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Filme, Cinema, Drama, Comédia, Mais Uma Rodada (2020)
©DR Mais Uma Rodada

Onze filmes sobre copos e bebedeiras, entre o drama e a comédia

A propósito da estreia de ‘Mais uma Rodada’, de Thomas Vinterberg, recordamos alguns dos melhores filmes sobre bebida e bebedeiras.

Por Eurico de Barros
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Em Mais uma Rodada, que ganhou o Óscar de Melhor Filme Internacional e já está em cartaz em Portugal, o dinamarquês Thomas Vinterberg põe quatro amigos, todos professores de liceu, a fazer experiências às escondidas com a bebida. Os resultados primeiro são cómicos, mas depois tornam-se aflitivamente dramáticos, quando eles perdem o controlo sobre a quantidade de álcool que ingerem todos os dias. Juntámos nesta lista filmes sobre bebida e bebedores tão díspares como Farrapo Humano, de Billy Wilder, O Segredo de Santa Vitória, de Stanley Kramer, Barfly – Amor Marginal, de Barbet Schroeder, ou O Clube dos Marginais, de Peter Cohn.

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Onze filmes sobre copos e bebedeiras, entre o drama e a comédia

‘Farrapo Humano’, de Billy Wilder (1945)

Sem dúvida um dos melhores e mais realistas filmes de sempre sobre o alcoolismo e os seus efeitos sobre as pessoas, Farrapo Humano ganhou quatro Óscares, incluindo os de Melhor Filme, Realizador e Actor, este para Ray Milland (num dos grandes papéis da sua carreira), que interpreta Don Birman, um escritor alcoólico que passa um fim-de-semana de pesadelo em Nova Iorque (o título original da fita é The Lost Weekend) por causa da bebida. Apenas o final súbita e excessivamente optimista soa falso.

‘Whisky Galore!’, de Alexander Mackendrick (1949)

Produzida pelos lendários Ealing Studios ingleses, esta brilhante comédia copofónica passa-se numa ilha escocesa das Hébridas durante a II Guerra Mundial, que fica sem whisky e submetida ao racionamento imposto pelo conflito. Até ao dia em que um cargueiro contendo 50 mil caixas da bebida encalha mesmo ali, e os locais começam a planear ir buscá-las para encher as suas despensas, armazéns e pubs, apesar da proibição lançada pelas autoridades policiais e alfandegárias da ilha.

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‘Escravos do Vício’, de Blake Edwards (1962)

Blake Edwards é mais conhecido pelas suas comédias, mas este Escravos do Vício é um dos filmes mais dramáticos, mais realistas e mais lancinantes de sempre sobre o alcoolismo. Jack Lemmon interpreta um um exuberante profissional de relações públicas habituado a beber muito, que casa com uma rapariga abstémia (Lee Remick) mas acaba por arrastá-la para uma espiral do alcoolismo. Vão tentar libertar-se em conjunto, mas aqui, tal como na vida real, o final feliz é muito improvável.

‘O Segredo de Santa Vitória’, de Stanley Kramer (1969)

Regressamos ao registo cómico com esta fita do veterano Stanley Kramer, rodada em Itália, onde decorre o enredo, e protagonizada por Anthony Quinn, Anna Magnani, Virna Lisi e Hardy Kruger. Estamos na II Guerra Mundial, no Verão de 1943. O tempo de Mussolini e do seu governo fascista já passou, os Aliados estão prestes a desembarcar e invadir o país que os alemães ainda ocupam. O presidente da câmara de Santa Vitória, uma vila situada numa região vinícola, mobiliza os seus habitantes para esconderem um milhão de garrafas de vinho, e evitar que sejam levadas para a Alemanha.

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‘Debaixo do Vulcão’, de John Huston (1984)

Esta adaptação, por John Huston, do romance de culto homónimo de Malcom Lowry, contém uma das mais fabulosas interpretações do falecido Albert Finney. O actor faz um ex-cônsul inglês no México, e alcoólico crónico, encalhado numa cidadezinha daquele país nos anos 30, que passa o Dia dos Mortos em estado de embriaguez, acompanhado pelo seu meio-irmão e pela ex-mulher. Finney é um bêbado totalmente convincente nas suas mudanças súbitas de humor e de estado de espírito, e na forma como as verbaliza, sem o menor exagero. O que levou Huston a dizer que esta foi a melhor interpretação que havia testemunhado, tal como dirigido.

‘Barfly – Amor Marginal’, de Barbet Schroeder (1987)

De um filme escrito por Charles Bukowski, e cheio de elementos autobiográficos, ninguém poderia esperar discursos moralizadores ou piedosos sobre a bebida e o alcoolismo. É precisamente isso que distingue Barfly – Amor Marginal, da grande maioria dos outros filmes que metem bebida e bêbados. Mickey Rourke é admirável na figura de Henry Chinaski, um escritor libertário e desprendido das necessidades materiais, baseado no próprio Bukowski, e tem a devida contrapartida em Faye Dunaway, que é Wanda, uma mulher mantida pelo seu amante e que se torna na companheira de bebida de Henry.

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‘Quando um Homem Ama uma Mulher’, de Luis Mandoki (1994)

Tal como Escravos do Vício, este Quando um Homem Ama uma Mulher aborda o alcoolismo do ponto de vista do casal. Só que neste caso, apenas um dos seus membros caiu na bebida: a mulher. Alice Green (Meg Ryan) tinha uma vida aparentemente estável e feliz, mas começa a beber cada vez mais e a pôr tudo em perigo: a harmonia doméstica e a relação com o marido, Michael (Andy Garcia), e os filhos, acabando por se internar. Um melodrama muito original, com personagens e situações mais complexas do que o habitual neste tipo de filmes, e grandes interpretações dos protagonistas.

‘Morrer em Las Vegas’, de Mike Figgis (1995)

Vencedor de dois Óscares, que foram para o duo de intérpretes principais, Nicolas Cage e Elizabeth Shue, Morrer em Las Vegas é mais um filme desapaixonado e sem ilusões sobre a bebida e os bebedores. Cage interpreta um argumentista que perdeu tudo por causa do álcool e vai para Las Vegas beber até morrer. Lá encontra Sera (Shue), uma prostituta, apaixonam-se e ela quer ajudá-lo a sair do poço. Mas para isso, é preciso que Ben queira. O filme mostra como a bebida pode ser devastadora, mesmo para aqueles que têm quem os queira ajudar.

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‘O Clube dos Marginais’, de Peter Cohn (1995)

Escrito por Gary Lennon com base na sua peça de teatro, esta fita centra-se num grupo que frequenta os Alcoólicos Anónimos, e em especial em Jim (Richard Lewis), que fala do seu caso pela primeira vez em muitos meses e acaba por sair e ir para a rua, a tentar resistir à tentação. Entretanto, os alcoólicos que ficaram na reunião, pessoas de todas as origens sociais, falam das suas experiências com a bebida. Um filme impenitente e rispidamente realista.

‘A Ressaca’, de Todd Phillips (2009)

Quatro amigos (Bradley Cooper, Ed Helms, Zach Galifianakis e Justin Bartha) vão para Las Vegas para fazerem uma despedida de solteiro. Quando acordam, horrivelmente ressacados, na manhã seguinte a uma noite de farra, o noivo desapareceu, não se recordam de absolutamente nada do que fizeram e na suite que alugaram, toda virada do avesso, estão um tigre, uma galinha, um bebé e outras anomalias. Decididos a descobrir o que se passou e achar o noivo, os três amigos vão tentar reconstituir os acontecimentos da noite anterior, onde entre outras coisas, apanharam uma bebedeira épica. Esta comédia estroina foi um sucesso estrondoso, e teve duas continuações.

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‘Smashed – Decisão Dura’, de James Ponsoldt (2012)

Mais um filme sem soluções ou saídas fáceis para o problema do alcoolismo, com a particularidade da argumentista Susan Burke, que o escreveu a meias com o realizador, James Ponsoldt, ter sido alcoólica. E mais um casal de alcoólicos, aqui representados por Kate e Charlie Hannah (Mary Elizabeth Winstead e Aaron Paul), cuja relação assenta no gosto (excessivo) mútuo pela bebida. Quando ela decide que já chega de copos e dos problemas pessoais e profissionais que o seu abuso causam, e tenta ficar sóbria, o seu casamento e a ligação ao marido são comprometidos. Kate tem que escolher entre deixar-se ir com ele e a total recomposição da sua vida.

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