Os melhores restaurantes chineses em Lisboa

Há muito mais do que chop suey e banana fá si nestas mesas. Esta é a nossa lista dos melhores restaurantes chineses em Lisboa
Fotografia: Ana Luzia Dim sum do Estoril Mandarim, um dos melhores restaurantes chineses da cidade
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Os Golden Visa não melhoraram só o panorama do imobiliário da cidade. A procura de comida chinesa autêntica e regional aumentou e já não é tudo arroz chau chau e rebentos de soja. Do Martim Moniz ao Estoril, consegue-se comer de tudo um pouco, mesmo que por vezes tenhamos de ir ao apartamento dos senhores. Estes são os melhores restaurantes chineses em Lisboa

Os melhores restaurantes chineses em Lisboa

Estoril Mandarim - Dim Sum com Ovas de Peixe Voador
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Chinês

Estoril Mandarim

icon-location-pin Cascais

Quando os restaurantes se tornam instituições correm o risco de se acomodarem. Não foi isso aconteceu com o Estoril Mandarim, que continua a ser o melhor restaurante chinês de fine dining da Grande Lisboa (do país!). A lista de pratos e sobremesas é quase interminável: tem caldos reconfortantes, assados, barbatanas de tubarão e ninhos de andorinha, abalones e mariscos secos. E tem os dim sums mais delicados (só aos almoços) e com melhor produto. É prova disso o siu-mai, que aqui leva ovas de caranguejo no topo; mas também o incomparável há-kau, a massa com as dobras perfeitas, transparentes, e lá dentro gambas e cogumelos brancos picados, ou os rolos de farinha de arroz, onde aparece sempre um toque de sofisticação no recheio, sejam espargos ou porco assado. É também obrigatório provar os pastéis de nata chineses: são da família dos de Belém mas superiores a muitas natas aclamadas. 

A não perder: Chu-cheong-fan, um dumpling com massa de farinha de arroz glutinoso em forma longilínea, a textura macia como cetim, com gambas e espargos verdes frescos, ambos cozinhados no ponto. 5,50€.

Raviolis de cristal com gambas do Hong Kong Grand Palácio
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Chinês

Grande Palácio Hong Kong

icon-location-pin Lisboa

Foi a primeira montra a sério de dim sum em Lisboa e ainda hoje é absolutamente incontornável. A sala deste restaurante – também conhecido como o “chinês perto da Portugália” – está sempre cheia de uma mistura ruidosa de gourmands (chefs com programas na TV incluídos, de Sá Pessoa a Ljubomir Stanisic), famílias chinesas (sobretudo aos domingos), macaenses e todo o tipo de pessoas que apreciam comida chinesa para lá do chop suey. É verdade que há quem critique o estilo da maioria das empregadas, pessoas de grande competência técnica, ferreamente monoglotas, sisudas e adeptas de uma gestão pragmática dos lugares disponíveis (insista em recusar os lugares junto à porta). Mas isso não desmerece nem a cozinha nem o menu, um verdadeiro tratado (extenso e ilustrado) de dim sums da zona de Cantão, que tem sido praticamente decalcado pelo resto da concorrência. Os dumplings são bons, mas o resto da comida também é de qualidade (grande sopa ácida-picante) e podem-se experimentar coisas mais exóticas, como as tripas, as patas de galinha e as línguas de pato.


A não perder: Raviólis de cristal com gambas. 3,95€.


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Pratos do Mi dai
Fotografia: Ricardo Dias Felner
Restaurantes, Chinês

Mi Dai

icon-location-pin Martim Moniz

Para se descobrir o nome deste restaurante do Martim Moniz é preciso ler o papel com a licença afixado na parede, junto ao balcão. De resto, nem letreiro, nem menu, nem nada escrito em português. Talvez por isso, e porque o despojamento é total, alguns (muito poucos) conheçam o sítio por “cantina chinesa”. Come-se uma excelente sopa de noodles com carne, entrecosto frito com alho, lulas com pickles de couve, caranguejo, espinafres de água salteados e outros legumes no wok. Para escolher é simples: aproxime-se do balcão frigorífico, mostruário do produto pronto a cozinhar, e aponte para as travessas que quer.

A não perder: Curgete roxa com carne de porco (5€).

A Time Out diz
Arroz de galinha enrolado em folha de lodao do Yum Cha Garden
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Chinês

Macau Dim Sum

icon-location-pin Oeiras

Chamava-se Yum Cha Garden, mas mudou de nome recentemente. O interessa, todavia, é que tudo o que é feito por este restaurante, aberto em 2010 numa praceta residencial de Oeiras, continua a ser bom. Há quem lá vá pelo pato à Pequim, quem prefira os dumplings, quem nunca falhe as massas. Liu Yun Zhi é o chef da casa, um especialista em raviólis com passagem pela Holanda. Há mais de 55 dim sums diferentes, feitos na hora, só depois de o cliente os pedir. Quanto ao pato à Pequim é cozinhado sem saltar procedimentos. E são muitos e demorados, quase 24 horas de confecção, incluindo a secagem durante 12 horas (29,50€/inteiro e 15,95€/metade). O restaurante abriu um estabelecimento em Lisboa, ao pé do Centro Comercial Amoreiras, mas nós continuamos a preferir ir até à casa-mãe, em Oeiras. Vale a viagem.

A não perder: Rolos de farinha de arroz com gambas com mel, ou simples. 3,75€.  

A Time Out diz
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clandestino n12
Fotografia: Ricardo Dias Felner
Restaurantes, Chinês

12, 1º Andar

icon-location-pin Martim Moniz

Às vezes é difícil saber o que é legal ou ilegal no Martim Moniz. O sítio parece-se com outros clandestinos de comida da zona, mas tem anúncio na rua, mesmo ao lado do supermercado chinês Hua Ta Li. No que para aqui interessa, importa que serve uma das melhores sopas de noodles chineses da cidade. A massa é feita na casa, no momento, e o caldo tem um sabor profundo a osso e especiarias. Há várias modalidades, todas entre os 5€ e os 6€, mas nós sugerimos a clássica de porco, com um pedaço de entrecosto assado imerso, a desfazer-se. O ambiente é o de um restaurante popular de Pequim, sem requinte nem cuidados estéticos, cheio de chineses e de alguns tugas entretanto rendidos aos noodles.  

A não perder:
 Sopa de noodles com carne de porco. 5€.

A Time Out diz
Restaurantes, Chinês

Mr. Lu

icon-location-pin Lisboa

Zhiaming Lu não fala português mas vale a pena tentar perceber os seus produtos. Há três anos, Mr. Lu era uma figura de filme, um cozinheiro blasé que servia num apartamento da Rua do Benformoso, terminando as jornadas com um cigarro na sala de refeições. Do seu restaurante clandestino para a Rua António Pedro, com direito a montra e retrato do artista, foi um ápice. O sucesso repentino obrigou-o a abrir nova casa, a poucos metros deste, mas este continua a ser o seu poiso preferido e onde se come melhor. A carta mantém-se fiel ao período inicial do Benformoso, com destaque para uma secção inteira de picantes, onde se destaca a magnífica entremeada de porco picante à moda de Sichuan (6,80€). De resto, é um dos restaurantes da cidade a ter pernas de rã bem fritas e tem um excelente prato de assinatura do chef, o peixe com molho agridoce (12€). Há tambémvários pratos feitos no wok e muitas espetadinhas. O serviço, frequentemente caótico, não apaga o valor de uma das cozinhas chinesas mais autênticas da cidade.   

A não perder: Carne de porco picante à Sichuan (6,80€). 

A Time Out diz
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Restaurantes, Chinês

The Old House

icon-location-pin Parque das Nações

Foi o primeiro espaço a levar os apreciadores de cozinha chinesa ao Parque das Nações, um sítio que nos tem dado, surpreendentemente, cada vez mais motivos gastronómicos de visita (entre outras novidades, abriu uma nova pizzaria ZeroZero por essas bandas). Vem directamente da região de Sichuan, conhecida por ser a mais gourmet do país e também a que mais uso faz de pimentas, chilis e malaguetas. Os produtos são de qualidade acima da média e o mesmo vale para a técnica dos cozinheiros, recrutados na origem. O equipamento da megacozinha tem muita aparelhagem de ponta, o que dará muito jeito se quiser reservar uma das bonitas salas privadas para um jantar de grupo.  Para além de coisas menos conhecidas, há também um bom pato à Pequim, servido com a pele solta (26,90€, metade).

A não perder: Frango The Old House (12,90€).

A Time Out diz
Nova Ásia
©DR
Restaurantes, Chinês

Nova Ásia

icon-location-pin Alvalade

Este Nova Ásia, mesmo em frente ao Centro Comercial Alvalade, onde está desde 1990, é um chinês para iniciados ou, se quisermos, para meninos (a Av. de Roma está a menos de 100 metros). Mas às vezes é disso que precisamos: de um sítio para levar aquela pessoa relutante a chinesices; ou a outra que até gosta de cozinha étnica mas não come com pauzinhos (a mesa é posta com talheres); ou da que não dispensa um espaço com pinta, mesmo se o jantar for arroz chau chau, banana fá si ou pato, sobretudo pato. A fama do restaurante vem deste prato. Há as versões lacado à Pequim (médio 18€), assado à Pequim (pequeno 9€) e o especial à Pequim (para três ou quatro pessoas, 40€). As versões normais trazem os acompanhamentos do costume: panquecas, alho francês (ou cebolo) e molho hoisin (feito de pasta de feijão, vinagre e cinco especiarias, mistura anisada que os iniciados acham de sabor farmacêutico mas que se torna num exotismo essencial). O especial à Pequim inclui caldo, febras, a pele (maravilhosa, a lembrar leitão) – tudo de pato, claro – e legumes.  

A não perder: Pato especial à Pequim (40€, para três ou quatro pessoas).

 

A Time Out diz
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Dim sum do Dim Sum
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes, Chinês

Dim Sum

icon-location-pin Oeiras

O antigo Dim Sum do Cacém mudou-se em 2014 para Oeiras e ganhou um restaurante do tamanho de uma sala de banquetes, com mesas bem-postas e candeeiros coloridos e ofuscantes. De resto, estamos na casa de gente de Macau – e isso nota-se em alguns pratos da carta que só há aqui, influenciados naturalmente pelos ventos de Cantão, mesmo ali ao lado. Se estiver sozinho e sem nada para fazer, entretenha-se a desvendar a lógica da numeração dos pratos da carta (há mesmo 531 pratos? o que significa o “A” antes do número e o “b” depois do número?). Qualquer dúvida, a simpática dona tem sempre o prazer de explicar tudo em português fluente.

A não perder: Alface com carne de pato. 1,95€ (a unidade).

Frango Kong Pao com amendoins da Dinastia Tang
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Chinês

Dinastia Tang

icon-location-pin Marvila

Bate os outros aos pontos na decoração e no sossego. Além do mais usa produtos de qualidade acima da média, como é o caso do tofu de seda, suavíssimo, com ovo de pata chinesa. Entre os petiscos, aconselham-se ainda o entrecosto (pequenos pedaços para chuchar), e as patas de frango (molho secreto, nem a dona conseguiu arrancar a receita ao cozinheiro). Estes bolos de massa de arroz (parecidos com os mochi, comprados nos supermercados do Martim Moniz) levam tempo a preparar mas são obrigatórios, juntando o textura elástica e ligeiramente doce da farinha de arroz com o torrado do sésamo e do amendoim. O projecto é de um casal sino-português (da Marisa Cerqueira e do marido, chinês, Binlu Zhuque) que apostou em trazer para Marvila um restaurante de fine dining chinês e um chef chinês talentoso.

A não perder: Frango Kong Pao com amendoins (9,90€).

A Time Out diz
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Confraria LX
©DR
Restaurantes, Japonês

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