Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right A pobre fantasia de ‘Shadow and Bone’
Televisão, Séries, Aventura, Drama, Shadow and Bone (2021)
©DR Jessie Mei Li em Shadow and Bone

A pobre fantasia de ‘Shadow and Bone’

Baseada nos livros de Leigh Bardugo, ‘Shadow and Bone’ é uma série de fantasia raquítica.

Por Eurico de Barros
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★☆☆☆☆

Uma das pragas actuais da literatura da imaginação é a chamada young adult fantasy, os livros de fantasia para adolescentes que, salvo raríssimas excepções, se assemelham todos e se repetem uns aos outros. Ainda por cima, vêm em sagas (outra das pragas do género, bem como da ficção científica). O estrago não seria tanto para os apreciadores exigentes do género, se esses livros não estivessem a ser cada vez mais adaptados ao cinema, à televisão e ao streaming. O meio muda, mas a mediocridade é exactamente a mesma.

Vem isto a propósito de Shadow and Bone (Netflix), baseada na série de livros de Leigh Bardugo da trilogia Grisha, e das suas continuações, Six of Crows e King of Scars. Localizada num mundo inspirado na Rússia czarista do século XIX em que a tecnologia é rudimentar e a magia funciona, mas quase só ligada aos quatro elementos, Shadow and Bone é uma série de fantasia da divisão sub-21 com alguns insólitos laivos de western, apresentando um world building superficial, personagens entre o estereotipado e o escassamente caracterizado, uma história que sofre de raquitismo em termos de imaginação, complexidade e sustância narrativa (aqueles monstros alados, francamente…), e um elenco onde abundam os canastrõezinhos. Há muito pouco onde filar o dente em Shadow and Bone.

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