Os novos restaurantes no Príncipe Real

A nova dinastia da restauração lisboeta instalou-se aqui e as novidades desde o início de 2017 sucedem-se
Chutnify
Fotografia: Francisco Santos Chutnify
Por Clara Silva |
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Jamie Oliver será o próximo a inscrever o nome nesta linhagem. Mas entretanto há muito por descobrir e provar, do Irão ao Vietname.

Os novos restaurantes no Príncipe Real

Local
©Francisco Santos
Restaurantes, Português

Local

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Há um ano, na bola de cristal 
da Time Out, prevíamos que os
 restaurantes com poucos lugares
 iam ser uma tendência. Temos
 alguns dedos que adivinham,
 pelo menos a julgar por este Local, 
o primeiro restaurante do chef 
André Lança Cordeiro (NAU Palácio
 do Governador), onde só existem
 dez lugares na mesma mesa. Até
 ver, são os 18 metros quadrados mais rentáveis da restauração do 
Príncipe Real. No fundo é como 
ir jantar a casa de um amigo onde
 não conhece ninguém – e comer 
na cozinha. André e Leonor
 Sobrinho preparam os pratos ali
 mesmo em frente e só são servidas
 20 refeições por dia. A inspiração 
é francesa (o chef trabalhou em
França e na Suíça), com pratos 
como os cogumelos selvagens
com gema de ovo trufada (9€) ou 
o foie gras cozinhado em vinho do 
Porto, servido com pão brioche e
 figo (10€). Sem esquecer, claro, de
 deixar espaço para sobremesas 
como o Paris Brest (6€).


tapisco, ovos rotos
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Petiscos

Tapisco

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Henrique Sá Pessoa ainda estava
 a comemorar a estrela Michelin que tinha conseguido no 
Alma, um ano depois de abrir o restaurante, quando se dedicou de corpo e alma a mais um espaço. Em Fevereiro, o Tapisco abria portas na Rua Dom Pedro V. O objectivo, como nos explicou o chef na altura, era pôr lado a lado pratos portugueses e espanhóis. “Os portugueses gostam de petiscar ao balcão e as duas cozinhas complementam-se”, dizia. Huevos rotos com paletilla ibérica (12€), ameijoas à Bulhão Pato (17€), gambas al ajillo (15€), choco frito (12€) e patatas bravas (6€) convivem pacificamente na carta e têm conquistado portugueses e estrangeiros. Apesar de ainda não ter pegado por aqui a tendência do vermute, - como Rui Sanches, do grupo Multifood, dono do restaurante previra - o bar com cocktails de assinatura (todos com vermute) e janela para a rua recomenda-se.

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prato do restaurante pesca
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Haute cuisine

Pesca

icon-location-pin Princípe Real

Depois de Pedro e o Lobo, da Casa de Pasto e do Rio Maravilha, Diogo Noronha, uma espécie de rockstar dos tachos em ascensão, mudou-se para o nobre Príncipe Real. O Pesca abriu no espaço 
do antigo Origami e, mesmo 
para quem não pesca nada deste assunto (nunca é demais repetir trocadilhos destes), já se está a ver pelo nome que o peixe fresco é o centro das atenções – ou melhor, dos pratos. Uma carta sazonal e loucuras como atum-rabilho com madalena de pinhão (19€) ou tártaro de lula com gema de ovo em pickle, maçã, aipo de rama e aneto (17€) são 
os iscos (ups, lá escapou outro) do tão aguardado espaço. Do Rio Maravilha arrastou o barman Fernão Gonçalves para gerir o bar (independente e com ostras, fica a dica), a funcionar das 12.00 às 00.00. Entre os dez cocktails de autor está o gin fizz com ervilhas e lima kaffir (8€), uma sopinha alcoólica cheia de verdes.

Chutnify
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Indiano

Chutnify

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Diz-se que Lisboa é a nova Berlim e foi isso que pensou a indiana Aparna Aurora, a dona do Chutnify, que depois de se estrear em 2014 na cidade alemã chegou em Agosto a Lisboa. Trabalhou em moda, viveu em várias partes do mundo, de Nova Iorque a São Paulo, passando pela Cidade do México, e veio acabar num lugar tão exótico como o Príncipe Real. No seu novo restaurante indiano (moderno e não de fusão), que já está no top que acabámos de inventar dos restaurantes mais cool da cidade, é imperativo comer com as mãos. “Dizem que 
o metal dos talheres, quando 
toca na língua, altera o sabor dos alimentos”, comentava Aparna na altura da inauguração. “Não sei se é verdade, mas comer com as mãos é uma arte.” Os pratos também são bastante artísticos, do pani puri de entrada (4,5€) às dosas como a de pato picante (12€) ou batata masala (8,20€) e o bagare baingan (10€), com beringela, amendoim e coco.

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naked
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Orgânico

Naked

icon-location-pin Princípe Real

“Flexitarian”, dizem eles.
 O Naked, no Príncipe Real, não gosta de extremismos e não segue só uma dieta alimentar, por isso diz-se flexível. Aqui há comida para todos os gostos, saudável 
ou menos saudável, conforme as luas. “Uma coisa democrática”, garantem Miguel Júdice e Carla Contige, responsáveis pelo espaço. Em breve surgirá outro Naked em Cascais. Por enquanto, ainda com poucas semanas de vida, o do Príncipe Real tem pratos como vichyssoise de batata doce com creme de beterraba (4€) ou omolete de claras com pasta de legumes assados e manjericão com abacate (7€).

Gorki
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Petiscos

Gorki

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Os sócios portugueses do Gorki, que abriu portas em Agosto, costumavam juntar-se no restaurante com o mesmo nome em Marbelha, no Sul de Espanha, onde estavam a estudar. O lugar era tão mítico que acabou por se tornar um franchising e ser importado para perto de casa, 
no Príncipe Real. Partilha é a palavra de ordem aqui, à volta de pratos como os espargos trigueros embrulhados em presunto e com caldo de carne (8€), a baguete de magret de pato (5€) ou o codillo, um joelho de porco cozinhado lentamente e servido com puré de batata (11,50€).

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Cochinchina
Fotografia: Francisco Santos
Restaurantes, Vietnamita

Cochinchina

icon-location-pin Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Yoon Chain Lai, dona do asiático Malaca Too, na Lx Factory,
 abriu o mês passado outro restaurante, desta vez de comida vietnamita com uma cozinheira do Vietname, Kati, no Príncipe Real. Se lhe perguntarem “Vamos jantar à Cochinchina?”, encare isso como um bom convite. Sopa de peixe Bún Cá (12,5€), Pho Bo (12,50€), de carne, ou Pho Chay (10,50€), de vegetais e tofu, Nem Hanôi (4,60€), uns rolinhos de porco fritos ou Bún Bò Sai Gón, uma salada de bifinhos de vaca salteados, massa de arroz, amendoim e ervas aromáticas (10€). Tem muito por onde se aventurar sem ter de apanhar o avião.

Cafeh Tehran
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Iraniano

Cafeh Tehran

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

Para Pooneh Niakian, natural
 do Irão mas a viver em Portugal desde os dois anos, é Ano Novo quase todos os dias. A sopa Asheh Reshteh, um prato típico que só se come no Irão no Ano Novo, em Março, rica em cereais e especiarias e servida com cebola 
e menta caramelizada (4,10€), é uma das especialidades do seu novo Cafeh Tehran. O restaurante, que abriu o mês passado, serve pratos típicos iranianos, todos com muita menta que os pais de Pooneh secam na sua casa no Algarve.


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Aloha Café
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Vegetariano

Aloha Café

icon-location-pin Princípe Real

O Aloha Café chegou a Lisboa vindo de Sesimbra em Março e conquistou os príncipe-realenses como deve ser, pelo estômago, mas um estômago recheado de comida saudável. Aqui servem-se pequenos-almoços, almoços, lanches, brunches e slunches (aquela coisa do lanche ajantarado) vegetarianos e todos os produtos são biológicos. A dona, Constância Franco, tirou um curso no Instituto Macrobiótico de Portugal e alimentou (no verdadeiro sentido da palavra) durante anos um blogue de comida saudável. No espaço também há uma minimercearia, com produtos para levar para casa.

pascoalini
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Geladarias

Pascoalini

icon-location-pin Chiado/Cais do Sodré

A gelataria abriu em Maio no Príncipe Real “com sabores típicos do Ribatejo” e está a desenvolver um gelado de azeite que deverá estar disponível em breve para quem tiver coragem de prová-lo. Por enquanto, os novos sabores para a próxima estação são mais convencionais, como o tomate negro da Crimeia, uva Vale da Rosa, pêra rocha do Oeste e maçã verde.

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Queijaria Cheese Shop
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Queijarias

Queijaria Cheese Shop

icon-location-pin Princípe Real

Do Chiado para o Príncipe Real
 é um pulinho e foi isso que fez a Queijaria. Em Maio saltou de um bairro para o outro, perdeu a zona de bar, mas manteve a oferta de queijos de várias proveniências, como o Valdéon, um queijo azul dos Picos da Europa.

Frangasqueira Nacional
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Frangasqueira Nacional

icon-location-pin Princípe Real

Depois de quatro anos a virar frangos na esquina da Rua da Imprensa Nacional com a Rua da Escola Politécnica, em Setembro 
a Frangasqueira Nacional mudou de morada, mas continua a dar aquele cheirinho a frango assado ao Príncipe Real.

Fique pelo bairro

Deer Bloody Mary do The Insólito
Fotografia: Ana Luzia
Noite

Os melhores sítios para beber um copo no Príncipe Real

Do Quiosque do Oliveira ao Café Colonial, do final da tarde às noites longas. Se não se conseguir decidir pelo registo, guarde este link nos seus favoritos e regresse ao assunto sempre que lhe apetecer beber um copo no Príncipe Real. Entre happy hours e elaborados cocktails, vamos a isso, com moderação. 

Compras

A nova loja da Castelbel em dez sabonetes

Não julgue a nova loja da Castelbel pelo tamanho. A marca do Porto ocupa o átrio da Embaixada, no Príncipe Real, e para o primeiro espaço próprio na capital trouxe todas as colecções e linhas. Dos sabonetes, verdadeiros clássicos, às velas e difusores. Escusado será dizer que o perfume se sente da rua. 

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