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Peacock BRAVE NEW WORLD -- "Pilot" Episode 101 -- Pictured: Alden Ehrenreich as John the Savage -- (Photo by: Steve Schofield/Peacock)

O futuro infeliz deste 'Admirável Mundo Novo'

Quem nunca leu o romance de Aldous Huxley, 'Admirável Mundo Novo', poderá gostar desta adaptação. Quem o conhece, preferirá a versão de 1980

Por Eurico de Barros
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★☆☆☆

Publicado em  1932, o romance Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, passa-se numa distopia de segurança e felicidade, uma sociedade totalitária tecnológica e cientificamente avançada, baseada na manipulação genética e rigidamente estratificada, onde as liberdades individuais e os conflitos e tensões sociais foram eliminados, tal como a família, o casamento, a privacidade e a monogamia. Com este livro, Huxley avisava contra o comunismo e o seu controlo férreo e repressivo do todo social pelo Estado, e contra os excessos das sociedades abertas e de massas, em acelerada evolução económica e tecnológica.

A nova adaptação de Admirável Mundo Novo (HBO) é a terceira para televisão e, apesar de respeitar algumas das principais características do mundo futuro criado por Huxley, sacrifica bastante na fidelidade à história (por exemplo, as Terras Selvagens e os acontecimentos que se dão nelas estão radicalmente alterados para que haja sequências de acção), e modifica ou elimina personagens, acabando por a descaracterizar. Os actores, na sua maioria insonsos, também não ajudam. Quem nunca leu o livro de Huxley poderá gostar. Quem o conhece, preferirá a versão de 1980, que não tinha efeitos digitais mas era-lhe muito mais fiel. E tinha actores como Bud Cort e Keir Dullea.

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