A Time Out na sua caixa de entrada

Procurar
desperdício alimentar
Too Good To Go

Apps para o ajudar a reciclar e a reduzir o desperdício

WasteApp, OLIO e Too Good To Go têm abordagens muito diferentes mas todas o ajudam a contribuir para um mundo melhor

Escrito por
Helena Galvão Soares
Publicidade

Quer deitar fora escovas de dentes velhas, óleo, um guarda-chuva, e suspeita que podiam ter melhor destino do que o caixote do lixo? Quer dar livros, roupa? Fica horrorizado com os números do desperdício alimentar? Estas apps têm abordagens muito diferentes para o ajudar a contribuir para um planeta melhor. Se só precisa de informação, use a WasteApp. A Too Good To Go é um 2 em 1: paga menos por uma refeição e combate o desperdício alimentar. A OLIO é uma rede social contra o desperdício – onde se pode empenhar a fundo e até vir a ser um Super-Herói.

Recomendado: Da meditação à leitura – as melhores apps para tudo e mais alguma coisa

Apps para o ajudar a reciclar e a reduzir o desperdício

WasteApp
WasteApp

WasteApp

Todas as semanas na caixa de correio da Quercus caem e-mails de pessoas preocupadas com o que devem fazer a objectos que querem deitar fora. Às vezes são dúvidas de solução fácil, outras são casos verdadeiramente bicudos: lâmpadas, extensões eléctricas, bolas de Natal, tupperwares, tachos, cápsulas de café? Em vez de responder a cada dúvida individualmente, o ideal seria que qualquer pessoa tivesse acesso fácil a esta informação. Foi para isso que nasceu a WasteApp.

A aplicação foi criada a pensar no quotidiano das pessoas, tendo a Quercus a consciência de que de facto não é fácil separar o lixo em casa. Inicialmente foi feito o levantamento dos pontos de recolha para o lixo que não tem lugar nos ecopontos – são cerca de 10.000 locais, mas ainda assim há muitos resíduos para os quais não há resposta. Idealmente, as empresas não deveriam poder pôr no mercado produtos para os quais não há solução de reciclagem e deviam indicar no próprio produto em que ecoponto devem ser colocados.

Enquanto esse ideal não é real, consulte a app para saber o que pode e não pode ser posto nos ecopontos. Sabia que as tampas metálicas das garrafas de champanhe devem ir para o ecoponto amarelo? Este é um pormenor um pouco cómico, mas a informação disponibilizada é realmente útil. Por exemplo, cabides de plástico ou metal, vasos de plástico e esferovite devem vir para o lixo amarelo; as caixas de pizza devem ir para o ecoponto azul, mas se estiverem sujas o lugar delas é mesmo no caixote do lixo indiferenciado.

Neste momento a WasteApp contém respostas para 48 tipos de resíduos, mas o mais prático é procurar directamente na janela de pesquisa e ler os resultados. Vai-lhe ser apresentado o que pode e não pode entregar na categoria que especificou e como deve entregar esses objectos. Na janela à direita surgem as moradas dos pontos mais próximos da localização do seu telemóvel ou computador.

Esta tão desejável proximidade do local de entrega só é possível devido às redes existentes para cada tipo de resíduo. Por exemplo, as várias cadeias de supermercados recolhem pilhas, cápsulas de café e pequenos electrodomésticos; e as farmácias recolhem medicamentos e as suas embalagens, que depois entregam à rede Valormed, que é uma sociedade sem fins lucrativos que gere esses resíduos.

A WasteApp foi criada em 2019 pela Quercus e pode ser consultada no smartphone ou no computador. No seu primeiro ano de existência teve 70 mil utilizadores.

Disponível para iOS e Android.

OLIO

É a app ideal para quem sente a necessidade de, com pequenos gestos, se envolver activamente na salvação do planeta, sob o lema de “muitos poucos fazem muito”. “Small actions x lots of people = massive change” é um dos slogans da app.

O envolvimento é, aliás, uma das grandes apostas da OLIO, que é praticamente uma rede social, mas instalada no terreno real: um dos grandes objectivos é potenciar os laços de vizinhança. E dar. O combate ao desperdício alimentar e ao consumismo faz-se dando aos nossos vizinhos aquilo que sabemos que não vamos conseguir consumir ou que já não vamos usar mais.

O funcionamento é imensamente simples: fotografa-se o que se pretende dar (seja aquele molho de coentros que vai apodrecer no frigorífico, aquele sumo que comprámos de que afinal não gostámos ou uma panela, uma camisa que já não se usa, um livro que já não queremos) e publica-se na rede. Os utilizadores que moram nas redondezas recebem o alerta e, se estiverem interessados, combinam a hora para os virem buscar.

Embora se possa dar objectos – evitando 1) que vão para o lixo, criando mais resíduos; e 2) que sejam comprados objectos exactamente iguais, quando se podem aproveitar os existentes, perfeitamente funcionais –, o foco da app é o combate ao desperdício alimentar. E, nesta categoria, existe ainda a possibilidade de se participar como Super-Herói do combate ao desperdício alimentar. Os Super-Heróis são voluntários com formação que ao fim do dia vão recolher os excedentes de supermercados, padarias, cafés e restaurantes e os levam para casa. Depois, o procedimento é igual: fotografam-se os bens e espera-se que venham ser recolhidos pelos interessados.


Disponível para iOS e Android.

Publicidade
Too Good To Go
Too Good To Go

Too Good To Go

É uma app exclusivamente centrada no combate ao desperdício alimentar e que, ao fim de pouco mais de um ano de existência, já conta com a participação de 2000 estabelecimentos de restauração e similares em Lisboa. O Porto foi a segunda cidade a poder utilizar esta aplicação gratuita, a partir do início deste mês de Fevereiro de 2021, e conta por agora com 60 parceiros. Os cerca de 600.000 utilizadores que diariamente consultam a app são um bom indicador de que a ideia funciona.

E essa ideia é bastante simples. De um lado temos restaurantes que se apercebem de que irão ter refeições que não vão ser vendidas e que as podem disponibilizar a um preço mais baixo, reduzindo as perdas que isso causaria. Do outro, temos consumidores, naturalmente interessados em ter uma refeição de qualidade mas significativamente mais baratas. A pôr um lado e o outro em contacto, temos a Too Good To Go.

Tudo o que o utilizador tem de fazer é instalar a app e activar a localização. A partir daí recebe as propostas de vários estabelecimentos, com a distância a que se encontram, o preço (que geralmente ronda os 4 euros) e o horário para levantamento das refeições. O utilizador pode também definir todos estes parâmetros, incluindo o tipo de comida que pretende (vegetariana, indiana, por exemplo), para só receber as propostas que realmente lhe interessam.

Uma última característica distintiva desta aplicação: só vai saber o que traz dentro da caixinha quando chegar a casa. Tem como garantido que é um dos pratos do menu do dia, o resto... Surpresa! Por alguma razão lhe chamam Magic Box.

Disponível para iOS e Android.

Apps para tudo e mais alguma coisa

  • Coisas para fazer

Se está a trabalhar a partir de casa e se sente fora do ambiente laboral que sempre conheceu, se as folhas e folhas com rabiscos do que tem para fazer lhe ocupam a mesa, ou se simplesmente gosta de ter tudo impecável, mostramos-lhe algumas das melhores aplicações que lhe podem facilitar a vida nesse aspecto – desde listas de tarefas, tabelas, inventários, aqui damos-lhe conta de tudo.

  • Coisas para fazer

Sabia que para alguns treinos precisa de menos de 10 minutos? Mais intenso, menos intenso, para tonificar ou para perder peso, há de tudo nesta lista. Seja como for, saia do sofá, faça o download destas apps para ficar em forma e ponha-se a mexer.

Publicidade
  • Sexo e romance

A regra é simples: ficar em casa, como manda o dever geral de recolhimento domiciliário. Mas, apesar do isolamento social a que a pandemia obriga, não é impossível socializar. Só tem de o fazer à distância, claro. Já há tantas novas formas de interacção online que o impossível é, na verdade, arranjar desculpas para não o fazer. E, caso tenha dificuldades em encontrar a sua cara-metade, não se preocupe. Para o ajudar, reunimos sete plataformas e apps de encontros. O resto é consigo.

Recomendado
    Também poderá gostar
      Publicidade