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Galerias de Lisboa: um roteiro alternativo em dez passos

Da fotografia à pintura, da ilustração à arte urbana. Entre talentos emergentes e nomes consagrados, conheça dez espaços menos óbvios na cena artística de Lisboa

Fotografia: Arlindo Camacho
A Ó Galeria, na Mouraria

Enamorar-se de uma peça de design nórdico e aproveitar para ver o que está exposto nas paredes de uma loja no Cais do Sodré. Ir fazer compras à Mouraria e encontrar ilustrações no lugar de um antigo minimercado. Passear por Santos e acabar entre arte contemporânea e tatuagens. Todos estes cenários são possíveis e há muitos mais a descobrir na Lisboa de todas as artes. Venha daí. 

Dez galerias de Lisboa

Galeria Madragoa

É fácil adivinhar em que bairro alfacinha abriu as suas portas, em Abril de 2016. Na Galeria Madragoa, uma das mais recentes na cidade, a arte contemporânea concentra as atenções dos seus fundadores, o italiano Matteo Consonni e o português Gonçalo Jesus, apostados em cavalgar a onda cool que varre a capital. Um encontro latino firmado nesta zona histórica de Lisboa, de portas abertas para o mundo, já que o espaço pretende trabalhar com artistas nacionais e internacionais. Luís Lázaro Matos e Sara Chang Yan (Portugal), Renato Leotta (Itália), Adrián Balseca (Equador), Joanna Piotrowska (Polónia), e Rodrigo Hernandez (México), são os nomes em destaque.

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Estrela/Lapa/Santos

A Pequena Galeria

Evoca a história da The Little Galleries of the Photo-Secession, uma galeria fundada a 24 de Novembro de 1905, por Alfred Stieglitz e Edward Steichen em Nova Iorque, mas o espaço é bem lisboeta. Pequeno em tamanho, justamente grande na ambição. A fotografia e o coleccionismo são a alma desta galeria na 24 de Junho. A equipa de associados é composta por Carlos Oliveira Cruz, António Luís de Sousa, Luís Pereira, Alexandre Pomar, Guilherme Godinho, Carlos Gonçalves e Bernardo Trindade.

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Cais do Sodré

Galeria Bangbang

Nasceu em 2013, focada na mostra de obras contemporâneas. A juventude é uma das marcas dos artistas nacionais e internacionais cujas diferentes expressões artísticas ganham forma na Bangbang. Miguel Bonneville, Bárbara Assis Pacheco, Susana Guardado e Pedro Gallego são apenas alguns dos artistas convidados. "Tremor", de Henrique Vieira Ribeiro, foi uma das mostras mais recentes neste endereço a um passo do Hospital Miguel Bombarda.

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Lisboa

Ó Galeria

Tudo começou no Porto, até que a casa-mãe decidiu dar um pulo até Lisboa e assim, em 2015, a Ó Galeria abriu portas em regime pop up store no espaço que antes pertenceu a um minimercado, em plena Mouraria. O conceito, fundado por Ema Sara Ribeiro, mantém-se. Por aqui passa o melhor da ilustração, com vários artistas da Invicta em destaque. "Onde há um lugar", de Daniel Moreira, marcou a agenda de Outubro.

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Castelo de São Jorge

Wozen

Imagine um espaço onde as exposições e residências artísticas se associam a tatuagens e até a bebés a pintar. Não é preciso imaginar mais. Tudo isto pode acontecer na Wozen (um acrónimo para World Citizenship), o espaço de encontro e disseminação da arte nas Janelas Verdes, ou uma galeria muito pouco convencional que funciona como estúdio vivo, sem fronteiras. O projecto é fresco, nasceu em 2016 em Lisboa, e resulta do encontro de mentes portuguesas e cariocas. À frente desta morada vizinha do Museu de Arte Antiga estão Kiki Caldas, Felipe Kopanski, João Marcus Calvacanti e Rique Inglez.

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Estrela/Lapa/Santos

Abysmo Galeria

Falemos de livros, estendendo o tópico a todos os seus produtos derivados. A ilustração e o design assumem o protagonismo na Abysmo, uma montra privilegiada das edições que não se preocupa muito com fronteiras. Este é um projecto da editora com o mesmo nome, criada por João Paulo Cotrim, que em 2013 inaugurou este espaço no Chiado. Ilustrações do arquitecto Siza Vieira assinalavam então o arranque deste destaque concedido à imagem. 

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Chiado

Zaratan

É numa simpática esquina que se esconde e revela a Zaratan, onde a arte contemporânea, pensada pelos artistas que gerem a casa, se encontra com eventos paralelos, como a música e a performance. Outro dos pontos altos é a produção e publicação de múltiplos de arte, livros e edições de artistas, uma actividade estreada em 2015 quando a galeria abriu o Espaço Múltiplo, pequeno arquivo fundado em parceria com a 1359 (impressão e edição) e com a Associação Terapêutica do Ruído (promotor de música experimental). Aqui é possível aceder a uma selecção de temas e artistas do panorama actual da arte, da edição à música.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Verso Branco

Não estranhe se a Verso Branco lhe parecer diferente sempre que passa pela Rua da Boavista. Esta loja de decoração, ateliê e galeria de arte aposta na mudança constante de visual, o que pode ser um enorme problema para quem costuma ficar a babar na montra: o mobiliário com pinta nórdica e as peças com assinatura portuguesa nunca mais acabam, e só apetece comprar tudo. Pelo meio, o espaço acolhe exposições de arte. Até dia 12 de Novembro, vale a pena ver a exposição de Sérgio Condeço.

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Chiado/Cais do Sodré

Galeria Belo-Galsterer

Alda Veronica Galsterer representa Alexandre Conefrey, Juliane Solmsdorf, Marcelo Costa, Mário Macilau, Mel O'Callaghan, Pedro Calapez, e Pedro Sousa Vieira. Mas o cardápio de artistas alarga-se se contarmos com convidados como Ana Jotta ou Jorge Molder. Não esquecer também participações de Cristina Ataíde, Carolina Almeida, Pedro Proença, Susana Anágua, Friederike Just, João Grama, Marta Alvim, entre outros. A Belo-Galsterer centra-se na arte contemporânea, ocupando desde 2012 o primeiro andar de um edifício art déco dos anos 40.

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Avenida da Liberdade/Príncipe Real

Galeria Underdogs

Hub criativo, residência artística e o que mais encontrar na Underdogs, uma das mecas da cultura visual e arte urbana, que já leva seis anos de vida. É aqui, num armazém de Marvila em tamanho XL, que desfilam trabalhos como os de Wasted Rita ou André da Loba. Já em Dezembro de 2014 surgia a respectiva Art Store, agora no Cais do Sodré, que assistiu ao cruzamento do projecto de Alexandre Farto (aka Vhils) com a Montana, a loja de material para writers de Miguel Negretti. Aproveite para tomar um café artesanal, provar um bagel, e espreitar as edições com o carimbo da casa.

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Marvila

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