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Televisão, Séries, Schitt’s Creek
©DR Schitt’s Creek

Perdidos em Schitt’s Creek

Além de estômago para rir, ‘Schitt’s Creek’ não tem problema em também ter coração e até uma costelazinha dramática.

Por Eurico de Barros
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★★★★☆

Os Rose são podres de ricos e snobes. Um dia, ficam arruinados e só lhes resta a vilória de Schitt’s Creek, situada algures na parvónia, que o pai Rose comprou certo dia ao filho, por brincadeira. E é para lá que têm que ir viver, num motel manhoso. Os ricos e arrogantes que de súbito perdem tudo e vão viver com e como os remediados é um expediente barbudo da comédia. E Schitt’s Creek (TVCine Emotion, Qui 22.10/ Seg 08.00), a série que saiu do anonimato para se tornar na recordista dos Emmy, é comédia, mas não daquela repetitiva e prudente, que não sai do lugar e recicla as mesmas situações e piadas.

Eugene Levy e o filho Dan, que também interpretam Johnny e David Rose, criaram uma série que faz rir, sim, e bastante, e com esperteza e extravagância, mas na qual, aos poucos, todas as personagens, desde os mimados Rose até aos habitantes, e cromos em maior ou menor grau, de Schitt’s Creek, vão evoluindo, alterando os seus comportamentos e atitudes pessoais e para com os outros, os primeiros indo-se encaixando no novo tipo de vida, os outros habituando-se aos forasteiros. E Schitt’s Creek, além de estômago para rir, não tem problema em também ter coração e até uma costelazinha dramática. A princípio estranha-se um bocado, mas garanto que logo se entranha.

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