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Televisão, Séries, A Generala (2020), Soraia Chaves
©DR Soraia Chaves em A Generala

‘A Generala’ limita-se a marcar passo

Soraia Chaves protagoniza uma série com contornos reais. Mas não é convincente.

Por Eurico de Barros
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★☆☆☆☆

Em 1993, deu-se em Lisboa o julgamento de Maria Teresinha Gomes, dita “A Generala”, uma açoriana que se fez passar por homem e general do Exército durante quase 20 anos, com o nome de Tito Aníbal Gomes, e burlou muitas pessoas. Vivia com uma enfermeira, Joaquina Costa, que no tribunal alegou não saber que ela não era um homem, nem militar. A série A Generala (OPTO) segue de perto a história real, embora os nomes tenham sido mudados. Soraia Chaves interpreta aquela que aqui se chama Maria Luísa/Octávio Paiva Monteiro, mas é um erro de casting descomunal. Ela é tão credível a fazer de Generala como Sérgio Conceição a promover a Meditação Transcendental.

A verdadeira Generala tinha porte masculino, era uma mulher feia e maciça, e passava perfeitamente por homem. Soraia Chaves é o oposto: feminina, fina, bonita, elegante. Nem por um minuto é convincente como rapaz, nem homem feito. É sempre Soraia Chaves metida em roupas masculinas que não lhe assentam, com uns óculos de massa grandes demais para o rosto, e numa interpretação retraída e monocórdica. O oposto polar do que César Mourão consegue fazer na pele de uma idosa noutra série da OPTO, Esperança. E sem uma personagem principal capaz de conseguir que acreditemos nela, A Generala fica a marcar passo.

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