Lojas tradicionais: uma volta pelas melhores charcutarias em Lisboa

Aparas de bacon e queijos de perder a cabeça, bacalhau e bebidas espirituosas. Prepare o cabaz de compras para as melhores charcutarias em Lisboa

Fotografia: Arlindo Camacho

Da Baixa às Avenidas Novas, não perca de vista estas pérolas do comércio tradicional. São as melhores charcutarias em Lisboa.

As melhores charcutarias em Lisboa

A Diplomata

Onde: Areeiro
Idade: Incerta, mais de 60 anos

O charme do antigamente ainda se vê n’A Diplomata e não apenas na caixinha de aparas de porco (de bacons, fiambres, salames), vendidas a quilo, nos queijos da Serra com diferentes curas ou nos preços afixados à mão. Nesta mercearia fina, no armário que agora alberga vinhos, mantiveram-se as bonitas placas de sinalização de fazer inveja a qualquer designer do século XXI. Havia – e ainda há, em diferentes prateleiras –, espaço para, pode ler-se, “aperitivos”, “especialidades”, “doces-geleias”, “compotas”, “conservas”, “tonificantes”, “lacticínios”, “farinhas”. Menu mais completo é impossível.

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Areeiro/Alameda

Charcutaria Dava

Onde: Avenidas Novas
Idade: 80 anos

Entrar e gastar dinheiro na Dava é voltar atrás no tempo, verdade, é ajudar a manter vivo o comércio tradicional, confere, mas é também saber que qualquer produto comprado tem qualidade. Há pão de Mafra autêntico, pão alentejano do Carvalhal (Grândola), broa de milho amarelo, vários frutos secos, miolo de noz, sultanas, carnes frias, conservas, enlatados e queijos, muitos queijos. Qual o mais vendido? “Temos vários e todos eles têm a preferência dos consumidores. Quando há muita coisa que agrada, não há preferidos”, responde Constantino Fonseca, à frente da Dava há 50 anos. E sabe bem do que fala.

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Avenidas Novas
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Manteigaria Silva

Onde: Baixa
Idade: 127 anos

Se há coisa que os turistas fazem, e bem, é parar na Manteigaria Silva para ouvir explicações daquela montra incrível, conhecer a história da casa, beber um Porto e acabar cá fora a degustar uma tábua de queijos e finas fatias de presunto cortadas na magnífica Berkel, depois de a ver em movimento. Escusado será dizer que devia seguir-lhes as pisadas, caso ainda
 não conheça esta charcutaria única em Lisboa, onde se curam queijos da Serra nas traseiras – virados todo o santo dia –, onde se vendem enchidos, manteigas e queijos da mais alta qualidade, e onde também há bacalhau islandês com várias curas.

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Santa Maria Maior

Ribalta

Onde: Areeiro
Idade: Incerta, mais de 50 anos

Os papéis colados no vidro anunciam a liquidação total (ohhh), mas ainda não há data de encerramento. “Pode ser
 esta mês, pode ser no próximo”, explica o colaborador que tem estado a segurar as pontas desde que o patrão faleceu. Continua
 a ir ao mercado buscar frutas e legumes para o dia-a-dia, mas
 o resto dos produtos é para escoar, a preços de saldo. “Já viu whiskey a 9,50€?”

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Areeiro/Alameda
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Riviera

Onde: Alvalade
Idade: 59 anos

Momento aula de história: o porquinho em néon, no toldo desta charcutaria (e de outras, como a Dava), indica a ligação
 à extinta Fábrica Aveirense, perto do Rato, especializada 
em salsichas, bacon, galantines e fiambres. Consta que para escoar produtos a fábrica lançou uma rede de 16 charcutarias em Lisboa, Porto e Algarve, das quais era sócia. A Riviera, das poucas sobreviventes, traz à memória esses tempos antigos, mas continua a ser uma aposta segura para comprar produtos de mercearia, dos quais sempre bons queijos e enchidos, aquelas geleias italianas (ou gomas vintage) ou frutos secos dos bons a granel.

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Alvalade

Charcutaria Moy

Onde: Príncipe Real
Idade: Incerta, nascida nos anos 70

Porta incontornável no Príncipe Real desde 2002, é impossível esquecer que a melhor delicatessen de Lisboa nasceu em Alvalade nos anos 70. Passou entretanto para um espaço mais pequeno, encerrado há uns meses, mas continua viva no centro de Lisboa, com tudo aquilo que sonhamos ter na despensa. Queijos, molhos e massas italianas, chás gourmet (sim, existem), vinhos, caviares, chocolates, bolachas, tudo.

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Princípe Real
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