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Descubra estas marcas portuguesas de malas e carteiras

Transportam, muitas vezes, este mundo e o outro, não importa o tamanho, cabe sempre mais alguma coisa. Descubra destas marcas portuguesas de malas e carteiras

Escrito por
Francisca Dias Real
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Chaves, porta-moedas, creme de mãos, carregadores, pastilhas, lenços, snacks, água, canetas, batons ou álcool gel, está aqui uma bela lista de coisas que as malas e carteiras têm por hábito carregar. São autênticas caixinhas de pandora quando abertas, cheia de surpresas que não sabia que andavam por lá, seguindo aquela velha máxima de “cabe sempre mais alguma coisa”. Enfim, as malas são acessórios de moda, é verdade, mas também peças essenciais no dia-a-dia, para carregarmos connosco este mundo e o outro. Já não vale não ter consciência na hora de comprar, por isso mais vale esquecer as marcas que gostam de estampar em letras garrafais o seu nome nas ditas cujas e optar por comprar o que é nosso, comprar português e com consciência. Conheça estas marcas portuguesas de malas e carteiras, das mais clássicas em couro às que recuperam a tradição do junco. Descubra-as. 

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Descubra estas marcas portuguesas de malas e carteiras

Quem segue Joana Veríssimo no Instagram reconhece-lhe o bom gosto inigualável, a simplicidade e o minimalismo que lhe são inerentes – seja na decoração da casa, na roupa que veste ou nas campanhas e editoriais que produz com o seu estúdio criativo Soft Sigh Studio. Começou em Direito, mas a área da moda levou-lhe o coração e acabou em Nova Iorque a estudar fashion business, isto em 2016, altura em que já tinha na cabeça a ideia de criar uma marca própria e já muito focada nas malas. Todo o curso foi feito já com a Sigh Store em mente, a marca que fez nascer em Dezembro de 2020, depois de vários anos a ser pensada ao mais ínfimo detalhe. A Sigh Store é totalmente produzida em Portugal, numa pequena fábrica familiar em Lisboa, com um design minimalista e que aposta na longevidade das peças – coisa que se traduz no facto de serem em cabedal “que envelhece bem”, de terem cores neutras e de não usar ferragens. “O mercado está a mudar e é preciso acompanhar a mudança, é preciso produzir de forma a ter longevidade, a marca está toda orientada para ser intemporal sem ser aborrecida, sem cair no cliché de modelo clássico de mala”, explica Joana. Há outro detalhe importante que Joana faz questão que assim seja para evitar o desperdício: as malas são feitas em pre-order, ou seja, não há stock parado e a produção é feita ao ritmo das compras – demoram cerca de duas semanas até chegar ao cliente. Tudo é feito a pensar em compras conscientes. 

Maria João Barbosa e Elena Tourón, ligadas ao universo da moda há mais de uma década, são as mentes por detrás da Carui, onde as jóias da coroa são as malas, inspiradas num design arquitectónico, intemporal e funcional e, mais que isso, que pensa no impacto que a produção pode criar. As malas e os acessórios da marca – das bandoletes aos turbantes – são feitos em Portugal por artesãos e as peles usadas são bio-leather, ou seja, são reaproveitadas dos desperdícios da indústria de criação de gado alimentar, num processo de upcycling, assim como os tecidos usados provêm de stocks parados e sobras de outras produções de origem 100% portuguesas. As fundadoras e amigas não querem “produzir por produzir, nem incentivar um consumo desmedido”, dizem, preferem antes desenvolver cada produto da forma mais ética possível para que dure uma longa vida. A marca acaba por ver a moda como uma “interpretação eterna da arte, que inspira e que cria um legado de peças intemporais” que Maria João e Elena querem que passe de geração em geração. Os modelos geométricos que as malas da Carui assumem são também um espelho da versatilidade que se quer hoje em dia – o conforto sem nunca descurar a estética.

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Com a missão de ser uma "nova Hermès" portuguesa, nasceu esta marca de acessórios de luxo que quer oferecer ao mercado nacional colecções de malas com materiais de qualidade e que não obedecem a tendências. Eliana Barros, fundadora e designer, criou cinco modelos inspirados no estilo de vida francês e em ícones como Françoise Hardy ou Emmanuelle Alt. Cada mala foi baptizada com o nome de diferentes zonas de Paris, como Montmartre, Marais ou Saint-Germain. Estão disponíveis online, sendo cada modelo criado artesanalmente e feito apenas por encomenda, em bio-leather tingida com tintas exclusivamente vegetais, e embaladas em algodão orgânico.

Diana e Jorge Macedo são os culpados do sucesso da La Petite Sardine, uma marca de malas e carteiras que nasceu em 2017 e pauta pela sua irreverência nos modelitos que vai lançando.  O foco está na produção artesanal e controlada junto de artesãos portugueses que produzem cada peça com práticas sustentáveis e de comércio justo. A transparência é um dos traços que os caracteriza, expondo em cada produto o tipo de matéria-prima com que é feito, sendo que cada peça é produzida em quantidades limitadas para evitar desperdício. 

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É caso para dizer: é de família. A Victoria Handmade tem uma bonita história que passou de geração em geração e mantém viva a cestaria de junco, a arte e tradição da família de Esperança Vitória, a criadora da marca, desde 1952. Desde cedo que começou a tecer cestas, prática que já vinha da sua avó Vitória Brites, e que o seu pai Toino da Vitória sempre fez questão de manter viva. As cestas de Toino eram nos tempos idos as melhores da aldeia da Castanheira, em Alcobaça, e agora Esperança mantém a obra e esta arte vivinha da silva. Tudo em português e com a certeza que o que é artesanal tem outro valor. A Victoria Handmade sobrevive do que é tradicional com a modernidade que Esperança, a irmã Carla Maria, e a filha Daniela agora oferecem à marca e a este dom de tecer junco. As cestas e malas da marca são tecidas pelas mãos desta família cujo junco cresce selvagem na natureza, sem pesticida ou mão humana. Também o couro de curtimento vegetal utilizado é livre de produtos tóxicos.

Ana e Sara Mateus, irmãs e designers, chamaram o António e criaram uma marca de carteiras para resistir ao tempo. São peças intemporais e minimalistas, cuja produção se baseia na premissa de slow fashion – o conceito de moda lenta que defende roupa e acessórios
 que durem, assim como a reciclagem de peças, procurando um consumo ético e responsável. Portanto, pode contar que nesta fábrica as peças que saem são em pele com tratamento 100% vegetal, os acessórios em metal são isentos de níquel e o forro é em algodão. 

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As cestas de mão continuam a ser tendência (Jane Birkin também as usava nos anos 70) e estas da Toino Abel, marca criada por Nuno Henriques, são uma opção sustentável. São em junco feitas manualmente em teares por artesãs da Castanheira, uma aldeia perto da Nazaré, resgatando assim o ofício da cestaria de junco, uma técnica tão tradicional e que se foi perdendo. Há modelos na cor tradicional, mas também em cores fortes ou com padrões. Podem ser compradas online.

Foi em 2018 que Diana Martins mostrou ao mundo uma extensão de si: a Shop Charlotte. A imagem da marca são as suas malas originais, que Diana prefere ver como mais que um acessório de moda, são antes pequenas obras de arte criadas artesanalmente em Portugal e pelas mãos de artesãos com anos de experiência. Por isso, cada peça acaba por ser única, com pequenos detalhes que só o artesanato lhes confere. As malas misturam materiais como o couro e o vime. Há ainda um modelo de mala que permite a costumização com as iniciais, assim como um acessório de couro que pode adicionar a cada uma das peças.

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A More Is Better é já uma referência no mundo das marcas portuguesas de malas, que o diga Ana Freitas que acabou por transformar o seu hobby num negócio a sério que rapidamente cresceu. O objectivo sempre foi criar designs únicos e produzir malas com qualidade sem ter preços exorbitantes, sempre de olho na mulher moderna e cosmopolita. Tem malas maiores para quem gosta de trazer tudo no saco, carteiras de mão e até à tiracolo, para ocasiões várias. 

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Depois do primeiro confinamento, da clausura de 2020, parece ter havido palavras que não saíram da nossa boca nem do nosso corpo – é o caso da loungewear, ou em bom português, “roupa de andar por casa”. Aquela roupa que não envergonha e que traz o conforto necessário a quem tem forças para resistir a ficar de pijama o dia todo em casa. 

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"É mais um dia, o sol já brilha" – conseguiu apanhar a referência musical? É porque com a chegada do tempo mais quente e das estações que nos alegram os dias os raios de sol são como brilhantes diamantes na nossa vista, por isso queremos a todo o custo que se proteja com um par de lentes escuras, mas atenção que não é qualquer par que responde às necessidades.

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Leite de burra, colostro bovino, mel das abelhas, flores naturais ou sementes de uva são apenas alguns dos sinónimos da riqueza dos produtos cosméticos que nos saem das mãos. Nascidas por cá, umas centenárias e outras quase recém-nascidas, estas marcas portuguesas de cosmética são um tesouro nacional que nos põem a todos mais bonitos por dentro e por fora.

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