Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Minirroteiro pela Mouraria típica

Minirroteiro pela Mouraria típica

Estamos no ano 2019 d.C. e toda a Lisboa está ocupada por turistas, tuk-tuks, hostels e lojas de souvenirs. Toda? Olhe que não.

Mouraria
Fotografia: Arlindo Camacho
Por Editores da Time Out Lisboa |
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"Ai mouraria, dos rouxinóis nos beirais, dos vestidos cor-de-rosa, dos pregões tradicionais." A Mouraria é o berço do fado e serviu de inspiração a inúmeras canções, como esta de Fernando Valério para Amália Rodrigues. E o bairro típico mais atípico de Lisboa é ainda hoje o sítio ideal para quem quer visitar o que resta da Lisboa do fado e das tascas. A Mouraria pode estar a ficar mais cosmopolita, mas mantém-se bairrista e habitada por irredutíveis lisboetas que resistem sempre ao invasor. Bem-vindo à Mouraria típica. Siga este minirroteiro e descubra o que fazer na Mouraria.

Recomendado: Renovar outra vez a Mouraria com uma loja-oficina

O que fazer na Mouraria típica

Museus, Música

Casa Fernando Maurício

icon-location-pin Martim Moniz

Este pequeno museu celebra a vida do fadista mais querido da Mouraria e a segunda figura mais presente na iconografia do bairro – a seguir à fadista Severa. Em três salas podemos ver objectos pessoais, fotografias, prémios, cartazes, discos e letras que nos dão uma perspectiva geral sobre a vida e obra d’O Rei Sem Coroa, como também era conhecido. Entrada: 1€.

oficina santa rufina
Fotografia: Inês Félix
Compras, Arte, artesanato e passatempos

Oficina Santa Rufina

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Um espaço que mora na colina do Castelo há cerca de cinco décadas, mas que é mais famoso entre quem nos visita. Poucos portugueses tocam à campainha da oficina hoje liderada pela artesã e desenhadora Cristina Lopes, nascida na Mouraria e formanda de Querubim Lapa na António Arroio. Começou a trabalhar nesta oficina com apenas 19 anos, conhece bem os cantos à casa e os cantos de todo o tipo de azulejos. 

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Restaurante Zé da Mouraria
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes

Quem é afinal o Zé da Mouraria?

icon-location-pin Martim Moniz

Chama-se Virgílio, tem 55 anos e é minhoto. Não, não há nenhum Zé naquele que é o restaurante mais popular da Mouraria. Houve, em tempos, um galego com esse nome que ali abriu uma casa de grelhados – o Zé dos Grelhados. Há 17 anos, quando Virgílio decidiu abrir ali o seu restaurante, homenageou o antigo dono, mantendo o nome (e acrescentou o “da Mouraria” para dar com o bairro). Com a nova gerência chegou também o bacalhau assado à Zé da Mouraria (16,50€): “São boas postas de bacalhau, altas. Depois de grelhadas no carvão tira-se a espinha e junta-se grão do bom, batata assada e azeite. É muito simples”, explica Virgílio. Simples e muito bom, a julgar pela agitação à hora de almoço e à loucura do jantar: para arranjar mesa no Zé da Mouraria II, o segundo restaurante, na Rua Gomes Freire, que serve só jantares, pode ter de reservar com 15 dias de antecedência.

A Time Out diz
Zé dos Cornos
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Português

Zé dos Cornos

icon-location-pin Castelo de São Jorge

Resvés Martim Moniz, está uma tasca famosa pelo entrecosto grelhado, pelo arroz de feijão e pelo vinho que se bebe como um refresco e que bate como os refrescos não batem. A gerência é minhota e está ali desde 1955, por isso respeite a tradição e coma o entrecosto com as mãos.

A Time Out diz
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Pastel da Mouraria
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Pastelarias

Pastel da Mouraria, uma doce tradição

Gostávamos que cada bairro de Lisboa tivesse o seu pastel. Não seria uma cidade melhor se houvesse um pastel do Senhor Roubado, um pastel de Telheiras e um pastel do Rato? Ok, um pastel do Rato pode passar a imagem errada, mas apoiamos todo o tipo de gulodice bairrista, como este Pastel da Mouraria. Inventado pelos donos da Doce Mila, pastelaria do Beco dos Cavaleiros, é feito à base de feijão branco, amêndoa, ovos e açúcar. Com uma massa fina e leve, não muito doce, parece-se mais com uma queijada do que com um pastel de feijão. Um pastel custa 1€ mas vai querer levar a caixa de seis (6€).

Os Amigos da Severa
Fotografia: Arlindo Camacho
Bares, Cafés/bares

Os Amigos da Severa

icon-location-pin Martim Moniz

“Uma ginja famosa que é a Melhor de Lisboa”, anuncia um pequeno cartaz ao pé do balcão. Quem deu esse prémio? “Fui eu, ora essa, para mim é a melhor”, diz o nosso anfitrião, o senhor António, homem que está há 40 anos atrás do balcão d’Os Amigos da Severa – “você diga-me outra pessoa que esteja há tanto tempo no mesmo sítio quanto eu, diga-me!”. A julgar pelo movimento, António não se vai poder reformar tão cedo. A ginja, a 1,20€ o copo, é o que sai mais. Mas também há petiscos (vai um ovo cozido?), cerveja e vinho.

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Restaurantes, Petiscos

Adega dos Presuntos

icon-location-pin Martim Moniz

Onde é possível comer um pires chispe por 2€ às dez da manhã em Lisboa, pergunta o caro leitor? Pois bem, na Adega dos Presuntos, um sítio sem lugares sentados com um grande balcão de inox e que tem como único elemento decorativo três pernas de presunto penduradas no tecto. As bifanas (2€ cada) são muito procuradas pela clientela do bairro, multicultural e multiesfomeada. Se quiser pode pedir para embrulhar uma sandes de panado para depois comer num autocarro cheio de gente. Mas por que raio é que há tanta gente a comer panados em autocarros?

Mais bairros de Lisboa

Marvila
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

O melhor de Marvila

Marvila é a única zona da cidade em acelerada renovação sem ter o turismo como motor. Antigos armazéns abandonados são agora espaços de cowork onde também se pode andar de skate, há fábricas de cerveja artesanal a cada canto do bairro (e até formam um distrito de quarteirão e meio entre elas), salas de espectáculo ou de raves, onde cabem mil pessoas, e espaçosas galerias de arte, uma vertente crescente por estes lados graças ao espaço que ainda há para ocupar.
 Fomos espreitar e descobrir as maravilhas de Marvila para lhe trazer um roteiro completo do bairro.

jardim de santos
©Junta de Freguesia da Estrela
Coisas para fazer

O melhor de Santos e Madragoa

Gelatarias, brunchs, mercearias alternativas, bares, restaurantes ou galerias, estas são apenas algumas das categorias que pode encontrar nesta lista quase infindável de atracções em Santos e na vizinha Madragoa, o bairro que tem recebido cada vez mais inquilinos e onde tropeça todos os meses num negócio novo. É neste bairro que também pode encontrar um epicentro cultural de museus e galerias de arte contemporânea. E sabia que é aqui que fica o Design District? Ou não fosse Santos o sítio que reúne mais lojas de decoração e design da cidade. Com tanta oferta, não queremos que se perca por isso traçamos-lhe um roteiro pela zona, uma das mais cool da cidade.

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principe real, top
Fotografia: Arlindo Camacho
Coisas para fazer

O melhor do Príncipe Real

Por ocasião dos 50 anos da Time Out, os editores de todo o mundo elegeram os 50 bairros mais cool do momento. O Príncipe Real ficou em 5.º lugar. O que quer afinal dizer cool? É um anglicismo, uma daquelas palavras certeiras dos camones para a qual não temos equivalente imediato. Ou então temos demais. Cool é incrível, invejável, desejável, pode ser espectacular, óptimo, bom, maneiro, porreiro, giro, divertido, bacano, yo!, fixe, bestial. 

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