Vinhos dia dos namorados 2026
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Vinhos para o Dia dos Namorados. Spoiler: Não são só para os casais!

Para um jantar romântico a dois ou para brindar ao amor-próprio no dia 14 de Fevereiro, as indicações deste artigo são garantia de sucesso.

Liana Saldanha
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O Dia dos Namorados é aquela data que, ano após ano, se recusa a caber numa caixa só. Se antes o mundo parecia dividido entre os casais super-românticos, com as suas reservas em restaurantes e publicações melosas nas redes sociais, e os casais mais práticos, adeptos da pizza no sofá e do vinho descomplicado, hoje o cenário é muito mais rico (e realista). 

Em 2026, celebrar o 14 de Fevereiro é, acima de tudo, um exercício de liberdade. Há espaço para quem está naquela deliciosa (e confusa) fase sem rótulos, para quem decidiu que o melhor plano é um brinde barulhento entre amigos, e, claro, para os solteiros-que-querem-ficar-em-casa e que não abrem mão de uma boa série com o prazer da sua própria companhia. Afinal, o amor-próprio continua a ser o melhor dos clichés. 

Seja qual for o seu estado de espírito – ou o "status" da sua relação no momento – uma coisa é certa: o vinho é sempre uma excelente ideia. 

Seleccionámos quatro sugestões de vinhos que podem acompanhar este dia especial em qualquer situação possível, com a melhor companhia possível. 

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Quatro vinhos para o Dia dos Namorados

Super românticos

Para os super românticos, eu indico o cliché perfeito: vinho espumante. No Dia dos Namorados, os clichéss existem por uma razão. E nada diz 'comemoração' com tanta propriedade como o som de uma rolha de espumante a saltar. É o sinal sonoro de que a noite subiu de nível e o Hehn Espumante Reserva Bruto DOC 2017, cumpre lindamente este papel. Bolhas finas, sabor a brioche e com um final de boca longo, ideal para intercalar entre beijocas apaixonadas. 

PVP: 17,89€

Casais práticos

Já para os casais práticos, a missão é simples: jantar sem muitas expectativas, pedir um delivery e demorar mais de 15 minutos para escolher um filme – sem esquecer de se divertir enquanto escolhe. Aqui o vinho tem de ser camaleão, acompanha pizza, massa, frango, sushi ou pipocas sem criar nenhum conflito. Eu ia de Quinta da Serradinha rosé 2024. Leve, versátil e com uma presença marcante: é ele que dá o tom à conversa e garante que, por mais improvisado que seja o plano, a qualidade da noite está assegurada.

PVP: 16€

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Situationships (aquela relação sem rótulos)

Nem namorados, nem apenas amigos. Para quem está naquela fase de "vamos ver no que vai dar", o vinho não pode ser nem muito sério (um tinto pesado de guarda), nem muito óbvio (um rosé cliché). Precisa de ser algo "cool", disruptivo e que gere conversa. O Espera Nat Cool Castelão 1L 2024 cumpre lindamente: directo, preciso e com frescura que prende atenção a cada gole. Acompanha a noite sem pedir definições (exactamente como vocês).

PVP: 14,26€

Jantar de amigos (o Anti-Dia dos Namorados)

Nada de velas nem menus para dois. A ideia é reunir a família escolhida, fugir dos casais nos restaurantes e passar horas entre petiscos e fofocas inevitáveis. Aqui o vinho precisa ter personalidade e agradar a todos. O Terras de Tavares Dão tinto 2002 chega com elegância e história: já amadureceu o suficiente, mas continua vivo o bastante para acompanhar a noite inteira. Tal como as boas amizades: passam pelo tempo e só ficam melhor.

PVP: 18,25€

Outros copos

Nunca subestime a escolha do sítio na hora de marcar um primeiro (um segundo, ou até mesmo um terceiro) encontro. Além do conselho – que é para a vida –, vamos mais longe e escolhemos os bares da cidade com um ambiente mais propício ao romance, ou capazes de potenciar a química entre os corpos. Para isso, contam os cantos e recantos, o número de pessoas, o volume da música, a intensidade da luz. Foi segundo estes critérios que chegámos à lista dos bares mais românticos de Lisboa. Não podemos fazer o trabalho todo por si, mas já é uma ajuda.

 

Durante um tempo, muita gente pensou que o vinho laranja era só uma moda passageira. Mas não: ele chegou para ficar. Também conhecido como ‘âmbar’ ou ‘branco de maceração’, é bastante antigo: nasceu há mais de 8 mil anos na Geórgia, quando deixavam uvas brancas fermentar com as cascas dentro de ânforas de barro (só as cascas das uvas, ok? Este vinho não tem nada adicionado da fruta laranja). Ou seja, o vinho laranja pode até parecer novo, mas é mais velho que a roda.

A difusão do vinho laranja para o cenário mundial começou na década de 1990, quando produtores do Friuli (Itália) e da vizinha Eslovênia, como Josko Gravner e Stanko Radikon, se inspiraram na técnica ancestral georgiana. Depois, o estilo cruzou fronteiras e, por volta de 2010, já brilhava nos copos dos wine bars de Londres e Nova Iorque. A chegada do Instagram, o culto do “natural” e a pandemia empurraram o vinho laranja do nicho para o desejo de muitos.

A diferença entre os brancos e os laranjas é simples: nos brancos, as cascas são separadas do sumo (mosto) logo que chegam da vinha; nos laranjas, elas ficam e fermentam junto. É essa maceração prolongada que faz o "milagre": confere a cor âmbar, a textura, os taninos e os aromas complexos de chá preto, frutas secas e casca de frutas cítricas, principalmente de laranja. Este branco, que ganhou corpo e alma de tinto, demonstrou ser extremamente versátil à mesa, harmonizando, principalmente, com pratos de especiarias complexas (como a culinária indiana e tailandesa) e queijos curados.

O que era nicho virou tendência, e hoje há vinhos laranja em quase todas as partes do globo, cada um com sua interpretação única da técnica ancestral. Se chegou até aqui e ficou com vontade de provar, a seguir indico cinco vinhos laranja que valem muito a pena.

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Não há como começar este artigo sem explicar o que são os vinhos fortificados doces: são vinhos que têm a sua fermentação alcoólica interrompida pela adição de aguardente, o que faz com que parte do açúcar natural da uva, que normalmente se transformaria em álcool, permaneça no vinho. Estes vinhos geralmente têm entre 15% e 22% de álcool por volume, tornando-os mais fortes e potentes do que a grande maioria dos vinhos tranquilos (aqueles que consumimos com mais frequência).

A técnica de fortificação foi originalmente criada para preservar os vinhos durante as longas navegações marítimas que aconteceram entre os séculos XV e início do XVII. Naquela época, os vinhos fortificados eram secos; já os fortificados doces, segundo a minha pesquisa, surgiram no século XVIII. Outros nomes utilizados para vinhos fortificados são licoroso ou generoso (uma fofura este último).

Agora que o leitor já sabe como são produzidos e uma fatia da sua história, está preparadíssimo para as dicas de fortificados doces que aí vem. 

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