As melhores lojas tradicionais em Lisboa, bairro a bairro

As melhores lojas tradicionais da cidade estão de boa saúde e recomendam-se. Conheça as melhores
Manteigaria Silva
Fotografia: Arlindo Camacho Manteigaria Silva
Por Mariana Correia de Barros |
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Estas lojas têm pó, ferrugem e madeiras a descascar. E isso é bom. Entrámos nas charcutarias em vias de extinção, conversámos com merceeiros e enchemos os bolsos com rebuçados embrulhados em papel pardo. Porta a porta, bairro a bairro, tirámos a temperatura ao comércio tradicional em Lisboa. E podemos afirmar que há uma tradição que merece ser celebrada e que precisa de ser vivida. Há hoje em Lisboa muito comércio tradicional de excelência que resiste à normalização da oferta, sem deixar de ter tudo o que se procura. Nas lojas de café, por exemplo, encontrámos lotes especiais da casa nos formatos de sempre, mas também em cápsulas compatíveis com o George Clooney. Tudo isto de porta aberta para uma rua como a sua, feito por gente que se trata pelo nome. Estas são as melhores lojas tradicionais em Lisboa. 

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As melhores lojas tradicionais em Lisboa, bairro a bairro

Pérola de São Mamede
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Mercearias

Mercearias

Casas centenárias, outras mais recentes, mas todas elas bem castiças e devidamente atafulhadas de História. Clique em "Leia mais" e conheça o roteiro das melhores mercearias em Lisboa.

A Diplomata
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras

Charcutarias

Da Baixa às Avenidas Novas, não perca de vista estas pérolas do comércio tradicional. São as melhores charcutarias em Lisboa - basta clicar em "Leia mais".

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Drogaria Oriental
Fotografia: Manuel Manso
Compras

Drogarias

Há histórias únicas, como a da drogaria que em tempos foi a barbearia do inimitável António Variações, outras mais correntes, mas todas elas estão associadas a armários repletos de objectos que dão um jeitaço lá em casa. São algumas das melhores drogarias em Lisboa, à distância de um clique em "Leia mais".

casa pereira
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Alimentos especializados

Chá e café

Depois de carregar em "Leia mais", a balança pode acusar uns quilos extra. É que as misturas de chá e café não seriam as mesmas sem a companhia de bolachas, rebuçados, amêndoas, frutas caramelizadas, doces regionais e outros deliciosos demónios para a linha. Esqueça as preocupações, porque estas casas merecem mesmo uma visita. 

A tradição ainda é o que era: mais comércio tradicional em Lisboa

conserveira de lisboa
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras

Conserveira de Lisboa

icon-location-pin Santa Maria Maior

A par do Elevador da Bica, da vista do Castelo de São Jorge e da Ponte 25 de Abril, é bem capaz de ser dos cenários mais fotografados por turistas. Talvez seja aquela perfeição das prateleiras de madeira com as latas coloridas todas alinhadas, talvez seja a perícia com que embalam as latas em papel pardo e atam com cordel, talvez seja porque quem lá entra aprende que aqui a matéria é toda 100% nacional e escolhida a dedo para oferecer aos clientes o melhor. Há três marcas da casa, Tricana, Prata do Mar e Minor, cada qual com sua especificidade, que merecem ser conhecidas por todos os que se intitulam lisboetas.

A Time Out diz
Aromas e Sabores
Fotografia: Ana Luzia
Compras, Mercearias finas

Aromas e Sabores

icon-location-pin Campo de Ourique

Arlindo Santos, a cara e o coração da Aromas & Sabores
e da Garrafeira de Campo de Ourique, aberta em 1987 do outro lado da rua, é o primeiro 
a contar que a loja teve várias fases de comércio. “Primeiro vendia-se vinho a granel, depois juntámos queijos, presuntos regionais e garrafas, e em
 2006 montámos os petiscos
 e o wine bar.” A boa notícia é que, exceptuando o vinho, tudo se continua a vender na loja. “Focamo-nos muito no porco preto de Barrancos, temos enchidos da Beira Interior, de Lamego e arredores e queijo do Alentejo, Beiras, por aí.” Além de bolachas, massas italianas, compotas... é trazer o cesto (e dinheiro).

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Garrafeira Nacional
Fotografia: Ana Luzia
Compras, Lojas de bebidas alcoólicas

Garrafeira Nacional

icon-location-pin Baixa Pombalina

Nas mãos da mesma família desde a dia de abertura, a Garrafeira Nacional, que nos últimos anos estendeu os seus tentáculos a mais duas lojas em Lisboa (a GN Cellar, na Baixa e ao Mercado da Ribeira), continua a ser o sítio certo para descobrir vinhos caros, comprar os mais correntes, as bebidas espirituosas, os licores, tudo. Tem tanta oferta, muita dela rara, que existe mesmo um museu com garrafas especiais, tanto portuguesas como estrangeiras, visitável na loja original da Rua de Santa Justa. Não pense porém que tudo aqui está coberto de pó. Antes pelo contrário: até avaliam (e podem comprar) garrafas que tenha em stock.

Napoleão - Av Roma
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Lojas de bebidas alcoólicas

Napoleão - Roma

icon-location-pin Areeiro/Alameda

Vamos à matemática. A primeira garrafeira Napoleão abriu na
 Rua da Misericórdia em 1969, a segunda, esta que destacamos, na esquina da Avenida de Roma com a João XXI, há 40, e há uma terceira na Rua dos Fanqueiros. E agora vamos à história. Está nas mãos dos Napoleão desde sempre e mantém-se a vender 90% de produto nacional, muitos Portos e Madeiras, algumas aguardentes velhas e vinhos licorosos.

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Garrafeira Manuel Tavares
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Mercearias finas

Garrafeira Manuel Tavares

icon-location-pin Baixa Pombalina

É um híbrido entre garrafeira, mercearia fina, charcutaria e loja gourmet. Curiosamente, joga cartas altas em todas estas frentes e é fácil sair-se dali ora com um vinho do Porto do nosso ano de nascimento, ora com uma moira regional de Lamego, ora com um saco de frutas cristalizadas. “O nosso produto número 1 é mesmo o vinho do Porto”, explica Marta Ladeira, na loja há 24 anos, sentada no nanoescritório da cave, onde estão a maior parte dos vinhos – o mais caro, neste momento, custa 3230€ e é um Real Companhia Velha de 1867 – muitos deles exemplares bem raros. “É uma casa tradicional que tentamos modernizar q.b.” Foi por isso que lançaram uma garrafeira online, mas que ainda mantêm um grande trabalho de investigação para continuar a trazer bons produtos do país inteiro, sejam eles velhos ou novidades de mercado.

A Time Out diz
Soares & Rebelo
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Centros de jardinagem e estufas

Casa de Sementes Soares & Rebelo

icon-location-pin Santa Maria Maior

Uma das lojas mais fotogénicas da cidade é também um daqueles negócios em vias de extinção, pelo qual fazemos figas para permanecer activo por muito mais décadas. Nós e os actuais donos, que continuam a exportar sementes para o mundo e que também fazem importação (o chamado import/export) de Portugal e da Europa, dos mesmos fornecedores há mais de 80 anos. Têm duas marcas próprias, a Hortelão, dedicada a produtos hortícolas e a Jardineira, para as sementes de jardim, empacotadas pela própria equipa da Soares & Rebelo. Há sementes de todos os legumes e mais alguns, de ervas aromáticas, de flores – têm também bolbos da Holanda – numa comercialização que vai “desde o pacote de 2 gramas até à tonelada”, lê-se no site, e têm ainda algumas leguminosas em sacos, para venda a granel, como o feijão anão rajado, a fava saloia ou o feijão manteiga, que são exclusivamente para plantar – não diga que não avisámos.

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Pérola do Arsenal
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Mercearias

Pérola do Arsenal

icon-location-pin Santa Maria Maior

Perdoem-nos o trocadilho,
 mas a Pérola do Arsenal é uma autêntica jóia desta cidade. Uma arca do tesouro de onde saem peças de bacalhau da Islândia embrulhadas em papel pardo 
e atadas com cordel, depois de serem cortadas com uma faca xpto numa mesa com tampo
 de mármore pelo Sr. Rui, o empregado mais antigo da casa; onde há um expositor só para piripíris, frascos de picantes, sais e outros temperos; onde ainda se vendem carapaus, corvinas e sardinhas salgadas; onde pode comprar todos os frascos de molhos e temperos africanos; onde é possível encontrar farinhas e grãos que vão do corriqueiro feijão branco a ingredientes com nomes impronunciáveis; onde há 
tanto vinhos portugueses como cervejas holandesas e garrafas de grogue; onde os preços são escritos com auxílio daquelas réguas para saírem na perfeição. E isso é impagável.

Antiga Casa do Bacalhau
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Alimentos especializados

Antiga Casa do Bacalhau

icon-location-pin Santa Maria Maior

Os andaimes encostados ao prédio escondem aquela que foi em tempos uma das fachadas que mais atraía estrangeiros de visita a Lisboa. Logo agora que os estrangeiros são mais que nunca e todos com contas de Instagram. Felizmente, e por mais obras que lhe caiam em cima, em baixo e dos lados, ou términos de contrato que se avistem (alerta: acaba no dia 30 de Outubro de 2018, temos apenas um ano), a mercearia ainda está ali para o que importa: vender todas
as partes comestíveis do bacalhau, do lombo aos sames, das bochechas às línguas. Só trabalham com produto da Noruega, e vendem também outros peixes secos, conservas e patés, várias especiarias a peso, caso do piripíri, e ainda farinhas e óleos africanos, bastante procurados.

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Casa Travanca Capucho
Fotografia: Manuel Manso
Compras

Casa Travanca Capucho

icon-location-pin Bairro Alto

cNo interior desta loja de materiais e ferragens do Bairro Alto tanto se vêem clientes mais velhos, que sabem ao que vão, como miúdos de barba rala, com ar de quem está a montar
o primeiro negócio. “Isto agora que há remodelações na cidade está a correr bem”, diz o Sr. Capucho, que herdou o negócio de família há 38 anos. Misto de drogaria com loja de ferragens, aqui tanto há materiais de construção como tintas, tanto interruptores, tomadas e fios como rolos e pincéis, tudo
num interior forrado a madeira escura, que tem a idade da casa.

Ferragens Guedes
Fotografia: Manuel Manso
Compras

Ferragens Guedes

icon-location-pin Santa Maria Maior

No ziguezaguear obrigatório que é atravessar a Rua das Portas
 de Santo Antão – “No, thanks”, “Non, merci”, Não, obrigada, já almocei!” – há uma porta que muitas vezes fica esquecida, mas que merece ser transposta: a das Ferragens Guedes. Ícone da rua, fundada pelo avô de José Guedes, é especializada em ferragens para móveis de estilo e batentes de portas. Apesar de ter de tudo um pouco, desde dobradiças a terminais de varão, de fechaduras a números de porta. “Temos nove mil e tal referências, temos os nossos moldes, alguns do tempo do meu avô e outros que fazemos”, conta. Feito o molde, é sair para a fundição.

Lisboa bairro a bairro

árvore do jardim do principe real
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

O melhor do Príncipe Real

Foi no Príncipe Real que se instalou a nova dinastia da restauração lisboeta, para comer como um príncipe, os terraços para beber copos se multiplicaram e as concept stores apareceram porta sim, porta não. Sem esquecermos os nomes sonantes que, num cirandar constante, também têm poiso no bairro, do chef Kiko aos designers Lidija Kolovrat ou Nuno Gama. 

Chiado - Rua Garrett
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

O melhor do Chiado

É o coração da cidade. O bairro incontornável onde as lojas centenárias vivem ao lado de marcas modernas, restaurantes de assinatura e sítios para ver e ser visto. 

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