Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right ‘Devils’: A cor do dinheiro
Televisão, Séries, Devils
©DR Devils de Ezio Abbate

‘Devils’: A cor do dinheiro

O investimento da nossa atenção em ‘Devils’ (HBO) dá juros. Modestos, mas aceitáveis.

Por Eurico de Barros
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★★★☆☆

O cinema explorou abundantemente a crise financeira de 2007/2008, abrangendo muitos pontos de vista, desde o topo do mercado (A Queda de Wall Street, de Adam McKay) até à base (99 Casas, de Ramin Bahrani), passando pelo olhar de insiders privilegiados (Comportem-se como Adultos, de Costa-Gavras). A série italiana Devils (HBO) chega tarde ao tema e tem pouco de muito novo ou fresco para apresentar. O enredo passa-se num banco ficcional sediado em Londres e o protagonista é o seu ambicioso director comercial, Massimo Ruggero (Alessandro Borghi).

Devils parece ir ser uma história de invejas, vinganças e luta pelo poder dentro de uma instituição financeira, mas o argumento dá um golpe de rins e a série torna-se num thriller de ressonâncias político-conspiratórias a nível mundial, envolvendo a Primavera Árabe e uma organização moldada sobre a Wikileaks. O realizador Nick Hurran abusa dos tiques visuais vistos e revistos nos filmes sobre esta crise (montagens rápidas de imagens de abundância, pobreza, líderes mundiais e indigentes, câmara lenta a despropósito, legendas explicativas sobre as imagens, etc.) e os solilóquios de Massimo são de um ridículo presunçoso, mas mesmo assim o investimento da nossa atenção em Devils dá juros. Modestos, mas aceitáveis.

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