Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right ‘Prisão Domiciliária’ é uma rara sátira política nacional
Televisão, Séries, Drama, Prisão Domiciliária (2021)
©DR Marco Delgado em Prisão Domiciliária

‘Prisão Domiciliária’ é uma rara sátira política nacional

Marco Delgado personifica uma síntese de vários notórios corruptos nacionais na série da OPTO.

Por Eurico de Barros
Publicidade

★★★☆☆

O engenheiro Álvaro Vieira Branco é desbocado, agressivo, vingativo, manipulador. Mas também pode ser sedutor, insinuante e, por vezes, até terno. Ele é o anti-herói de Prisão Domiciliária (OPTO), um poderoso ex-ministro das Obras Públicas acusado de corrupção e regressado, após três meses de cadeia, à sua imponente casa de Lisboa, onde está em prisão domiciliária e com pulseira electrónica no tornozelo, rodeado pela família, com cujos membros as tensões e fricções são mais do que as demonstrações de afecto e solidariedade, e por alguns fiéis.

Tendo João Miguel Tavares (director-adjunto da Time Out Lisboa até 2013) à frente da equipa da escrita e Patrícia Sequeira a realizar, Prisão Domiciliária é uma incursão num género em que a televisão e o cinema português são largamente deficitários: a sátira política. Vieira Branco, que Marco Delgado personifica como se fosse a versão em humano, e em político, de um touro bravo em confinamento, é uma síntese, no feitio, carácter, psicologia e trafulhices, de vários notórios corruptos nacionais; e a série está apreciavelmente conseguida, sobretudo na capacidade de criar uma variedade de situações e manter o interesse do enredo sem sair do mesmo (amplo) espaço fechado. Isto embora o hotel de luxo onde foi rodada nem sempre convença como casa particular vivida e partilhada.

Mais que ver

Publicidade
Publicidade
Recomendado

    Também poderá gostar

      Publicidade