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Os melhores restaurantes chineses de Lisboa

Há muito mais do que chop suey e banana fá si nos restaurantes chineses de Lisboa. Esta é a lista das nossas mesas de eleição

Fotografia: Ana Luzia
Dim sum do Estoril Mandarim, um dos melhores restaurantes chineses da cidade

Os Golden Visa não melhoraram só o panorama do imobiliário da cidade. A procura de comida chinesa autêntica e regional aumentou e já não é tudo arroz chau chau e rebentos de soja. Do Martim Moniz ao Estoril, consegue-se comer de tudo um pouco, mesmo que por vezes tenhamos de ir ao apartamento dos senhores. 

Os melhores restaurantes chineses de Lisboa

Estoril Mandarim

Escolha dos críticos

Quando os restaurantes se tornam instituições correm o risco de se acomodarem. Não foi isso aconteceu com o Estoril Mandarim, que continua a ser o melhor restaurante chinês de fine dining da Grande Lisboa (do país!), e ainda tem os dim sums mais delicados e com melhor produto. Apesar de o chef de cozinha ter saído em 2013, o mestre de dim sums Chan Kam Leong, há 14 anos na casa, mantém-se no seu posto de comando e em forma. É prova disso o siu-mai, que aqui leva ovas de caranguejo no topo; mas também o incomparável há-kau, a massa com as dobras perfeitas, transparentes, e lá dentro gambas e cogumelos brancos picados, ou os rolos de farinha de arroz, onde aparece sempre um toque de sofisticação no recheio, sejam espargos ou porco assado. É também obrigatório provar os pastéis de nata chineses: são da família dos de Belém mas superiores a muitas natas aclamadas. A única coisa absolutamente lamentável é que tudo isto só possa ser provado aos almoços, de quarta-feira a domingo.

A não perder: Chu-cheong-fan, um dumpling com massa de farinha de arroz glutinoso em forma longilínea, a textura macia como cetim, com gambas e espargos verdes frescos, ambos cozinhados no ponto. 5,50€.

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Cascais

Grande Palácio Hong Kong

Foi a primeira montra a sério de dim sum em Lisboa e ainda hoje é absolutamente incontornável. A sala deste restaurante – também conhecido como o “chinês perto da Portugália” – está sempre cheia de uma mistura ruidosa de gourmands (chefs com programas na TV incluídos, de Sá Pessoa a Ljubomir Stanisic), famílias chinesas (sobretudo aos domingos), macaenses e todo o tipo de pessoas que apreciam comida chinesa para lá do chop suey. É verdade que há quem critique o estilo da maioria das empregadas, pessoas de grande competência técnica, ferreamente monoglotas, sisudas e adeptas de uma gestão pragmática dos lugares disponíveis (insista em recusar os lugares junto à porta). Mas isso não desmerece nem a cozinha nem o menu, um verdadeiro tratado (extenso e ilustrado) de dim sums da zona de Cantão, que tem sido praticamente decalcado pelo resto da concorrência. Os dumplings são bons, mas o resto da comida também é de qualidade (grande sopa ácida-picante) e podem-se experimentar coisas mais exóticas, como as tripas, as patas de galinha e as línguas de pato.


A não perder: Raviólis de cristal com gambas. 3,95€.


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Lisboa

Mi Dai

Para se descobrir o nome deste restaurante do Martim Moniz é preciso ler o papel com a licença afixado na parede, junto ao balcão. De resto, nem letreiro, nem menu, nem nada escrito em português. Talvez por isso, e porque o despojamento é total, alguns (muito poucos) conheçam o sítio por “cantina chinesa”. Come-se uma excelente sopa de noodles com carne, entrecosto frito com alho, lulas com pickles de couve, caranguejo, espinafres de água salteados e outros legumes no wok. Para escolher é simples: aproxime-se do balcão frigorífico, mostruário do produto pronto a cozinhar, e aponte para as travessas que quer.

A não perder: Curgete roxa com carne de porco. 5€.

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Martim Moniz

Macau Dim Sum

Chamava-se Yum Cha Garden, mas mudou de nome recentemente. O interessa, todavia, é que tudo o que é feito por este restaurante, aberto em 2010 numa praceta residencial de Oeiras, continua a ser bom. Há quem lá vá pelo pato à Pequim, quem prefira os dumplings, quem nunca falhe as massas. Liu Yun Zhi é o chef da casa, um especialista em raviólis com passagem pela Holanda. No Yum Cha Garden há mais de 55 dim sums diferentes, feitos na hora, só depois de o cliente os pedir. Quanto ao pato à Pequim é cozinhado sem saltar procedimentos. E são muitos e demorados, quase 24 horas de confecção, incluindo a secagem durante 12 horas (29,50€/inteiro e 15,95€/metade). O restaurante abriu um estabelecimento em Lisboa, mas nós continuamos a preferir ir até à casa-mãe, em Oeiras. Vale a viagem.

A não perder: Rolos de farinha de arroz com gambas com mel, ou simples. 3,75€.  

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Oeiras

12, 1º Andar

Às vezes é difícil saber o que é legal ou ilegal no Martim Moniz. O sítio parece-se com outros clandestinos de comida da zona, mas tem anúncio na rua, mesmo ao lado do supermercado chinês Hua Ta Li. No que para aqui interessa, importa que serve uma das melhores sopas de noodles chineses da cidade. A massa é feita na casa, no momento, e o caldo tem um sabor profundo a osso e especiarias. Há várias modalidades, todas entre os 5€ e os 6€, mas nós sugerimos a clássica de porco, com um pedaço de entrecosto assado imerso, a desfazer-se. O ambiente é o de um restaurante popular de Pequim, sem requinte nem cuidados estéticos, cheio de chineses e de alguns tugas entretanto rendidos aos noodles.  

A não perder:
 Sopa de noodles com carne de porco. 5€.

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Martim Moniz

Mr. Lu

Há três anos, Mr. Lu era uma figura de filme, um cozinheiro blasé que servia num apartamento da Rua do Benformoso, terminando as jornadas com um cigarro na sala de refeições. Do seu restaurante clandestino para a Rua António Pedro, com direito a montra e retrato do artista, foi um ápice. O sucesso repentino obrigou-o a abrir nova casa, mas este continua a ser o seu poiso preferido e onde se come melhor. A carta mantém-se fiel ao período inicial do Benformoso, com destaque para uma secção inteira de picantes, onde se destaca a magnífica entremeada de porco picante à moda de Sichuan (6,80€). De resto, é um dos restaurantes da cidade a ter pernas de rã bem fritas e tem um excelente prato de assinatura do chef, o peixe com molho agridoce (12€). O serviço, frequentemente caótico, não apaga o valor de uma das cozinhas chinesas mais autênticas da cidade.   

A não perder: Carne de porco picante à Sichuan. 6,80€. 

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Lisboa

The Old House

Apareceu como a grande novidade da cozinha étnica, há dois anos, levando os apreciadores de cozinha chinesa ao Parque das Nações, um sítio que nos tem dado poucos motivos gastronómicos de visita. Vem directamente da região de Sichuan, conhecida por ser a mais gourmet do país e também a que mais uso faz de pimentas e malaguetas. Os produtos são de qualidade acima da média e o mesmo vale para a técnica dos cozinheiros, recrutados na origem. O equipamento da megacozinha tem muita aparelhagem de ponta, o que dará muito jeito se quiser reservar uma das bonitas salas privadas para um jantar de grupo.  Para além de coisas menos conhecidas, há também um bom pato à Pequim, servido com a pele solta (26,90€, metade).

A não perder: Frango The Old House. 12,90€.

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Parque das Nações

Nova Ásia

Este Nova Ásia, mesmo em frente ao Centro Comercial Alvalade, onde está desde 1990, é um chinês para iniciados ou, se quisermos, para meninos (a Av. de Roma está a menos de 100 metros). Mas às vezes é disso que precisamos: de um sítio para levar aquela pessoa relutante a chinesices; ou a outra que até gosta de cozinha étnica mas não come com pauzinhos (a mesa é posta com talheres); ou da que não dispensa um espaço com pinta, mesmo se o jantar for arroz chau chau, banana fá si ou pato, sobretudo pato. A fama do restaurante vem deste prato. Há as versões lacado à Pequim (médio 18€), assado à Pequim (pequeno 9€) e o especial à Pequim (para três ou quatro pessoas, 40€). As versões normais trazem os acompanhamentos do costume: panquecas, alho francês (ou cebolo) e molho hoisin (feito de pasta de feijão, vinagre e cinco especiarias, mistura anisada que os iniciados acham de sabor farmacêutico mas que se torna num exotismo essencial). O especial à Pequim inclui caldo, febras, a pele (maravilhosa, a lembrar leitão) – tudo de pato, claro – e legumes.  

A não perder: Pato especial à Pequim. 40€, para três ou quatro pessoas.

 

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Alvalade

Dim Sum

O antigo Dim Sum do Cacém mudou-se em 2014 para Oeiras e ganhou um restaurante do tamanho de uma sala de banquetes, com mesas bem-postas e candeeiros coloridos e ofuscantes. De resto, estamos na casa de gente de Macau – e isso nota-se em alguns pratos da carta que só há aqui, influenciados naturalmente pelos ventos de Cantão, mesmo ali ao lado. Se estiver sozinho e sem nada para fazer, entretenha-se a desvendar a lógica da numeração dos pratos da carta (há mesmo 531 pratos? o que significa o “A” antes do número e o “b” depois do número?). Qualquer dúvida, a simpática dona tem sempre o prazer de explicar tudo em português fluente.

A não perder: Alface com carne de pato. 1,95€ (a unidade).

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Oeiras

Dinastia Tang

Bate os outros aos pontos na decoração e no sossego. Além do mais usa produtos de qualidade acima da média, como é o caso do tofu de seda, suavíssimo, com ovo de pata chinesa. Entre os petiscos, aconselham-se ainda o entrecosto (pequenos pedaços para chuchar), e as patas de frango (molho secreto, nem a dona conseguiu arrancar a receita ao cozinheiro). Estes bolos de massa de arroz (parecidos com os mochi, comprados nos supermercados do Martim Moniz) levam tempo a preparar mas são obrigatórios, juntando o textura elástica e ligeiramente doce da farinha de arroz com o torrado do sésamo e do amendoim. O projecto é de um casal sino-português, que apostou em trazer para Marvila um restaurante de fine dining chinês e um chef chinês talentoso.

A não perder: Frango Kong Pao com amendoins. 9,90€.

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Marvila

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Por Mariana Correia de Barros

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