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Televisão, Séries, Crime, Lupin (2021)
©DROmar Sy em Lupin

Uma sombra de Arsène Lupin

Há uma série chamada ‘Lupin’ na Netflix. Mas o título convida ao engano: o “ladrão cavalheiro” Arsène Lupin não se encontra aqui.

Escrito por
Eurico de Barros
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★☆☆☆☆

A série francesa Lupin (Netflix) tem como subtítulo Na Sombra de Arsène Lupin. Será mais exacto chamar-lhe “Uma Sombra de Arsène Lupin”, de tal forma é ampla e estrondosamente falhada esta tentativa de modernização da personagem do “ladrão cavalheiro” criada por Maurice Leblanc em 1905 e interpretada, entre vários outros, no cinema por Robert Lamoureux em dois excelentes filmes nos anos 50, e na televisão por Georges Descrières na década de 70.

O simpático matulão Omar Sy é Assane Diop, um francês de origem senegalesa que se vai inspirar nos livros do herói de Leblanc para vingar o pai, que se matou na cadeia após ter sido preso por um crime que não cometeu, e Lupin passa o tempo a impingir-nos um enredo que carbura a situações feitas com barbas bíblicas, povoado de estereótipos com pernas e que colecciona inverosimilhanças gritantes, desde um assalto ao Louvre onde os ladrões entram como se fosse a casa da sogra, até uma grotesca simulação de suicídio por parte de Assane. Que antes conseguiu trocar de lugar com um preso numa penitenciária, sem que absolutamente ninguém lá dentro desse por isso ao longo de vários dias. Se as séries pagassem imposto por abusar da credulidade dos espectadores, Lupin estava pesadamente sobretaxada e os seus autores falidos.

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