A Love Supreme Xavier Durringer/ Artistas Unidos
DR | A Love Supreme , de Xavier Durringer/ Artistas Unidos
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As melhores peças de teatro e dança em Lisboa para ver em Junho

Há muitos e bons espectáculos para ver em Lisboa. Passámos a agenda em revista e trazemos-lhe as melhores sugestões para este mês.

Raquel Dias da Silva
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Em Lisboa, não faltam opções para ir ao teatro, muitas delas com preços bem apetecíveis (olá, dia do espectador). Mas algumas estão tão pouco tempo em cena que é preciso correr, já que nunca se sabe se (e quando) são repostas. Entre companhias históricas e emergentes, encenadores e actores conhecidos e até os que ainda estão a tentar conquistar o seu lugar, encontra-se um generoso conjunto de peças de teatro e dança a não perder em Junho. Aqui ficam as nossas sugestões, para que na hora de escolher seja tudo mais fácil. Bom espectáculo!

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As peças de teatro em Lisboa em Junho

  • Chiado

Quatro actores, a viverem diferentes fases das suas vidas, dividem o apartamento no Bairro Alto. António, o mais velho, tem de escolher as oito músicas que marcaram a sua vida como se essa fosse a sua última esperança. Bia, separada do marido, confronta-se com o afastamento da filha. Telma debate-se com a vontade de voltar ao palco, mas o pânico e a ansiedade que a ideia lhe provoca roubam-lhe a coragem. Já Carlos tenta, a todo o custo, conseguir trabalho, enquanto ignora o seu problema de surdez. Em cena de 3 a 14 de Junho, de quarta a sábado às 20.00 e domingo às 17.30, no São Luiz. O bilhete custa entre 12€ e 15€.

  • Castelo de São Jorge

Em palco, uma actriz e dois actores desdobram-se em várias personagens, cores e paisagens que povoam a obra pictórica de Amadeo de Sousa Cardoso. Pintor emblemático do modernismo e “esquecido” em Portugal durante mais de 50 anos, o espectáculo acompanha vários episódios da sua vida e do seu tempo, uns reais e outros ficcionados, mais as relações com amigos e familiares, artistas conhecidos e homens e mulheres comuns, que Amadeo passou para os seus quadros nas diversas fases porque passou a sua pintura. Em cena a 18 de Junho, quinta-feira às 19.30, no Teatro Taborda. O bilhete custa entre 6€ e 12€.

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  • Grande Lisboa

Num balneário de uma piscina, dois desconhecidos cruzam-se pela primeira vez. O cenário é comum, quase anónimo; o encontro, esse, não. Um impulso inexplicável faz cair as defesas e abre caminho a confidências cruas, fragmentos de vidas marcadas pela dor, pela solidão e pelos silêncios. Entre o cheiro a cloro e o vapor de água, nasce uma amizade improvável. Em cena de 19 a 20 de Junho, sexta e sábado às 21.00, no Teatro Bocage. O bilhete custa 18€.

  • Chiado

Partindo das Viagens de Gulliver: A Voyage to the Land of the Houyhnhnms e de várias referências culturais e representações do Cavalo e da sua relação com os seres humanos –, resultando num imaginário cheio de signos e significados, alguns problemáticos, outros idealizados –, este espectáculo explora como esse imaginário equestre se traduz na linguagem das Artes Performativas, clássicas e contemporâneas, de uma forma experimental, surpreendente e lúdica. Em cena de 19 a 21 de Junho, sexta às 18.00 e fim-de-semana às 15.00 e às 18.00, no São Luiz. O bilhete custa 12€.

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  • Lisboa

Com texto de Luís Camões e direcção artística, encenação e dramaturgia de Silvina Pereira, esta peça – que poderá ser vista no Auditório Camões e no Auditório de Santa Joana – recria a última aventura amorosa de Júpiter no mundo dos mortais. Para conquistar a virtuosa Almena, Júpiter assume a aparência física do seu marido, o general Enfatrião, enquanto este se encontra na guerra. A intriga atinge o seu auge com o regresso do verdadeiro Enfatrião, que se vê confrontado pela usurpação da sua identidade e da sua casa por um “duplo” divino. Em cena de 10 a 13 de Junho, quarta e sábado às 17.00 e às 21.00 e de quinta a sexta às 21.00, no Auditório Camões; e de 19 a 21 de Junho, de sexta a sabado às 21.00 e domingo às 17.00, no Auditório de Santa Joana.

  • Campo Grande/Entrecampos/Alvalade

A partir da obra homónima de Isabela Figueiredo, com encenação de Sofia de Portugal e dramaturgia de Marta Dias, este espectáculo fala-nos sobre amor-próprio, um imenso amor de juventude e o maior desgosto que se pode viver, com o Portugal florescente e contraditório do pós-25 de Abril como pano de fundo. A protagonista é Maria Luísa que, apesar de ter feito uma cirurgia de redução de peso, pensa “como gorda”. Em cena de 15 a 24 de Junho, de segunda a quarta-feira às 21.00, no Teatro Maria Matos. O bilhete custa 24€.

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  • Belém

Pode um filme em progresso ser uma performance? Joana Craveiro ensaia a resposta partindo de imagens que captou em duas viagens à Cisjordânia. Este espectáculo propõe um exercício de montagem em torno do que se viu e ouviu na Palestina, numa narrativa falada em português e árabe. Uma amálgama de memórias que questiona se o que ali se esconde é um acaso ou uma dramaturgia desenhada na própria paisagem. Em cena de 18 a 28 de Junho, de quinta a sexta às 20.00, sábado às 19.00 e domingo às 17.00, no Centro Cultural de Belém. O bilhete custa entre 12€ e 15€.

  • Chiado

A partir de uma leitura pós-contemporânea e multidisciplinar do clássico de Tchékhov, As Três Irmãs, Tita Maravilha propõe uma narrativa onde os conceitos basilares da sociedade normativa são revisitados a partir das subjectividades de cada uma das três personagens. Ao palco sobem Ivvi Romão, June João e Luan Okun. Em cena de 26 a 28 de Junho, de sexta a sábado às 20.00 e domingo às 17.30, no São Luiz. O bilhete custa enrte 12€ e 15€,

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  • Avenida da Liberdade/Príncipe Real

A partir do musical de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, com encenação de Paulo Sousa Costa e direcção musical de Carolina Puntel, esta peça narra, em formato de ópera-rock, a ascensão e queda de Eva Perón, a carismática e controversa primeira-dama da Argentina. Passado nas décadas de 1930 e 1940, o musical acompanha a trajectória de Eva Duarte, uma jovem ambiciosa que sai do interior em busca de fama e fortuna em Buenos Aires. Determinada a vencer, Evita envolve-se com figuras influentes até conhecer Juan Perón, um oficial militar e político em ascensão. Casando-se com ele, Eva torna-se numa das figuras mais adoradas pelo povo, símbolo de esperança e progresso social, mas também odiada por muitos, alvo de críticas e acusada de manipulação política e sede de poder. Em cena de 27 de Março a 28 de Junho, quinta e sexta às 21.00 e fim-de-semana às 16.00 e às 21.00, no Capitólio. O bilhete custa entre 25€ e 35€.

  • Parque das Nações

É dos musicais mais conhecidos da Broadway, já foi premiado com um Pulitzer e um Tony, e entretanto ganhou uma adaptação portuguesa, que regressa aos palcos em 2026, de 21 a 31 de Maio, no Coliseu de Lisboa. Com texto, música e letra originais de Jonathan Larson e dramaturgia de Lynn Thomson, é encenado por Sissi Martins e conta com a direcção artística de Michael Greif, encenador da versão original. A história passa-se em Nova Iorque dos anos 90 e centra-se num grupo de artistas e activistas que, mesmo sofrendo com dificuldades económicas e problemas de saúde, cantam acerca do amor e da superação. Em cena de 21 de Maio a 28 de Junho, quinta e sexta às 21.00, sábado às 16.00 e 21.00, e domingo às 16.00, o Casino Lisboa. O bilhete custa entre 26€ e 35€.

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  • Carnide/Colégio Militar

Na república dividida de Roma, a tensão entre Octávio e Marco António cresce. Mas o experiente general está mais interessado em viver a sua paixão com Cleópatra do que no futuro político do império. Uma hilariante peça sobre a paixão e dever a partir da peça clássica de Shakespeare. A adaptação e encenação é de Manuel Jerónimo. Em cena de 25 de Junho a 4 de Julho, de quinta a sábado às 21.00, na Boutique da Cultura. O bilhete custa 10€.

  • Avenidas Novas

Em Polo Norte, a mala voadora propõe uma sátira provocadora: e se o Éden nunca tivesse desaparecido, estando apenas soterrado e conservado no gelo? Sob esta premissa, o espectáculo questiona se o aquecimento global poderá ser a chave para derreter o gelo e devolver o Paraíso à humanidade. Uma reflexão irónica sobre a emergência climática que sugere usar o petróleo como uma espécie de óleo de extrema-unção. Em cena de 26 de Junho a 4 de Julho, de terça a sexta às 21.00 e sábado às 19.00, na Culturgest. O bilhete custa 16€.

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  • Lisboa

Sátira política escrita por Dario Fo em 1970, Morte Accidentale Di Un Anarchico resurge nesta produção original dos Lisbon Players, com um elenco exclusivamente feminino. A peça, baseada em factos reais, centra-se num impostor astuto que se infiltra numa esquadra da polícia em Milão para descobrir a verdade por trás da morte suspeita de um anarquista durante um interrogatório. Através de uma série de disfarces e perspicácia, os absurdos e contradições dentro da força policial são revelados, desafiando o público a reflectir sobre a natureza da verdade e da justiça numa sociedade corrupta. Em cena de 25 de Junho a 5 de Julho, quarta a sábado às 21.00 e domingo às 18.00, no Espaço Escola de Mulheres. O bilhete custa 12,50€.

  • Marvila

A partir da obra de Xavier Durringer, os Artistas Unidos apresentam A Love Supreme, que regressa aos palcos, após a estreia em 2025. A peça segue a história de Bianca, despedida do peep show do bairro de Pigalle, em Paris, onde trabalha há 32 anos. A partir do seu camarim, a stripper em final de carreira oferece o último espectáculo: uma viagem íntima à sua vida e ao mundo da noite. A encenação é de Andreia Bento e Nuno Gonçalo Rodrigues. Em cena de 18 de Junho a 11 de Julho, de terça a quarta às 19.30, de quinta a sexta às 21.00 e sábado às 16.00 e às 21.00, no Teatro Paulo Claro. O bilhete custa 7€ e 12€.

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  • Chiado

Com texto de Tom Schulman e encenação de Hélder Gamboa, leva-nos até um colégio interno dos Estados Unidos, onde “Tradição, Disciplina, Honra e Excelência”, os pilares de um ensino rígido e espartilhado, serão postos à prova pelo carismático professor de Literatura, John Keating. Instigando os jovens alunos a questionarem o mundo e a adoptarem novos pontos de vista, Keating vai provocar-lhes uma intensa catarse e grande perturbação na vida diária do colégio. Em cena de 30 de Abril a 2 de Agosto, de quarta a sábado às 21.00 e domingo às 16.30, no Teatro da Trindade. O bilhete custa entre 10€ e 22€.

O melhor da agenda cultural de Lisboa

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