O melhor frango assado em Lisboa

Levámos sete churrasqueiras a teste numa prova cega de frango assado e dizemos-lhe quem levou a melhor.
Frango Assado
Fotografia: Arlindo Camacho
Por Inês Garcia e Catarina Moura |
Publicidade

Não há época para um bom frango assado: serve o Verão e o Inverno e nunca será um petisco obsoleto. Além de que esta iguaria típica da nossa gastronomia é das melhores na arte do desenrasca. Para fugir a frases como “Amor, hoje cozinhas tu?” ou “Puto, por mim mandávamos vir pizzas”, o frango assado é um trunfo de ouro, que tem de colar em todos aqueles que os rodeiam (e não só pela gordurosa pele). 

Mandámos vir frangos de sete churrasqueiras e confrontámos os mais modernos com os clássicos do take-away lisboeta.

Recomendado: As melhores entregas ao domicílio em Lisboa

Os melhores frangos assados de Lisboa

Rio de Mel
©Arlindo Camacho
Restaurantes, Churrasco

1.º Churrasqueira Rio de Mel

icon-location-pin Alvalade

10,95/kg

Esta churrasqueira é um clássico em Alvalade. Os frangos são marinados em alho, limão e outros temperos. Depois seguem para grelhas rotativas onde são assados com carvão vegetal. Foram os tais temperos extra que mais elogios arrancaram nesta prova, fazendo deste franguinho “suculento” o mais consensual e pontuado, ainda que, para alguns, lhe faltasse um certo estaladiço na pele. “Tem massa de pimentão, não estava à espera"; “isto tem uma cobertura? Fiquei apaixonado porque tem qualquer coisa a mais”, comentaram sobre este frango. 

 

Frangasqueira Nacional
©Arlindo Camacho
Restaurantes

2.º Frangasqueira Nacional

icon-location-pin Princípe Real

10,60€/kg

Saíram da esquina da Rua da Imprensa Nacional com a Rua da Escola Politécnica e foram virar frangos uns metros mais abaixo. Chegou bem quente à redacção e com mais molho que qualquer um dos outros frangos, facto elogiado pelos jurados. "Nota-se aqui uma produção qualquer. Tem alguma erva?", questionaram. “Incrível” e “espectacular” foram os comentários ouvidos sobre a cor e sabor; “tenrinha”, sobre a carne. Os mais exigentes notaram que a grelha deve ser usada para mais do que frango. 

Publicidade
Valenciana
©Arlindo Camacho
Restaurantes, Churrasco

3.º A Valenciana

icon-location-pin Campolide

16€

Levou um extreme makeover no restaurante – ganhou, até, um moderno jardim vertical – mas o frango mantém-se o de sempre. Os nossos provadores oficiais avaliaram-no de forma positiva, destacando a carne “nem muito salgada nem muito seca”, “no ponto”. Destacaram também o aspecto “consistente” do frango, com as partes equilibradas. Os olhares mais atentos notaram sinais de queimado nas extremidades e houve quem tentasse adivinhar que esta dose era de “uma casa especialista”.

Chickinho
©Arlindo Camacho
Restaurantes

3.º Chickinho

icon-location-pin São Sebastião

10,90€

Um dos mais recentes (e instagramados) frangos de Lisboa ficou ex aequo com um dos mais clássicos e famosos da cidade, a Valenciana. A primeira impressão não foi das melhores por causa de uma pele escura aqui e ali mas, depois da prova, o sabor, o sal e a carne tenra “no ponto” foram as características mais elogiadas no frango do Chickinho. É, como foi resumido por um dos nossos gurus, “um frango como manda a lei e feito com um bom carvão”.

 

Publicidade
Primavera
©Arlindo Camacho
Restaurantes

4.º Primavera

icon-location-pin Beato

13€

O principal problema deste frango foram alguns pedaços de pele queimada. Um dos membros do júri lembrou que nunca a ponta de uma perna pode aparecer assim chamuscada – é a parte preferida de muita gente. Ultrapassada a pele, foi destacado o sabor clássico a frango assado – “sabe ao que cheira”. “Foi alguém que sabe assar que tratou disto, mas está mal cortado”, comentou-se, já que meio frango vinha partido apenas em dois. Ficou por provar o frango no espeto, também famoso no Primavera.

 

Zona Franga
©Arlindo Camacho
Restaurantes, Churrasco

5.º Zona Franga

icon-location-pin Campo de Ourique

7€

Os grandes especialistas em frango assado adivinharam alguns problemas técnicos: “o carvão não parece ser assim tão bom e o frango é farinhento”, disse um; “tem sabor a grelha e vê-se até na pele, porque tem este queimado que provavelmente é de uma grelha por limpar”, completou o outro.  A proposta desta nova casa em Campo de Ourique não ganhou com a comparação com os restantes frangos. Foi unanimemente o mais insonso – “parece de hospital”. 

Publicidade
Cucurico
©Arlindo Camacho
Restaurantes

6.º Cucurico

icon-location-pin Alcântara

13€

É uma das novas churrasqueiras da cidade, na Lx Factory, e tem um look moderno – mas nada disso importa numa prova cega. O facto de só grelharem frangos do campo (de pernas mais magras que os outros) não convenceu os provadores, que o acharam seco e rijo, embora alguns destacassem a cor bonita, a pele estaladiça, o bom sabor do animal e um “sal bom”. Último ponto negativo: foi o que aguentou menos tempo quente, talvez por vir numa embalagem de cartão. 

Três sítios para comer...

Jardim da Luz - Açorda de Gambas
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Açorda de gambas

O prato parece simples, pobre até, mas só aos olhos menos cautelosos. Os outros sabem que é um consolo. Se o que procura é comida de conforto à boa maneira portuguesa estes são três restaurantes para encontrar açorda de gambas. 

crepe suzette do gambrinus
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes

Crepes Suzette

Foi tudo um acidente daqueles que ou resultava em desastre ou numa invenção luminosa. Henri Charpentier incendiou uns crepes e o seu molho, enquanto preparava uma refeição para Eduardo VII, o futuro rei do Reino Unido. Sem tempo para repetir todo o processo provou o molho doce e achou que melhor era difícil. Até eram para ser baptizados com o nome do príncipe, mas — lei universal — para impressionar uma mulher há que lhe dar o seu nome a uns crepes. Se esta jogada correu bem ou não é especulação. Para os crepes sabemos como correu: replicaram-se, tornaram-se famosos ao ponto de a receita original — com raspa de tangerina — ser constantemente modificada. Em Lisboa comem-se aproximações desta sobremesa com diferentes misturas de espirituosas e laranja. Conheça três sítios para comer estes crepes do século VII que ainda deixam pares românticos de boca aberta.

Publicidade
quanjude
DR
Restaurantes, Chinês

Pato à Pequim

Antes de chegar à mesa, o pato à Pequim passa por uma data de processos rigorosos, não googláveis por mentes sensíveis. (Não continue a ler se estiver nesse lote: não somos de meias medidas e contamos-lhe tudo). Com uma ou outra alteração à receita, ao nível dos recheios, a regra é mais ou menos esta: depois de depenado, é feito um corte debaixo da asa para não destruir a aparência redonda e bonita do pato, limpam-se as vísceras e durante cerca de oito horas é soprado com ventoínhas para ficar seco e manter essa forma. Depois é lacado com uma calda de açúcar ou de mel, novamente seco para a calda ficar estabelecida, recheado com legumes e especiarias, que ficam a marinar outras oito horas e só depois vai ao forno. Quando chega à mesa, é só enrolar no crepe, com alho francês, pepino e molho a gosto.

Publicidade
Esta página foi migrada de forma automatizada para o nosso novo visual. Informe-nos caso algo aparente estar errado através do endereço feedback@timeout.com