Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Dez livros eróticos para animar as noites de Verão
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Fotografia: Hanna Postova/ Unsplash

Dez livros eróticos para animar as noites de Verão

Este Verão ainda não está quente o suficiente? Aqueça-se com estes livros eróticos.

Por Raquel Dias da Silva
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Mulheres que se aventuram com desconhecidos, casais aborrecidos que trocam de parceiros, idosos que observam jovens nuas e virgens, e vários affairs românticos. Prepare-se para entrar no universo perturbador do prazer e do erotismo. Desde clássicos como as Novelas Eróticas, de M. Teixeira-Gomes, e A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari Kawabata, até ao divertido e politicamente incorrecto Pornopopeia, de Reinaldo Moraes, seleccionámos dez livros eróticos, mais ou menos descritivos, mais ou menos perturbadores, que prometem aquecer ainda mais as suas noites de Verão.

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Dez livros eróticos para animar as noites de Verão

A Casa das Belas Adormecidas
A Casa das Belas Adormecidas
A Casa das Belas Adormecidas, de Yasunari Kawabata

A Casa das Belas Adormecidas

Yasunari Kawabata

Abandonadas em camas, jovens mulheres nuas, intocadas e intocáveis, dormem profundamente sobre o efeito de poderosos narcóticos, deixando sem o saberem que o seu corpo seja contemplado por homens idosos, em busca de uma pobre consolação para a perda da sua juventude. Eguchi, de 67 anos, tem perfeita noção da proximidade da decadência física, e as noites passadas nesta casa do desejo levam-no a recordar a relação com as diferentes mulheres da sua vida, num entrelaçar de memórias e fantasias eróticas que culminam com a revelação da sua essência inumana. Imbuída de um erotismo inusitado, esta obra profundamente perturbadora, escrita em 1961, inspirou outros autores a escrever sobre os afectos e a sexualidade na terceira idade.

Dom Quixote. 160 págs. 14,90€.

As Meninas de Paris
As Meninas de Paris
As Meninas de Paris, de Henry Miller

As Meninas em Paris

Henry Miller

Relato autobiográfico das aventuras sexuais de Henry Miller, com Nys, Claude, Germaine e uma anónima prostituta de rua, com que o autor, insaciável libertino, se lança na aventura do erotismo, tanto excitante como perigosa, na Cidade das Luzes, capital da devassidão do início do século XX.

Ramo de Ouro. 96 págs. 8,08€.

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casais trocados
casais trocados
Casais Trocados, de John Updike

Casais Trocados

John Updike

Este romance, que editores de todo o mundo asperamente disputaram por somas fabulosas, levanta problemas fundamentais da vida americana, através da descrição minuciosa das relações de vários casais da burguesia abastada de Boston, que se fazem e desfazem sob o pretexto da liberdade sexual. A premissa é a seguinte: para se livrarem do tédio e da monotonia, um grupo de amigos decide dedicar-se ao swing (não ao jazz, mas mesmo à troca de parceiros).

Modo de Ler. 564 págs. 16,81€.

Delta de Vénus
Delta de Vénus
Delta de Vénus, de Anaïs Nin

Delta de Vénus

Anaïs Nin

Prostitutas que satisfazem os mais estranhos desejos dos seus clientes, mulheres que se aventuram com desconhecidos para descobrir a sua própria sexualidade, modelos e artistas que se envolvem num misto de culto ao sexo e à beleza. São muitos os personagens a habitar os contos eróticos de Anaïs Nin, discípula das descobertas freudianas. Escritas no início da década de 40, por encomenda, estas histórias decorrem num mundo europeu e aristocrático decadente e representam, inclusive segundo a própria autora, “os esforços primeiros de uma mulher num domínio até aí reservado aos homens”. Publicado pela primeira vez em 1978, foi adaptado ao cinema em 1995 por Zalman King.

L&PM Pocket. 304 págs. 2,99€/e-Book.

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livros eróticos
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Fanny Hill, de John Cleland

Fanny Hill

John Cleland

Publicada pela primeira vez em 1749, enquanto o próprio autor estava na prisão para devedores em Londres, esta obra, também conhecida por Memórias de uma Mulher de Prazer (Memoirs of a Woman of Pleasure, no original), foi impedida de circular livremente devido aos preconceitos da época. Exemplo perfeito de uma novela erótica, é considerada uma das primeiras “pornografias em prosa” e revela grande delicadeza na narração das cenas mais escabrosas. Talvez por isso, apesar da censura, se tenha tornado rapidamente num êxito, traduzido em várias línguas. A história é a da vida de Frances Hill, uma inglesa rica de meia-idade, que leva uma vida de contentamento com o seu marido Charles e os seus filhos. Identificando-se apenas como Madame, escreve uma carta a um desconhecido relatando segredos escandalosos de uma vida passada.

Verso da História. 255 págs. 3€.

História d'O
História d'O
História d'O, de Pauline Réage

História de O

Pauline Réage

Publicado originalmente em 1954, este clássico da literatura erótica foi escrito sob pseudónimo pela jornalista e escritora francesa Anne Desclos, que só admitiu a sua autoria 40 anos depois. Considerado um dos mais polémicos romances do século XX, foi galardoado com o Prix des Deux Magots, em 1955, e adaptado ao grande ecrã em 1975, por Just Jaeckin. Enclausurada no castelo de Roissy, a protagonista testa os limites da sua mente e do seu corpo ao submeter-se a todos os desejos do seu amante.

Edições ASA. 216 págs. 9€.

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livros
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Novelas Eróticas, de M. Teixeira-Gomes

Novelas Eróticas

M. Teixeira-Gomes

Houve em tempos em Portugal chefes de Estado com inclinações literárias, como Manuel Teixeira-Gomes, que renunciou ao cargo de Presidente da República, a 11 de Dezembro de 1925, para poder dedicar-se à escrita – a sua história já foi retratada no grande ecrã, em Zeus, de Paulo Filipe Monteiro. Nestas Novelas Eróticas, compostas por vários textos, a maior parte escritos já durante o seu exílio voluntário, na Argélia, destacam-se as descrições das suas personagens, notando-se uma predilecção especial pelas mais jovens (na ficção e em vida, tendo casado aos 39 com Belmira das Neves, então com 14), e a revelação do autor como um homo eroticus à procura da harmonia entre o sentimento e a sensação. 

Relógio D’Água. 120 págs. 9,90€.

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O Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence

O Amante de Lady Chatterley

D. H. Lawrence

Uma espécie de versão americana de Madame Bovary, de Gustave Flaubert, esta obra de D. H. Lawrence, talvez a mais controversa do autor, promove a relação sexual não como um simples constrangimento ou acto mecânico, mas como uma parte preciosa de qualquer relação amorosa. Os protagonistas são Constance Chatterley e Mellors, o guarda de caça do seu marido inválido. Segundo o próprio D. H. Lawrence, esta é “uma obra bonita, terna e frágil, tal como a nudez.” Ainda assim, a sua publicação foi motivo de escândalo, devido às cenas explícitas de sexo. Mais tarde, viria a ser adaptada ao ecrã várias vezes, incluído duas vezes pela BBC, em 1993 e em 2015.

Relógio D’Água. 330 págs. 15,44€.

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O Complexo de Portnoy
O Complexo de Portnoy
O Complexo de Portnoy, de Philip Roth

O Complexo de Portnoy

Philip Roth

Publicada em 1969, esta é a famosa confissão de Alexander Portnoy, impelido ao longo da vida por uma sexualidade insaciável, mas ao mesmo tempo refreado pela mão de ferro de uma infância que não foi capaz de esquecer. Da vergonha das urgências corporais à vergonha de abandonar as tradições familiares, o autor confessa cenas de masturbação e culpa judaica.

D. Quixote. 272 págs. 18,90€.

Pornopopeia
Pornopopeia
Pornopopeia, de Reinaldo Moraes

Pornopopeia

Reinaldo Moraes

Despudorado e politicamente incorrecto, este é um livro de excesso para uma era de excessos, sobre um individualista atroz na busca incessante do prazer imediato. Antigo cineasta marginal, Zeca, que não tem dinheiro e vive na base do improviso, precisa de fazer um spot publicitário sobre miúdos de frango. E não sabe por onde há-de começar. Por isso dá largas à sua voracidade (mais uma linha, mais um uísque, mais um engate) e entra numa espiral de sexo, álcool e drogas de proporções épicas.

Quetzal. 584 págs. 18,80€.

Para aquecer ainda mais

O Império dos Sentidos
©IMDB

Nove filmes eróticos e de SM a sério

Filmes

Já se fez muito bom cinema erótico. O Porteiro da Noite, de Liliana Cavani, História de O, de Just Jaeckin, ou A Pianista, de Michael Haneke, foram rodados entre os anos 70 e o início do século XXI, e são alguns dos filmes eróticos e de temática sadomasoquista que entraram para a história do cinema pela sua ousadia e qualidade. Mas não são os únicos.

neon labios e cigarro
©Prateek Katyal/Pexels

As melhores sex shops em Lisboa

Compras

Fetichismo? Lingerie? Fatos de latex, poppers, a escolha é sua. Vale tudo, menos vergonha. As lojas de brinquedos sexuais (e afins) já não são sítios obscuros para visitar às escondidas ou com preconceitos e ideias feitas. Há de tudo para todos. Confie e arrisque, nós damos-lhe o guia para que fique a conhecer as melhores sex shops de Lisboa.

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Motel Requinte
©DR

Motéis em Lisboa: vai uma rapidinha?

Hotéis Motéis

Os motéis multiplicam-se pela cidade e arredores. Camas redondas, lofts com piscina interior, garagens privadas, acessórios picantes, luzes psicadélicas e tarifas à hora – porque o amor não tem hora marcada. Às vezes é preciso apimentar a relação e a verdade é que não faltam opções na região de Lisboa para estadias mais curtas e calorosas.

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