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Paragens obrigatórias na Rua da Escola Politécnica

Do museu à livraria, dos restaurantes às lojas, a Rua da Escola Politécnica guarda clássicos e novidades que não pode perder

Zero Zero
Fotografia: Arlindo Camacho
Por Francisca Dias Real |
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Por muito que se conheça e palmilhe o bairro, há sempre qualquer coisa para descobrir. Há sempre um novo cantinho a abrir, um novo prato para provar, um novo cocktail para beber, um novo gelado para lamber, enfim, um leque de novidades e clássicos que se vão encontrando numa das principais ruas do Príncipe Real – a Rua da Escola Politécnica. Há sempre quem não esteja a par de tudo o que pode encontrar por aqui, seja de um lado ou de outro da estrada, por isso nós ajudamos nessa tarefa e detalhamos aqui quais as paragens obrigatórias.

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Paragens obrigatórias na Rua da Escola Politécnica

Nivà
©Manuel Manso
Restaurantes, Geladarias

Nivà

icon-location-pin Princípe Real

A Nivà é a primeira cremeria italiana em Portugal.  Aqui serve-se um gelado artesanal que, pela sua consistência de mousse gelada, merece destaque das demais gelatarias. Situado no coração do Príncipe Real, a loja é o quinto espaço da família Rivolta, que tem como lema “Privilegiar a excelência do produto e a satisfação do cliente”. Stracciatella e Morango são dos sabores mais pedidos, mas a carta é variada e promete mudar a oferta com regularidade. Para além dos gelados, o estabelecimento vende outras opções igualmente tentadoras. Há expressos com chantilly, chocolate quente, e granitas ou milkshakes. O espaço é pequeno, mas convidativo, com mármores embutidos e um fresco no tecto, bem ao estilo da renascença italiana. Contudo, a ideia é que não se demore muito na loja, e que leve o seu gelado para uma agradável caminhada pelo bairro mais cool da cidade.

Isto.
Duarte Drago
Compras

Embaixada

icon-location-pin Princípe Real

Uma concept store, ou galeria comercial, instalada no Palacete Ribeiro da Cunha, construção neo-árabe do século XIX. Em pleno Príncipe Real, salas e mais salas albergam design, moda, e exposições temporárias. Há lojas para todos os gostos, para eles, elas e para os gaiatos, com uma presença elevadíssima de marcas portguesas (é o que se quer). Espreite também os restaurantes e o jardim.

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pau brasil
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Designer

Casa Pau-Brasil

icon-location-pin Princípe Real

Com uma instalação à entrada de Joana Astolfi, esta casa traz a Lisboa um Brasil diferente do que estamos habituados a ver. O foco da Pau-Brasil está no design de autor, do mobiliário à moda. Se está para gastar mais, tem as peças de Sergio Rodrigues e dos irmãos Campana, mais comedida é a Frescobol Carioca, que faz o Verão durar o ano inteiro, a cosmética da Granado e a mais recente adição – as roupas de tingimento natural de Flavia Aranha. Agora até tem uma livraria brasileira no rés-do-chão com ligação à Casa.

Livraria da Travessa
Inês Félix
Coisas para fazer

Livraria Travessa

icon-location-pin Princípe Real

“Os livros são objetos transcendentes”: é Caetano Veloso que canta, Rui Campos repete e faz do verso mote de negócio. Rui é o fundador da famosa carioca Livraria da Travessa que se instalou no Príncipe Real, integrada na Casa Pau-Brasil. Este é o primeiro espaço fora do Brasil, onde já existem oito, e traz o mesmo conceito que por lá vinga há 44 anos – uma livraria de bairro com uma curadoria literária única e programação cultural a condizer. Para Lisboa trazem uma valente bagagem para distribuir por mais de 300 m2 e dividi-la entre áreas como Literatura, Fotografia, Arquitetura, Artes, Ciências Humanas ou Biografias. O lote de autores portugueses continua a pesar nas escolhas editoriais da livraria com nomes António Lobo Antunes, Mia Couto, Alexandra Lucas Coelho, Miguel Torga, Maria Gabriela Llansol ou Eça de Queirós. Para folhear em brasileiro, há autores como Vinicius de Moraes, Caetano Veloso, Machado de Assis, Lilia Moritz Schwarcz, Jorge Amado, Chico Buarque ou Milton Hatoum. A Travessa tem também uma secção infantil só para eles e um pequeno cantinho com cadeiras para leituras miudinhas, que é como quem diz, para os gaiatos se entreterem enquanto os mais velhos se perdem noutros mares literários.

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Museus, História natural

Museu Nacional de História Natural e da Ciência

icon-location-pin Princípe Real

Parte da Universidade de Lisboa, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência tem como missão promover a curiosidade e a compreensão pública sobre a natureza e a ciência, integrando, para tal, três núcleos: o Museu e Jardim Botânico, o Museu Mineralógico e Geológico, e o Museu Zoológico e Antropológico. Faça o favor de se atirar aos bichos.

pecegueiro, principe real
Fotografia: Inês Félix
Compras

Pecegueiro & F.os

icon-location-pin Santa Maria Maior

Dá a sensação de que está a entrar numa casinha de bonecas, com as paredes em madeira virgem, o chão forrado a juta e bandeirinhas de festa coloridas a decorarem esta que é a segunda loja da marca Pecegueiro & F.os, do casal Sara Lamúrias e Pedro Noronha-Feio, depois de abrirem portas  no bairro de Campo de Ourique. A marca aposta nos básicos de qualidade e a estrela da casa são as jardineiras de todas as cores, prò menino e prà menina. Isto tudo com tecidos portugueses e produção nacional. 

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Clube Lisboeta
©Manuel Manso
Restaurantes

Clube Lisboeta

icon-location-pin Princípe Real

Se passar pelo Clube Lisboeta, olhe duas vezes – não é uma discoteca, apesar do nome e dos tons negros; lá dentro é luminoso e sofisticado. Este novo restaurante do Príncipe Real, dos mesmos sócios do Pão à Mesa, serve brunch todos os dias até às 17.00 e tem quatro cartas de gastronomias diferentes para os jantares. A chef é Karin Gama, que foi sous chef da brasileira Bela Gil, uma adepta de cozinha natural, e aqui responde precisamente a esse pedido de uma comida menos processada. 

prato do restaurante pesca
Fotografia: Manuel Manso
Restaurantes, Haute cuisine

Pesca

icon-location-pin Princípe Real

Diogo Noronha foi à pesca e abriu um restaurante no Príncipe Real com um foco muito especial na sustentabilidade e nos produtos do mar, do peixe ao marisco, bivalves e algas, combinados com produtos da terra. Os produtores são escolhidos a dedo pelo chef para compor o menu, que além de escolhas à carta tem menus de degustação. Tem ainda uma janelinha para a rua onde está o barman Fernão Gonçalves a fazer cocktails para se beberem com palhinha de bambu ou de vidro e acompanhar com ostras – há ao natural, com pérolas de mirin, limão confitado e água de pepino, foie gras, beterraba e pimenta Sichuan.

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Sumaya
Duarte Drago
Restaurantes, Libanês

Sumaya

icon-location-pin Princípe Real

O menu do Sumaya, um restaurante do grupo Atalho no Príncipe Real, tem um menu muito grande, muito completo, para dar a conhecer ainda mais (e melhor) os pratos típicos de forno e os grelhados do Líbano  a maior parte receitas da avó de Tarek Mabsout, o dono. Uma das grandes apostas deste restaurante é também nos vinhos: além dos vinhos portugueses, que não poderia deixar de haver, têm 18 referências libanesas, entre tintos, rosés e brancos, cultivados no vale de Bekaa, considerado o coração verde do Líbano. Uma boa maneira de conhecer um pouco de tudo é pedir um dos combinados, para uma, duas ou quatro pessoas e regar então com um copinho de vinho.

kiehl's
©Kiehl's/Facebook
Compras

Kiehl's

icon-location-pin Princípe Real

Há sempre alguém viciado em produtos de beleza, do creme básico ao sérum essencial. E há que tomar consciência do que se compra, aqui não tem grandes problemas – a marca tem mais de 160 anos e junta a herança farmacêutica ao comércio justo. E claro que há produtos estrela como é o caso do Midnight Recovery, o Crème de Corps ou Butterstick Lip Treatment. A marca faz regularmente embalagens temáticas consoante a época festiva do ano.

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yakuza
©DR
Restaurantes, Japonês

Yakuza

icon-location-pin Princípe Real

Já lá vão uns anos desde que Olivier decidiu meter-se nos caminhos do sushi. Primeiro com o Yakuza do Tivoli Forum, depois num espaço partilhado com o Olivier Avenida e depois num bonito restaurante no Príncipe Real. O Yakuza First Floor tem várias salas à escolha, um enorme balcão para quem gosta de ver os sushimen em acção e uma ementa cheia de fusões e especialidades com assinatura do chef. Destaque para os gunkans, aqui bem criativos, para o sashimi de toro, para os pratos na robata e até para uns menos japoneses - mas muito bem feitos - tacos de peixe. 

Compras

Papua Market

icon-location-pin Grande Lisboa

É o 45 da Rua da Escola Politécnica: empurre a porta de vidro com confiança, mesmo não encontrando letreiro na montra. Esta concept store, que pediu emprestado o nome à marca de biquínis e fatos de banho que estão em destaque na loja, junta uma mão cheia de marcas no espaço, valorizando as nacionais, seguindo um estilo descontraído na onda do surf. Conte encontrar por lá os óculos de sol da Joplins, de bambu e muito leves, as Wavegliders, pranchas com um look mais vintage que parecem fazer parte da decoração mas estão à venda, as jóias da Prata Concept ou as roupas da Size.

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principe real enxovais
©Inês Félix
Compras

Príncipe Real Enxovais

icon-location-pin Grande Lisboa

Lençóis mais brancos não há e esta loja que o diga. Em tempos já satisfez os caprichos de clientela bem mais selecta, dos Kennedy a casas reais por toda a Europa. Também vende toalhas, camisas de noite e aqueles vestidos para baptizar crianças indefesas. Tudo imaculado e bordado ao gosto do freguês.

Loja quer
©DR
Miúdos, Vendas

Loja Quer

icon-location-pin Princípe Real

Há cavalinhos de baloiço de todas as cores, à antiga e de madeira. Há asas de tecido para lhes pôr às costas. Há livros da Planeta Tangerina, tambores de cortiça e pássaros para pendurar no tecto. Podíamos viver lá dentro, como os ratinhos de pano nas suas caixas de fósforos, que éramos felizes de certeza. Um mundo tão encantado para crianças como para adultos. 

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Compras

Real Slow Retail Concept Store

icon-location-pin Princípe Real

Moda, decoração, brinquedos e gadgets, todos juntos sob o mesmo tecto. Encaixar tantas peças requer a sua curadoria e Tiago Leiria Miranda, o dono da Real, tem olho para estas coisas. A loja tem crescido (em clientes e marcas) e já se está a artilhar para a temporada, com a moda masculina a ganhar cada vez mais terreno.

Restaurante Zero Zero
©Ana Luzia
Restaurantes, Italiano

Zero Zero

icon-location-pin Princípe Real

É usual ouvir falar da ZeroZero pelas boas pizzas feitas em forno de lenha com produtos de qualidade, as tábuas de queijos e enchidos italianos para as petiscadas de fim de tarde, os cocktails com prosecco também eles incríveis. Podendo, é juntar a esta equação a esplanada com buganvílias, coisa que mais parece um jardim. O tempo de espera na fila vale a pena, acredite, e pode em ir sem medos numa romaria em família.

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naked
Fotografia: Arlindo Camacho
Restaurantes, Orgânico

Naked

icon-location-pin Princípe Real

Este restaurante do Príncipe Real não é nem vegetariano, nem vegan, nem sequer é inteiramente saudável. A vitrine tanto tem kombucha caseira e sumos prensados a frio como gelados da Paletaria, Bolo da Marta ou caipirinhas. É flexitarian, que é como quem diz que tem opções para todos os gostos e preferências alimentares. E é Naked porque é tudo feito com produtos naturais com a mínima intervenção possível. Não há carnes, não há alimentos processados, há muita fruta e legumes e alternativas sem glúten, sem açúcares ou sem lactose. A carta foi definida por Miguel Júdice e Carla Contige, os dois sócios responsáveis pelo espaço, pela blogger Joana Limão e pela chef Susana Rainha. 

 Bettina & Niccolò Corallo
Fotografia: Manuel Manso
Compras, Chocolates e doces

Bettina & Niccòlo Corallo

icon-location-pin Princípe Real

É Bettina, a matriarca da família Corallo, que recebe os clientes na loja/fábrica no Príncipe Real. Bettina e o filho, Niccolò, fazem cerca de 10 quilos de chocolates todos os dias para assegurar a frescura da obra-prima. Há o puro chocolate artesanal feito com 70% a 100% de cacau proveniente de países como a Bolívia, a República Dominicana e a Venezuela. É trabalhado diariamente, sem lecitina ou baunilha adicionadas, o chocolate que daqui sai – seja em forma de bombons, tabletes, brownie, salame ou sorvete de cacau.

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21pr Concept Store
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras

21pr Concept Store

icon-location-pin Princípe Real

Esta loja é um verdadeiro tesouro do Príncipe Real. Numa cidade estava ainda pouco familiarizada com as concept stores, a 21pr abriu caminho para as compras de charme. Hoje, entrar continua a ser altamente recomendável, se não for para fazer compras, pelo menos, para regalo dos olhos. O estacionário da Tom Dixon, as velas da L'Objet, as jóias Shourouk e o espaço reservado a criadores nacionais como Valentim Quaresma e Ricardo Preto são só os melhores exemplos do que continua a fazer desta uma loja única em Lisboa.

almedina, rato
Fotografia: Inês Félix
Coisas para fazer

Almedina

icon-location-pin Princípe Real

Num tempo em que nos habituámos a chorar a morte de velhas livrarias, é sempre de saudar o nascimento de uma nova. Em Novembro do ano passado, a Almedina ganhou mais um espaço, na Rua da Escola Politécnica. Fica a um pulo do Rato, no lugar que pertencia a uma antiga oficina de vitrais e mosaicos e onde agora as antigas mesas de fabrico de vidro suportam o peso de outras artes, inscritas em milhares de livros.

Lisboa bairro a bairro

Jamie's Italian Lisboa
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V

É no Príncipe Real que os valores das casas chegam a somas astronómicas: 5254 o metro quadrado, segundo os dados publicados o ano passado, a zona mais cara de todo o país. E também a melhor. Neste bairro parece haver uma só rua que o atravessa do início ao fim, mas na verdades são duas que se encontram na Praça do Príncipe Real. De um lado a Rua da Escola Politécnica, que vem do Rato, e do outro esta que tratamos aqui, a Rua Dom Pedro V. 

Rua dos Bacalhoeiros Campo das Cebolas
ManuelManso
Coisas para fazer

Dez paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

"Há espaço para todos nos novos Bacalhoeiros”, começa por dizer João Sá, chef responsável pelo SÁLA, que ocupou o seu lugar nesta rua lisboeta. “Acima de tudo, o que é importante e engraçado é isso; quem ali estava, continua, tem o seu modus operandi, e nós temos outra coisa. Uma diversidade que não existia até então.” O arruamento que em 1755 ficou com a designação definitiva de Rua dos Bacalhoeiros tem história mas, até há pouco tempo, era precisamente isso: uma lembrança do passado. Agora, a zona mudou, o Campo das Cebolas – inaugurado em Abril de 2018 – rastilho da metamorfose, trouxe gente àquele canto da cidade, alterou rotinas, fachadas, hábitos.

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