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Museu do Oriente
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Ano Novo Chinês em Lisboa: um roteiro pela cidade

À boleia do Ano do Tigre levamo-lo a redescobrir o melhor da China em Lisboa, da comida aos eventos de celebração.

Escrito por
Cláudia Lima Carvalho
e
Joana Moreira
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Não há doze badaladas, muito menos doze passas e flutes de champanhe. O Ano Novo Chinês entra oficialmente a 1 de Fevereiro com o signo Tigre, mas as celebrações começam quando cada um quiser, sobretudo se for com a família ou um grupo de amigos reunidos à volta da mesa. Dos festejos que, mais um ano, acontecem online à programação do Museu do Oriente, a data não passa em claro. Depois, há sempre uma série de bons motivos para embarcar numa odisseia gastronómica pelos sabores do Império do Meio, tudo sem sair de Lisboa.

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Celebre na cidade

Assistir a espectáculos virtuais
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1. Assistir a espectáculos virtuais

Tal como no ano passado, os espectáculos voltam a acontecer exclusivamente online. A cerimónia de abertura está marcada para as 11.00 do dia 1 de Fevereiro em anonovochines.pt. A partir dessa hora, e nos dias seguintes, o site continuará a transmitir vários espectáculos a partir da China e de Macau. A transmissão é co-organizada pela Embaixada da China e pela Câmara Municipal de Lisboa.

Aprender numa visita guiada
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2. Aprender numa visita guiada

O Museu do Oriente organiza uma visita orientada temática em torno da chegada de mais um ano lunar. A visita “O Ano Novo Chinês no Museu do Oriente” acontece no primeiro dia do novo ano, 1 de Fevereiro, às 17.00, e a participação é gratuita mediante inscrição.

Museu do Oriente. 1 Fev (Ter) 17.00. Grátis.

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Ver as ruas decoradas
©Mariana Valle Lima

3. Ver as ruas decoradas

Algumas zonas da cidade, como a Praça Martim Moniz ou a Avenida Almirante Reis (onde em tempos pré-pandémicos não faltava o tradicional desfile) já estão decoradas com lanternas chinesas – e assim continuarão até dia 15 de Fevereiro. As decorações alusivas não só à chegada do ano do Tigre como à inauguração dos Jogos Olímpicos de Inverno Pequim 2022 deverão estender-se também ao Marquês de Pombal e aos Restauradores, adianta a Embaixada da China em Portugal à Time Out. No dia 30, a Avenida Infante D. Henrique encheu-se de pendões, que ali ficarão até 8 de Fevereiro.

Descobrir a arte de cortar papel
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4. Descobrir a arte de cortar papel

A arte chinesa de cortar papel é uma prática milenar. No programa de celebrações do Instituto Confúcio e da Universidade de Lisboa, que acontece apenas online, há espaço para aprender a fazê-lo, com o momento “Recorte de Papel Chinês: Árvore da Primavera a florescer”, conduzido pela professora Wang Jiangmei e pelo professor Liu Yifan.

Evento via Zoom. Grátis.

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Construir lanternas
©DR

5. Construir lanternas

O Festival das Lanternas marca o encerramento das comemorações de entrada no novo ano. O Museu do Oriente sugere aproveitar o sábado para construir exemplares originais das famosas lanternas chinesas. O ritual é para ser feito em família, com crianças dos 7 aos 12 anos.

Museu do Oriente. 12 Fev (Sáb) 11.00. 4,5€/ pessoa.

Celebre sentado à mesa

  • Restaurantes
  • Chinês
  • Parque das Nações

É um clássico e um dos melhores restaurantes chineses de Lisboa. O The Old House é sempre uma aposta ganha, independentemente da data, mas como seria de esperar o restaurante não deixa passar em branco o Novo Ano Chinês. Bastião da cozinha de Sichuan, conhecida por ser uma das regiões chinesas que mais uso faz de pimentas, chilis e malaguetas, no The Old House a festa faz-se em dois momentos. O primeiro arranca já esta quarta, com o restaurante a ter dois pratos icónicos com 50% de desconto – pato à Pequim (31,50€) e gambas a vapor com noodles translúcido (39,90€) – até ao dia 15 de Fevereiro. O segundo, como não podia deixar de ser, acontece na passagem de ano, a 31 de Janeiro. Não há um menu fixo, mas não faltam pratos à altura do momento, como o robalo cozido em molho picante (69€), o peixe assado da casa (69€), com brócolos, batata, tofu desfiado, alga chinesa, sésamo e amendoins –que pode ser pedido na versão picante, com a malagueta e a pimenta Sichuan–, ou as pernas de rã com folha de chá (29,90€). No final, não saia sem pedir a União Perfeita (10,90€), a sobremesa ideal para se partilhar, feita com mochis, habitualmente devorados nesta data por se acreditar que dão sorte.

  • Restaurantes
  • Asiático contemporâneo
  • Chiado
  • preço 2 de 4

O Boa-Bao pode bem dar a volta à Ásia, mas nos próximos dias é na China que se foca, ou que pelo menos lhe dá uma atenção especial, já que à carta habitual junta cinco novos pratos para celebrar o Ano Novo Chinês. Entre 28 de Janeiro e 6 de Fevereiro, aventure-se à mesa, qual tigre destemido. Cada prato tem um significado e prepare-se porque logo na entrada há um desafio com o jiaozi de porco e cebolinho chinês (9,50€). É que conta a lenda que quantos mais destes pequenos dumplings conseguir comer, mais riqueza atrairá no novo ano (boa sorte!). Segue-se o open bao “Lao Gan Ma Chili Crisp”, que tanto pode ser de porco (7,75€) como de proteína vegetal heura (7,50€) – o que interessa são os cogumelos que compõem ambos os recheios e que são associados aos desejos de uma vida longa. Para prato principal, a proposta do restaurante é um robalo frito com molho douchi (19,50€). Sabia que em mandarim “peixe” se pronuncia da mesma forma que “prosperidade”? No final, peça o doce chinês Jian Dui (7,50€), que mais não é do que umas bolinhas de uma massa de arroz glutinoso frita, recheadas de uma pasta de feijão doce e envolvidas em sementes de sésamo, decoradas com uma folha de ouro comestível. Se quiser, ou não puder sair de casa, o Boa-Bao (que também tem casa no Porto) faz-lhe chegar via Uber Eats os jiaozi de entrada e o robalo como prato principal.

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  • Restaurantes
  • Asiático contemporâneo
  • Avenida da Liberdade
  • preço 3 de 4

Se há restaurante que sabe como celebrar uma data especial é o JNcQUOI Asia, que nos tem vindo a habituar a semanas temáticas bem compostas. Para celebrar o novo ano chinês, há um menu exclusivo do chef cantonês Ku Yan, responsável pela cozinha chinesa do restaurante desde 2019. Entre 27 de Janeiro e 3 de Fevereiro, poderá provar, por exemplo, pintada assada com alho ao estilo cantonês (35€), robalo grelhado com molho de mel e vinagre com tomate cherry (45€) ou noodles salteados com vaca (27€). Antes disso, pode começar a refeição com um cheungfan de espinafres e vaca (20€) e uns rolos chineses de couve e cogumelos a vapor (18€). Para sobremesa, há bolo de pandan e creme de coco (10€). A harmonização faz-se com os vinhos chineses Chateau Changyu Moser. Mas nem só de comida se fará a festa, e durante estes dias, ao jantar, o JNcQUOI Asia será palco da tradicional Dança dos Leões. Haverá ainda uma árvore dos desejos, fortune cookies e os típicos envelopes vermelhos para que a sorte o acompanhe para lá do jantar.

Comer o mundo em Lisboa

  • Restaurantes
  • Japonês

A cozinha japonesa apareceu em Lisboa nos anos 1980 mas só nos anos 2000 atingiu o seu boom. Nos últimos anos a oferta de restaurantes tem crescido por toda a cidade, em parte por culpa dos buffets de sushi que democratizaram a relação dos portugueses com estas pecinhas de arroz e peixe cru. Nem tudo o que abriu, porém, tem a qualidade de matéria-prima desejada ou mãos que a saibam tratar como merece. E desengane-se se pensa que comida japonesa é só sushi. Na lista que se segue provamos-lhe que há muito mais a descobrir. São os melhores restaurantes japoneses em Lisboa.

Recomendado: Nestes restaurantes pan-asiáticos em Lisboa cabe a Ásia toda

  • Compras

Adora os chocolates e os refrigerantes americanos? A paçoca e o pão de queijo brasileiros? Não passa sem os temperos asiáticos e quer provar todos os queijos e enchidos típicos da bela Itália? Não se preocupe porque nós estamos aqui para ajudar. Com esta lista das melhores mercearias do mundo em Lisboa, metade do trabalho está feito. Agora, só precisa de sair de casa para encher a despensa como se tivesse acabado de chegar de viagem. Depois, convide os amigos e prepare um jantar como deve ser e com selo internacional.

Recomendado: Os 80 melhores restaurantes do mundo em Lisboa

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  • Restaurantes

Cura para constipações e ressacas, aconchego em dias frios, complemento em dias quentes, comida de conforto. O ramen ganhou espaço na cena gastronómica lisboeta e há cada vez mais sítios que o fazem – e bem feito – pela cidade. Alicerçado num caldo consistente, feito com carne de porco, vaca ou peixe, ao qual se juntam vegetais, ovos, legumes e claro, os noodles, o prato de consumo fácil, mas de preparação complexa parece ter conquistado o coração e estômago de muitos alfacinhas. A lista que se segue mostra-lhe quais os melhores sítios para comer ramen em Lisboa.

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