MONSTRA – 10 dias de animação aos molhos

Entre 16 e 26 de Março há muito cinema de animação e ainda exposições, oficinas e um corrupio de actividades paralelas que fazem da MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa um acontecimento obrigatório

©DRO Hino do Coração de Tatsuyuki Nagai

Ele há mestres e experimentalistas, realizadores conhecidos ou quase desconhecidos e muita imaginação, incluindo sexual, espalhada em secções e retrospectivas. Nomeados para Óscar há dois e uma porção de estreias. É um programa cheio. Quem precisar de orientação pode seguir estas 21 pistas.

Veja ainda o que não pode perder na MONSTRINHA deste ano. 

MONSTRA – 10 dias de animação aos molhos

Fulgor Italiano

A secção País convidado, esta ano dedicada a cinco realizadores de Itália, é, aparte a competição, pela sua tradição e pelo seu experimentalismo, uma das mais tentadoras do festival. O que se explica com filmes como a série de curtas do veterano Gianluigi Toccafondo.

 S. Jorge, Sala Manoel de Oliveira, quinta, 16, 21.30

Seguindo em frente, através do alinhamento italiano, é a vez de outro veterano, o experimentado mestre da ironia Bruno Bozzetto, autor, entre muitos outros, Os Sonhos do Sr. Rossi…

S. Jorge, Sala 3, sexta, 17, 18.00 

… e também West & Soda.

 S. Jorge, Sala Manoel de Oliveira, sexta, 17, 20.00

Sessões que não devem distrair da importância de conhecer Enzo D’Alò e o seu peculiar e prestigiado Pinóquio antes de mudar de geração.

S. Jorge, Sala Manoel de Oliveira, sábado, 18, 14.30

A nova geração de animadores italianos, entre os quais se contam um considerável número de mulheres, em actividade desde meados da década de 1990, por sua vez, está bem representada na retrospectiva dedicada ao trabalho de síntese narrativa e exploração estética de Julia Gromskaya, por um lado



e Simone Massi, por outro

S. Jorge, Sala 3, domingo, 19, 20.00

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Avenida da Liberdade

O Culto que Vem do Japão

A produção de cinema de animação no país do Sol nascente é de importância maior para o desenvolvimento do género. Foi lá que nas últimas décadas nasceram algumas das experiências mais ousadas, experiências que se tornaram influência e depois cânone, e em certos casos êxitos comerciais. Por isso, criando algum suspense para o prato de substância, por assim dizer, começa-se por O Hino do Coração, filme dirigido o ano passado por Tatsuyuki Nagai, que conta a história da relação entre uma solitária, para nem dizer reclusa social, e um músico que, aos poucos, a vai libertar e, digamos, fornecer uma voz.

Ideal, Quinta, 23, 22.00 

Posto isto, e sem mais demoras, aquilo que, para o bem e para o mal, é das mais esperadas estreias do festival. Sem mais demoras, senhores e senhoras, cromos e cromas, a saga continua em Ghost in the Shell: O Novo Filme. Agora, o realizador Kazuchika Kise coloca a acção num futuro Japão no fim de uma guerra mundial. No centro do enredo está um vírus cuja propagação culminará no assassinato do primeiro-ministro… E contar mais é estragar o prazer de cada um verificar por si próprio o estado da saga que revolucionou e se tornou referência do cinema de animação.

S. Jorge, Sala Manoel de Oliveira, Sábado, 18, 22.00

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Avenida da Liberdade
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Óscares & Estreias

É só escolher. Ele há estreias mundiais, ele há estreias europeias e ainda há estreias nacionais, isto é, muitas oportunidades, na Sala Manoel Oliveira do São Jorge, de ver primeiro e de saber antes a quantas anda o cinema de animação. A abrir o pelotão, claro, duas obras nomeadas para os Óscares que, lá por não terem ganho, não perderam qualidade. A Minha Vida de Courgette, de Claude Barras, sobre um rapaz de nove anos, com a bizarra alcunha de Courgette, subitamente órfão, que encontra num polícia o apoio necessário para ultrapassar medos, é uma destas películas que comoveram o júri de Hollywood.

A Minha Vida de Courgette faz parte da lista de estreias de animação mais aguardadas dos próximos tempos.

Quarta, 22, 20.00

A outra, A Tartaruga Vermelha, dirigida por Michaël Dudok de Wit, permite acompanhar, sem palavras, um náufrago aprendendo a viver numa ilha tropical uma nova vida, sem wi-fi nem outras comodidades, mas de profundo contacto com a natureza.

Sábado, 18, 20.00 

A não perder ainda as obras de Ann Marie Fleming, Window Horses – A Epifania Poética Persa de Rosie Ming,

Sexta, 24, 20.00 

nem Molly, a Monstrinha, de Ted Sieger, Michael Ekblad e Matthias Bruhn,

Sábado, 25, 11.00

ou, de Bill Plympton e Jim Lujan, Vingança

Sexta, 17, 22.00

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Avenida da Liberdade

Triple X: A Hora da Marotice

É um pouco inesperada esta escolha do festival, associado ao Cinema Ideal, mas se há filmes XXX, quer dizer, animação para adultos, isto é, de cariz sexual, pronto, porno, porque não mostrar? É o que vai acontecer, sem pudor nem julgamento, mas decerto com bom gosto, em sessão única, com o desfile de uma dúzia de filmes, onde se encontram títulos como Master Blaster, de Sawako Kabuki,



Mães a Arder, de Joanna Rytel,



ou Futon, de Yoriko Mizushiri,



mais, de Mikaela Pavlatova, Carnaval dos Animais

Sábado, 18, 22.00

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Bairro Alto
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A Vez da História

Olhar atrás é como ver em que estado está aquele grupo de obras que amamos e, quando vimos pela primeira vez, desejámos eternas. Ainda valem a pena? Ainda são esteticamente relevantes? Ainda despertam sensações idênticas à da primeira vez? O melhor é confirmar, por exemplo, com Chronopolis, de Piotr Kamler, onde acompanhamos uma enorme cidade, perdida no espaço, em que os ocupantes se entretêm a manipular o tempo sem cuidar das consequências…

City Alvalade, Sala 2, Quarta, 22, 22.00

E depois ainda há o famoso e espantoso Persepólis, a história da menina que cresce no Irão durante a revolução islâmica e que, através do seu olhar de nove anos, mostra a repressão imposta pelos religiosos e pelos Guardas da Revolução. Antes de crescer e partir e conhecer e chocar com outra realidade, contada por Marjane Satrapi (a partir do seu romance gráfico) e Vincent Paronnaud.

Ideal, Quinta, 16, 22.00

Samuel Guillaume e Frédéric Guillaume, por sua vez, estão representados por Max e Companhia, a história de um miúdo de 15 anos em busca do seu pai, o famoso trovador Johnny Bigoude, desaparecido logo a seguir ao seu nascimento. Não sabia o jovem que, chegado ao destino, tem de defrontar a Bzzz & Co., infame empresa de mata-moscas, gerida pelo degenerado Rodolfo.

City Alvalade, Sala 2, Segunda, 22.00

TERRORANIM

É uma secção discreta, como o próprio nome indica, dedicada à animação de terror, que permite ver o bizarro filme de Blutch, Charles Burns, Marie Caillou, Pierre di Sciullo, Lorenzo Mattotti e Richard McGuire, Medo(s) do Escuro. Obra que, só para terem uma ideia, é assim explicada pelos próprios autores: “Pernas de aranha em contacto com a pele desnudada… Barulhos inexplicáveis ouvidos num quarto escuro à noite… Uma grande casa vazia onde uma presença é sentida… Uma agulha epidérmica que se aproxima cada vez mais…”

Ideal, domingo, 19, 22h00

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Bairro Alto
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Animação para todos

MONSTRINHA – 17 anos a animar a pequenada

A MONSTRINHA não só abre os cinemas às crianças e jovens, como leva a animação para fora de portas, até às escolas, por exemplo, para ensinar a fazer, e, sabe-se lá, revelar vocações. Para já, interessa o cartaz propriamente cinematográfico. Por isso, aí vão cinco pistas para quem ainda não desbravou o programa. 16 a 26 de Março 

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Por Rui Monteiro

Os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema

Começamos com Smurfs e acabamos com Emojis. Pelo caminho, conhecemos órfãos sonhadores, matamos saudades de carros e Minions e até acompanhamos o mais atribulado pedido de casamento de sempre. Estes são os desenhos animados que estamos desejosos que cheguem ao cinema.

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Por Vera Moura
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Os melhores filmes para (re)ver em família

Estes filmes não são para crianças. São para famílias inteiras. Pequenas ou numerosas, jovens ou envelhecidas. Dez clássicos obrigatórios para filhos, pais e até avós. 

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Por Vera Moura

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