Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Semana vintage: cinco noites, cinco históricos do rock em Lisboa

Semana vintage: cinco noites, cinco históricos do rock em Lisboa

Olha-se para o programa de festas dos próximos dias e – ó pra eles – cinco concertos de músicos com décadas de carreira.

Por Rui Monteiro
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O mais velho, Uli Jon Roth, anda aí desde 1968. Os mais novos, os Yo La Tengo, vêm de 1984. Todos foram, à sua maneira, astros da música popular dos anos 80, quando jovem era a sua audiência actual. E por mão do destino, ou simples coincidência, juntam-se todos em Lisboa – o que justifica este breve guia de orientação dos caminhos da nostalgia, que passa por Simone e Ivan Lins, Echo & The Bunnymen e Wilko Johnson, o guitarrista e fundador dos míticos Dr. Feelgood (que já passou pela série A Guerra dos Tronos).

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Cinco concertos de históricos do rock numa semana

Yo La Tengo
Yo La Tengo
©DR

Yo La Tengo [desde 1984]

Coisas para fazer Avenida da Liberdade

Ira Kaplan andava insatisfeito. Vai daí, com Georgia Hubley, há mais de 30 anos, na sua Hoboken natal, lá para o estado de Nova Jérsia, criou os Yo La Tengo. E cá andam, depois de um ror de discos, a maioria capitalizando o estatuto de grande banda alternativa dos anos 90 conquistado com álbuns como Painful (1993) e Electr-O-Pura (1995). Depois feneceram na repetição e chegam a Lisboa com um disco registado o ano passado, o 15.º, There’s a Riot Going On, que, claro, estará no alinhamento do concerto, embora o prato de substância sejam os êxitos do passado.

Capitólio, Qua 21.00, 25,33€

Simone [desde 1973] encontra Ivan Lins [desde 1969]

Atracções Cascais

Simone entrou com estrondo na música popular brasileira e, nessa altura, Ivan Lins,que já andava nisto há uns anos, assinava (com Ronaldo Monteiro de Souza) “Chegou a Hora”, um dos êxitos do primeiro álbum da cantora. Muita água correu debaixo daspontes. Altos e baixos marcaram a carreira de ambos. Porém, 46 anos depois, lá se juntam mais uma vez e, garantido, é terem a plateia a acompanhar “Começar de Novo”, super-êxito de 1979, e “Antes que Seja Tarde”, “Bilhete”, “Daquilo que Eu Sei” ou “Desesperar Jamais”.

Casino Estoril. Qui 21.30, 40-110€; Campo Pequeno. Sáb 21.30, 20-80€

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Uli Jon Roth [desde 1968]

Noite Cais do Sodré

Ele bem queria, ele bem tentou, mas Uli Jon Roth nunca foi Ritchie Blackmore nem os Scorpions se aproximaram da tempestade metálica dos Deep Purple. Ainda assim, o icónico guitarrista alemão tem o seu papel garantido na história graças à elegância e fluidez da sua abordagem ao instrumento. Desde que saiu da banda, em 1978, a carreira  tem sido errática, vagueando a música entre explorações psicadélicas e influências neoclássicas. Ao vivo, pode contar-se com um reportório apoiado em Scorpions Revisited, o seu álbum de 2015.

Titanic Sur Mer, Sáb 22.00, 25€.

Echo & The Bunnymen
Echo & The Bunnymen
©DR

Echo & the Bunnymen [desde 1978]

Música Marvila

Houve uma altura, início da década de 80, graças a uma escura, rodopiante e melancólica fusão de pós-punk com a inspiração vinda dos Doors, que a banda do cantor Ian McCulloch e do brilhante guitarrista Will Sergeant parecia o futuro e Heaven Up Here e Ocean Rain faróis a indicar o caminho. Depois meteram-se ao barulho ego e dinheiro. Foi o princípio de uma longa decadência e vão experimentalismo. Até que, já neste século, Echo & the Bunnymen regressam aos êxitos do passado e embarcam no cruzeiro da nostalgia.

Lisboa Ao Vivo, Dom 22.00, 30€.

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Wilko Johnson
Wilko Johnson
©Leif Laaksonen

Wilko Johnson [desde 1970]

Atracções Belém

Quando Ian Dury olhou em volta e viu o entusiasmo do público perante o solo de Wilko Johnson compreendeu que, no Pavilhão de Cascais, em 20 de Setembro de 1981, não era ele a estrela do seu espectáculo. Antes o guitarrista, que ganhara consideração e fama com os míticos Dr. Feelgood. Depois, foi uma vida atribulada, com um cancro pelo meio e vários discos frustrados, até o álbum Going Back Home (e o papel do carrasco Ser Llyn Payne em A Guerra dos Tronos) mostrar que está vivo e continua a tocar com a fúria que a idade permite.

CCB, Ter 21.00, 25-40€.

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©DR

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