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Televisão, Séries, Drama, Black Narcissus (2020)
©DRGemma Arterton em Black Narcissus

‘Black Narcissus’: A fé e o desejo

A nova adaptação de ‘Black Narcissus’ já pode ser vista no Disney+. É mais realista do que ‘Quando os Sinos Dobram’, mas menos subtil.

Escrito por
Eurico de Barros
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★★★☆☆

Rumer Godden, a autora de Black Narcissus, não tinha simpatias pelo filme sumptuosamente melodramático que Michael Powell e Emeric Pressburger tiraram do seu livro em 1947 (em Portugal, Quando os Sinos Dobram). Em boa parte, por ter sido rodado em estúdio e não nos Himalaias, onde a história decorre, e por apostar no exotismo e não na autenticidade. Godden teria ficado mais satisfeita com a nova versão de Black Narcissus (Disney +), parcialmente feita no Nepal e com actores indianos no elenco.

Black Narcissus segue um quinteto de freiras, liderado pela orgulhosa irmã Clodagh (Gemma Arterton), que vai instalar um convento e uma escola num palácio nos Himalaias. Este foi, décadas antes, habitado pelas concubinas de um poderoso general, e a atmosfera, cheia de alusões sexuais, aliada ao frio, ao vento constante e à altitude, que assusta e deslumbra, vão pesar sobre as freiras. A realizadora Charlotte Bruus Christensen percebe bem os temas da história – fé contra desejo, espiritualidade contra sensualidade, os limites do idealismo, o drama da vocação falhada da irmã Clodagh –, embora exagere no constante sublinhar da tensão erótica. O filme é bem mais recatado na sugestão dos sobressaltos da carne, e o que este Black Narcissus ganha em realismo perde em subtileza.

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