Os melhores passeios em transportes públicos

Não servem só para nos levar do ponto A aos restantes pontos do abecedário. Alguns servem para lavar as vistas e há muita vida (e espaço) para além do eléctrico 28.

João Barata/JFC

Se tiver passe pode viajar em modo "entra e sai e não paga mais nada por isso". Senão pode sempre optar pelo bilhete diário, entre os 6€ e os 10€. Nem sempre pensamos nos transportes públicos para passeios, mas a verdade é que tanto os autocarros como os eléctricos e até os barcos são uma óptima forma de conhecer Lisboa — não é por acaso que andam sempre cheios de turistas. Arme-se também em turista, pelo menos uma vez e ponha estes passeios na sua lista de coisas a fazer na cidade. 

Recomendado: 20 coisas que os turistas fazem e todos os lisboetas devem experimentar

De Belém à Trafaria de barco

Não só temos um rio, como temos um rio grande. O que é bom para quem se quer demorar num barco que o atravessa. A Estação Fluvial de Belém fica mesmo ao lado do MAAT e depois de uma visita pode apanhar o barco em direcção à Trafaria. Não está tempo para se fazer à praia na foz do rio Tejo e com vista para os pequenos barcos de pesca, mas está sempre bom para comer um peixinho grelhado. Para isso consulte a ementa do restaurante A Taberna (Avenida da Liberdade, 3). Depois, e antes do regresso, faça a digestão num passeio pela marginal da Trafaria.
 
Duração: 20m
Bilhete simples: 1,20€

Eléctrico 28

Não podemos falar em passeios nos transportes públicos sem entrarmos no 28. Há uma tendência generalizada para contornar a fila turística, mas o histórico eléctrico é incontornável para quem quer andar de passeio. Do Martim Moniz aos Prazeres há muita Lisboa para (re)conhecer. A Graça, a Sé, o Chiado, a Estrela. Tudo cabe neste percurso criado em 1985. Porque em percurso vencedor, toda a gente sabe que não se mexe. Se quiser levar mesmo a sério o passeio, leve consigo o livro 28 – Crónica de um Percurso de José-Augusto França.
 
Duração: 75m
Bilhete simples: 1,45€

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Autocarro 729

Há pelo menos três autocarros que passam pelo Parque Florestal de Monsanto, mas este que pára na zona sul do pulmão alfacinha não só o deixa à porta do Jardim dos Montes Claros e do seu lago-tanque, como a paragem fica a dois passos (700m) do Anfiteatro Keil do Amaral (um dos palcos do OutJazz) e do Miradouro do Moinho do Penedo, ideal para piqueniques. Além disso o restante percurso é bastante completo. De Algés à linda e recuperada freguesia de Carnide, o 729 passa ainda por Belém, Ajuda e Estrada de Benfica, junto ao Teatro Turim.
 
Duração: 83m
Bilhete simples: 1,45€

Comboio urbano Cais do Sodré-Cascais

Primeiro o rio, depois o mar. A primeira carruagem partiu do Cais do Sodré em 1889 num comboio puxado por uma locomotiva a vapor. Hoje a viagem é menos fumegante, mas continua a ser uma das mais apetecíveis da Grande Lisboa. É muito utilizada nos meses de Verão por quem quer ir à praia sem andar no trânsito, mas nem só de sol vive esta vila. Há sempre muitas coisas para fazer em Cascais.
 
Duração: 33m a 42m
Bilhete simples: 2,25€

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Elevador de Santa Justa

Apesar de só lá entrar um lisboeta quando o rei faz anos, este é um transporte público que liga a Rua de Santa Justa ao Convento do Carmo desde que foi inaugurado em 1902. Se formos contar o tempo, a viagem não compensa. Mas compensa conhecer a cabine de madeira desta obra de Raoul Mesnier de Ponsard de estilo neogótico, feita em ferro fundido e com pormenores incríveis em filigrana. Se reparar, todos os pisos do elevador com 45 metros de altura têm desenhos diferentes.
 
Bilhete simples: 1,45€ (acesso ao miradouro: 1,50€)

Eléctrico 24

É a mais recente novidade em Lisboa. O eléctrico 24 regressou aos carris, 23 anos depois de ter acabado. O passeio, que liga a Praça Camões à Praça de Compolide, não é longo, mas vale a pena — desde logo porque ainda não foi descoberto pelos turistas e por isso ainda pode andar de eléctrico sem sentir que está numa lata de sardinhas.

Duração: 35m
Bilhete simples: 1,45€

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