que parecem

MARQUISE DA MOBLER
Duarte Drago
Por Francisca Dias Real |
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Uma loja que é café, um cabeleireiro que é bar, um cowork que é galeria – podíamos continuar a enumerar. Estes espaços são mais do que uma coisa, portanto é fácil de perceber que aqui nada é só aquilo que parece. E não, isto não é nenhuma adivinha para o confundir.

Há cada vez mais lugares na cidade que não se contentam em ser apenas uma coisa, espaços que se desdobram em mais do que uma vocação. A propósito de algumas novidades, fizemos uma selecção dos melhores exemplares deste género sem género definido. Parta connosco à descoberta.  

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Uma foto da Time Out Magazine

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Sítios em Lisboa que não são só o que parecem

1
anjos70, anjos
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

Anjos70

Lisboa

O Anjos70 é um dos pólos culturais mais movimentados da cidade, com vasta programação semanal que não lhe cobra um tostão. Além de funcionar como espaço de cowork, o salão recebe festas, uma das feiras mensais mais agitadas de Lisboa (primeiro fim-de-semana do mês) e concertos – uma sala polivalente, portanto. Mas também pode ir só beber um copo ao bar ou deitar o olho à ementa, sempre com opções vegetarianas.

2
Boutik
©Manuel Manso
Restaurantes

Boutik

Chiado/Cais do Sodré

Esta Boutik em são Bento é de um lado uma concept store e, do outro, um café-bar saudável. Há pranchas de surf e produtos para quem pratica este desporto e fatos de banho o ano todo, malas da Colômbia e t-shirts de marcas americanas e australianas. Mas pode ir lá simplesmente para aconchegar o estômago com uma smoothie bowl.

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3
MARQUISE DA MOBLER
Duarte Drago
Coisas para fazer

Marquise da Mobler

Grande Lisboa

A loja de decoração Mobler ganhou uma Marquise em grande – “já tínhamos o sonho de abrir uma loja com objectos contemporâneos, porque na Mobler só temos peças originais de época, de meados do século XX. Queríamos ter plantas e trabalhar com algumas marcas, na outra loja ficaria uma misturada”, explica Cristiana Vieira, uma das responsáveis. E assim deram novo uso ao antigo armazém, com um pequeno terraço na parte de trás “muito agradável para as poessoas poderem ficar, estar”. Neste número 35 têm então uma concept store, uma loja de plantas e flores e uma cafetaria da responsabilidade do Isco, a padaria artesanal de Alvalade – pode pedir um café e um bolinho de canela,  levar pão para casa, mas também comprar toda a mobília da parte exterior ou interior (sob encomenda) e as loiças onde bebe e come, uma linha exclusiva desenvolvida pela A La Pata. É uma loja espaçosa e muito completa e isso permite também receber e conhecer pessoas, e receber pop ups. 

4
Brotéria
Duarte Drago
Coisas para fazer

Brotéria

Bairro Alto

Este palácio do Bairro Alto já foi abrigo aristocrata e hemeroteca. Hoje, é a casa da Companhia de Jesus e da sua revista centenária, a Brotéria, que transcendeu o papel e se tornou num centro cultural. Uma casa de porta aberta a todos e completamente restaurada, para o encontro da fé com as culturas urbanas. Com uma livraria, galeria, biblioteca e café-restaurante, além de biblioteca e salas de estudo.

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5
Bus Paragem Cultural
©Facebook Bus Paragem Cultural
Coisas para fazer, Centros culturais

BUS – Paragem Cultural

Lisboa

Para aprender a dançar o tango, o melhor é descer aqui. Literalmente: desce as escadas e vai dar a um dos espaços onde a reabilitação do bairro começou (na altura, funcionava aqui o Sou). Além do tango, há aulas de pilates, yoga, tap dance, swing e capoeira. À noite, tem concertos regulares e a cada duas semanas pode testar a cultura geral no Bus Quiz.

6
Andar de Cima da Casa Independente
Fotografia: Arlindo Camacho
Noite

Casa Independente

Intendente

Não é novidade para ninguém, mas tem sempre novidades para todos. A Casa Independente é bar, restaurante (Tasca Tropical), sala de concertos e galeria. Este antigo palacete recebe uma programação regular de festas (como a Casa Ardente, por exemplo) e concertos. No fim de 2016, alargou-se também ao Andar de Cima, como lhe chamaram, e aqui funciona desde essa altura mais um bar/sala de espectáculos. 

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7
Crack Kids
Duarte Drago
Restaurantes

Crack Kids Lisboa

Cais do Sodré

A Montana Lisboa, no Cais do Sodré, deixou de o ser – agora chama-se Crack Kids Lisboa. Mas aquela que era uma das paredes mais instagramáveis (e instagramadas) de Lisboa, com armários do chão ao tecto cheios de latas e pantones, mantém-se quase igual, agora com mais representatividade de marcas de tintas, quer para quem se aventura no graffiti ou mesmo para quem gosta de uma boa bricolage lá em casa. Também há cabides com algumas T-shirts da marca Crack Kids. E o mexicano Pistola y Corazón tem ao fundo da loja uma irmã mais nova, a Taco Shop #1, com tacos especiais, enchiladas suizas, chilaquiles, vinhos naturais da Rebel Rebel e slushies alcoólicos. 

8
heden, cowork
Coisas para fazer

Heden

São Vicente 

Aqui a coisa divide-se entre um espaço de cowork sustentável, ateliês para artistas e uma zona para exposições, workshops e concertos. Ainda há aulas de yoga todos os dias da semana (é só escolher o tipo de yoga e o horário) e às quintas há tardes de cerveja em parceria com a Oitava Colina.

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9
hello kristof
Manuel Manso
Restaurantes, Cafeteria

Hello, Kristof

Chiado/Cais do Sodré

Passou de café com revistas, para loja de revistas com café. O Hello, Kristof já não tem ovos, tostas de abacate ou bowls de açaí para lhe oferecer – em vez disso há grandes expositores com revistas especializadas difíceis de encontrar noutro local em Lisboa. Para ir bem com as leituras ainda há café de especialidade e bolinhos caseiros. Another Man, Kinfolk, Wallpaper, The New Yorker, Numéro, The Gourmand, Dust ou Farmlife são apenas alguns dos títulos que pode encontrar por lá. A par do café e das revistas, há velas, sprays para dormir, óleos essenciais e produtos de banho da Earl of East London. 

10
Kaya, Café, Cabeleireiro
Inês Félix
Coisas para fazer

Kaya

São Sebastião

Três brasileiros entram num bar... perdão, num espaço fechado há mais de 20 anos, junto ao Parque Eduardo VII. O que fazem? Abrem a Kaya, um café e cabeleireiro minimalista e com muita luz natural, que aposta em produtos orgânicos e sustentáveis, do champô à semente moída e torrada do cafeeiro. Da cozinha saem refeições rápidas, orgânicas e maioritariamente vegetarianas – abastecem-se junto de produtores locais – para empurrar ora com o café de especialidade, com sumos naturais, limonada, kombucha artesanal ou vinhos biológicos. Ao mesmo tempo, fazem-se todo o tipo de obras-primas capilares: cortes, hidratações, reconstrução, coloração e descoloração. E o melhor é que o espaço funciona com os mesmos horários do café, o que é uma vantagem porque ao domingo não fazem gazeta. 

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11
Misturado
Duarte Drago
Coisas para fazer

Misturado

Grande Lisboa

O espaço Misturado é conhecido pelos seus eventos culturais todas as semanas, mas mais do que um palco para a arte, é um espaço de cowork. Há serviços de aluguer de secretárias partilhadas em open space (a partir de 9€/dia), secretárias individuais em escritório, escritório virtual (25€/mês), sala de reuniões e espaços para eventos. Também tem um grande salão onde decorrem aulas regulares de dança e uma cafetaria de apoio para aqueles momentos de convívio.

12
nomad goods, loja
Compras

Nomad Goods

Grande Lisboa

Natália Vitorino abriu em Santos a Nomad Goods, uma loja despretensiosa à qual juntou um café e um ateliê. As inspirações vieram de vários pontos do mundo, como manda o nomadismo: dos tapetes da Califórnia às jarras em cerâmica da Indonésia. A programação divide-se entre workshops e conversas sobre design, uma agenda que pode ir consultando no Facebook

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13
Valsa
©Inês Félix
Coisas para fazer

Valsa

Beato

O Valsa tem sangue brasileiro a correr nas veias e, apesar de já ter casa na Penha de França há quase dois anos, em 2020 ganhou uma nova vida. A história repete-se como se fosse a primeira vez. Mas na verdade é a segunda e, agora, Marina Ginde e Mariana Gonçalves Serafim trazem na algibeira a experiência de quem já esteve de portas abertas e as vontades e desejos de quem fez as honras de entrar por elas adentro. O Valsa entra a pés juntos agora com horário alargado, cowork, oficinas matinais e pizzas de fermentação lenta para encher a barriga à noite. 

14
Oficina Impossível
Fotografia: Inês Félix
Coisas para fazer

Oficina Impossível

Grande Lisboa

Antes de ser o que é hoje, foi uma mercearia, um atelier de arquitectura e até uma biblioteca genealógica. No número 102 da Calçada Marquês de Abrantes, em Santos-o-Velho, vive agora a Oficina Impossível, onde os sonhos de artistas e artesãos se concretizam à medida das suas vontades. O espaço, que inclui um cowork, passou a ser “uma galeria viva com artistas e artesãos lá dentro”.

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15
o purista
©DR
Compras

O Purista

Chiado

Cortar o cabelo e a barba de copo na mão? Aqui pode. As paredes d'O Purista estão forradas a garrafas de cerveja e a decoração vai bater à porta do vintage, uma clara semelhança com as barbearias antigas. Mais: há uma mesa de bilhar onde se pode entreter entre cervejas, que até se vai esquecer que foi ali para lhe tratarem do pêlo. 

16
pikikos
Fotografia: Manuel Manso
Compras

Pikikos

Campo de Ourique

É difícil sair daqui de mãos a abanar ou de pontas secas. O Pikikos abriu há pouco mais de duas semanas em Campo de Ourique e é um três em um: loja, cabeleireiro e café. Quer ser amigo do ambiente e isso vê-se nas marcas que escolhe, com especial atenção à cosmética bio usada no cabeleireiro. Cortam o cabelo a adultos e crianças e, se cortarem mais de 17 cm, enviam o cabelo para a Little Princess Trust. Entre compras ou na espera por umas tesouradas, beba um café de especialidade.

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17
sala d'estar
©Facebook sala d'estar
Coisas para fazer

Sala d’Estar

Lisboa

Além de hub criativo para residentes, que ajudam a compor a divisão da casa, esta Sala é uma oficina de serigrafia, uma galeria de arte, palco para workshops, eventos e ainda há espaço para promover novas marcas – na pop-up store, cujas datas vão sendo anunciadas no Facebook

18
Tinta nos Nervos
Fotografia: Duarte Drago
Coisas para fazer

Tinta nos Nervos

Estrela/Lapa/Santos

É galeria, café e livraria, tudo ao mesmo tempo, bem no coração da Madragoa. Sob o lema de que o desenho não tem fronteiras, é a esta arte que a Tinta nos Nervos se dedica. Na livraria há obras de autores como Philipe Guston, Lorenzo Mattotti, Robert Crumb, Charles Burns, Bruno Munari, Hector de la Valle, Maria João Worm, Dinis Connefrey, Filipe Abranches, André Ruivo ou Ema Gaspar. Na galeria as exposições vão rodando, sempre com a premissa de o artista ou artistas criarem um objecto em exclusivo para o espaço. E ao fundo há um café com esplanada interior onde, além de chávenas de café da Flor da Selva e pão da Gleba, há espaço para ler e para participar nos workshops e conversas que vão aparecendo na agenda.

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