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Caldeirinha
©José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa

5 coisas para descobrir na Graciosa

Faz parte do Grupo Central mas está fora do triângulo Faial - Pico - São Jorge e longe da influência da Terceira. Damos-lhe cinco motivos para ir até à Graciosa

Escrito por
Luís Leal Miranda
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É pequenina, é bonita e não tem água (exceptuando a salgada, claro). Ou tem pouca, pelo menos. E foi precisamente a demanda dela que acabou por moldar o conjunto das mais belas atracções da ilha.

O melhor da Graciosa

  • Atracções

As piscinas naturais do Carapacho são dos cenários mais bonitos das ilhas para ir a banhos: o Oceano todo à frente e nós ali encaixados numa moldura de basalto. E depois há as termas logo ao lado com a pequena piscina de água hipersalina, cloretada, bicarbonatada, rica em sais de magnésio e outros elementos da tabela periódica. A melhor parte? A água está a mais de 35 oC.

A estância termal existe desde o século XVIII e é recomendada para tratar “patologias do foro reumatológico” mas foi recentemente recuperada e funciona como uma espécie de spa: tem duches de jacto, massagens, jacuzzi e outras mordomias. Aberta durante a época termal: de 1 de Maio a 30 de Setembro. Ficar de molho 30 minutos custa 1€.

  • Atracções

Uma boa oportunidade para descer às entranhas da terra ou viver uma versão espeleológica da aventura do profeta Jonas, que se deixou engolir por uma baleia. A Furna do Enxofre é uma caverna lávica com um tecto em abóbada perfeita, fumarolas e uma lagoa. Em resumo, as vísceras de um vulcão adormecido. A descida faz-se através de uma impressionante torre de alvenaria, construída em , que parece saída de uma distopia medieval.

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A vista da Caldeirinha
©José Luís Ávila Silveira/Pedro Noronha e Costa

A vista da Caldeirinha

Por vezes a Graciosa, a segunda ilha mais pequena do arquipélago, pode parecer isolada. Mas num dia descoberto é possível observar a olho nu os seus familiares mais próximos, ali tão perto: Pico, Faial, São Jorge e Terceira. Para isso só tem de subir à Caldeirinha, perto da Serra Branca.

  • Restaurantes
  • Pastelarias

Antigamente chamavam-se Covilhetes de Leite e eram um doce omnipresente nas celebrações da ilha. Entretanto a sua confecção limitou-se à Vila da Praia e tornaram-se conhecidas como queijadas da praia. Porém, a sua fama ultrapassou a vila, foi conquistando admiradores além arquipélago e ganhou o nome da ilha que a viu nascer. Queijadas da Graciosa, finalmente, uma mistura gloriosa de leite, açúcar, manteiga e ovos, produtos açorianos transformados em pequenos e deliciosos bolos por Maria de Jesus Santos Bettencourt Félix, a detentora desta marca de origem e qualidade certificada.

Procure-as, fresquinhas, na Pastelaria Queijadas da Graciosa e aproveite para experimentar os Pastéis de arroz, um doce que esteve em vias de extinção.

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  • Atracções

Quase não há água na Graciosa, e portanto foi preciso inventar modos de retê-la. A necessidade aguçou o engenho e o resultado alimenta portefólios há décadas (e a imaginação há séculos). Tanques e chafarizes, encanamentos e lavadouros, bebedouros e poços, cisternas e pauis – há de tudo na Graciosa. O Tanque do Atalho, em Santa Cruz, chega a fazer lembrar uma mesquita subterrânea. Ou submarina (agora ficou difícil dizer). É o único visitável.

À descoberta dos Açores

  • Restaurantes

Deixe-se levar pela vistas e pelos trilhos mas quando lhe der a fome, não se deixe enganar. Não o deixamos arranjar lugar em qualquer buraco - vá por nós e encha a barriga com os melhores sabores dos Açores. 

  • Hotéis

São nove as ilhas e 21 as nossas sugestões. Dormir num destes hotéis é por si só uma experiência a não perder nos Açores. Já escolheu onde vai ficar depois daquele passeio e daquele mergulho?

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  • Coisas para fazer
  • Caminhadas e passeios

E aqui está o single de apresentação. O cartão de visita das nove ilhas, a canção que toda a gente anda a trautear. É a mais conhecida, a maior e a mais acessível das nove ilhas, aquela que está nas bocas do mundo – mas cuja dimensão e oferta podem ser demasiado grandes para mastigar. Não se preocupe, está aqui a papinha toda a feita: um roteiro para aqueles que querem passar um, dois ou três dias em São Miguel.

  • Viagens

As ruas Carvalho Araújo, Pedro Homem e D’Água, no centro histórico de Ponta Delgada, foram recuperadas e ganharam uma nova vida. O projecto Quarteirão agrega uma série de espaços como galerias, estúdios, livrarias, bares, ateliês, restaurantes e até uma tipografia. Há mais: uma praça com bancos desenhados pelo colectivo de arquitectos italianos Orizzontale para o Festival Walk & Talk, e onde qualquer um se pode sentar e mergulhar na cultura e arte local. O objectivo é continuar a trazer as indústrias criativas para o centro da cidade — e, para tal, o Quarteirão está num bom caminho. Damos-lhe cinco bons motivos para lá passar. Recomendado: As melhores coisas para fazer em São Miguel

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