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Healthy V.
Gabriell Vieira

Paragens obrigatórias na Rua da Escola Politécnica

Do museu à livraria, dos restaurantes às lojas, a Rua da Escola Politécnica guarda clássicos e novidades que não pode perder

Escrito por
Francisca Dias Real
e
Joana Moreira
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Por muito que se conheça e palmilhe o bairro, há sempre qualquer coisa para descobrir. Há sempre um novo cantinho a abrir, um novo prato para provar, um novo cocktail para beber, um novo gelado para lamber, enfim, um leque de novidades e clássicos que se vão encontrando numa das principais ruas do Príncipe Real – a Rua da Escola Politécnica. Há sempre quem não esteja a par de tudo o que pode encontrar por aqui, seja de um lado ou de outro da estrada, por isso nós ajudamos nessa tarefa e detalhamos aqui quais as paragens obrigatórias.

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Paragens obrigatórias na Rua da Escola Politécnica

  • Restaurantes
  • Geladarias
  • Princípe Real

A Nivà é a primeira cremeria italiana em Portugal. Aqui serve-se um gelado artesanal que, pela sua consistência de mousse gelada, merece destaque das demais gelatarias. Situada no coração do Príncipe Real, a loja é o quinto espaço da família Rivolta, que tem como lema “Privilegiar a excelência do produto e a satisfação do cliente”. Stracciatella e Morango são dos sabores mais pedidos, mas a carta é variada e promete mudar a oferta com regularidade. Para além dos gelados, o estabelecimento vende outras opções igualmente tentadoras. Há expressos com chantilly, chocolate quente, granitas ou milkshakes.

  • Compras
  • Princípe Real

Uma concept store, ou galeria comercial, instalada no Palacete Ribeiro da Cunha, construção neo-árabe do século XIX. Em pleno Príncipe Real, salas e mais salas albergam design, moda, e exposições temporárias. Há lojas para todos os gostos, para eles, elas e para os gaiatos, com uma presença elevadíssima de marcas portuguesas (é o que se quer). Espreite também os restaurantes e o jardim.

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  • Coisas para fazer
  • Princípe Real

“Os livros são objetos transcendentes”: é Caetano Veloso que canta, Rui Campos repete e faz do verso mote de negócio. Integrado na Casa Pau-Brasil, este é o primeiro espaço fora do Brasil, onde já existem oito, e traz o mesmo conceito que por lá vinga há mais de quatro décadas – uma livraria de bairro com uma curadoria literária única e programação cultural a condizer. Para Lisboa trazem uma valente bagagem para distribuir por mais de 300 m² e dividi-la entre áreas como Literatura, Fotografia, Arquitetura, Artes, Ciências Humanas ou Biografias. A Travessa tem também uma secção infantil e um pequeno cantinho com cadeiras para leituras miudinhas.

Museu Nacional de História Natural e da Ciência
  • Museus
  • História natural
  • Princípe Real

Parte da Universidade de Lisboa, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência tem como missão promover a curiosidade e a compreensão pública sobre a natureza e a ciência, integrando, para tal, três núcleos: o Museu e Jardim Botânico, o Museu Mineralógico e Geológico, e o Museu Zoológico e Antropológico. Faça o favor de se atirar aos bichos.

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  • Restaurantes
  • Vegetariano
  • Princípe Real

Healthy V. instalou-se na rua da Escola Politécnica para servir pequenos-almoços, almoços e jantares saudáveis, vegetarianos e maioritariamente vegan. Das propostas da chef Silvia Santos destacam-se pratos coloridos como a tartine de portobello assado, hummus, espinafres salteados e sementes tostadas ou o hambúrguer de feijão encarnado com maionese vegan e redução de ananás. Igualmente recheada é a carta das bebidas. Há smoothies de vários sabores, kombucha, cervejas artesanais e vinhos biológicos para beber a copo ou a garrafa.

  • Compras
  • Princípe Real

Dá a sensação de que está a entrar numa casinha de bonecas, com as paredes em madeira virgem, o chão forrado a juta e bandeirinhas de festa coloridas a decorarem esta que é a segunda loja da marca Pecegueiro & F.os, do casal Sara Lamúrias e Pedro Noronha-Feio, depois de abrirem portas  no bairro de Campo de Ourique. A marca aposta nos básicos de qualidade e a estrela da casa são as jardineiras de todas as cores, prò menino e prà menina. Isto tudo com tecidos portugueses e produção nacional. 

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  • Restaurantes
  • Libanês
  • Princípe Real

Este restaurante do grupo Atalho no Príncipe Real, tem um menu muito grande, muito completo, para dar a conhecer ainda mais (e melhor) os pratos típicos de forno e os grelhados do Líbano  – a maior parte receitas da avó de Tarek Mabsout, o dono. Uma das grandes apostas do restaurante é também nos vinhos: além dos portugueses, que não poderia deixar de haver, têm 18 referências libanesas, entre tintos, rosés e brancos, cultivados no vale de Bekaa, considerado o coração verde do Líbano. Uma boa maneira de conhecer um pouco de tudo é pedir um dos combinados, para uma, duas ou quatro pessoas e regar então com um copinho de vinho.

  • Compras
  • Princípe Real

Há sempre alguém viciado em produtos de beleza, do creme básico ao sérum essencial. Há também que tomar consciência do que se compra, e aqui não tem grandes problemas – a marca tem mais de 160 anos e junta a herança farmacêutica ao comércio justo. E claro que há produtos-estrela como é o caso do Midnight Recovery, o Crème de Corps ou Butterstick Lip Treatment. A marca faz regularmente embalagens temáticas consoante a época festiva do ano.

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Papua Market
  • Compras
  • Grande Lisboa

É o 45 da Rua da Escola Politécnica: empurre a porta de vidro com confiança, mesmo não encontrando letreiro na montra. Esta concept store, que pediu emprestado o nome à marca de biquínis e fatos de banho que estão em destaque na loja, junta uma mão cheia de marcas no espaço, valorizando as nacionais, seguindo um estilo descontraído na onda do surf. Conte encontrar por lá os óculos de sol da Joplins, de bambu e muito leves, as Wavegliders, pranchas com um look mais vintage que parecem fazer parte da decoração mas estão à venda, as jóias da Prata Concept ou as roupas da Size.

  • Compras
  • Grande Lisboa

Lençóis mais brancos não há e esta loja que o diga. Em tempos já satisfez os caprichos de clientela bem mais selecta, dos Kennedy a casas reais por toda a Europa. Também vende toalhas, camisas de noite e aqueles vestidos para baptizar crianças indefesas. Tudo imaculado e bordado ao gosto do freguês.

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  • Compras
  • Princípe Real

Moda, decoração, brinquedos e gadgets, todos juntos sob o mesmo tecto. Encaixar tantas peças requer a sua curadoria e Tiago Leiria Miranda, o dono da Real, tem olho para estas coisas. A loja tem crescido (em clientes e marcas) e já se está a artilhar para a temporada, com a moda masculina a ganhar cada vez mais terreno.

  • Restaurantes
  • Italiano
  • Princípe Real

É usual ouvir falar da ZeroZero pelas boas pizzas feitas em forno de lenha com produtos de qualidade, as tábuas de queijos e enchidos italianos para as petiscadas de fim de tarde, os cocktails com prosecco também eles incríveis. Podendo, é juntar a esta equação a esplanada com buganvílias, coisa que mais parece um jardim. O tempo de espera na fila vale a pena, acredite, e pode ir sem medos numa romaria em família.

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  • Princípe Real

Esta loja da Benamôr veste-se de rosa millennial, que nem casa de bonecas, e tem uma montra catita sempre com as novidades da marca. Ali segue-se à risca a tradição quase centenária naquilo a que gostam de chamar de “cozinha  de beleza”. O espaço serve uma homenagem ao produto mais vendido, aquele que alavancou a marca desde o início: o famoso creme de rosto, cuja fórmula se mantém desde 1925. Mas há mais produtos que contam a história portuguesa, incluindo uma linha que cheira a pastel de nata.

  • Compras
  • Chocolates e doces
  • Princípe Real

É Bettina, a matriarca da família Corallo, que recebe os clientes na loja/fábrica no Príncipe Real. Bettina e o filho, Niccolò, fazem cerca de 10 quilos de chocolates todos os dias para assegurar a frescura da obra-prima. Há o puro chocolate artesanal feito com 70% a 100% de cacau proveniente de países como a Bolívia, a República Dominicana e a Venezuela. É trabalhado diariamente, sem lecitina ou baunilha adicionadas, o chocolate que daqui sai – seja em forma de bombons, tabletes, brownie, salame ou sorvete de cacau.

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  • Princípe Real
  • preço 3 de 4

Esta loja é um verdadeiro tesouro do Príncipe Real. Numa cidade estava ainda pouco familiarizada com as concept stores, a 21pr abriu caminho para as compras de charme. Hoje, entrar continua a ser altamente recomendável, se não for para fazer compras, pelo menos, para regalo dos olhos. O estacionário da Tom Dixon, as velas da L'Objet, as jóias Shourouk e o espaço reservado a criadores nacionais como Valentim Quaresma e Ricardo Preto são só os melhores exemplos do que continua a fazer desta uma loja única em Lisboa.

  • Coisas para fazer
  • Princípe Real

Num tempo em que nos habituámos a chorar a morte de velhas livrarias, é sempre de saudar o nascimento de uma nova. Em Novembro do ano passado, a Almedina ganhou mais um espaço, na Rua da Escola Politécnica. Fica a um pulo do Rato, no lugar que pertencia a uma antiga oficina de vitrais e mosaicos e onde agora as antigas mesas de fabrico de vidro suportam o peso de outras artes, inscritas em milhares de livros.

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  • Compras
  • Livrarias
  • Princípe Real

A mais recente loja Didatic by Edicare, uma livraria da editora com o mesmo nome, abriu em Dezembro de 2020 no Príncipe Real, em plena Rua da Escola Politécnica. O espaço é branco e luminoso e nele cabem os livros desta editora dedicada ao universo infanto-juvenil, assim como uma selecção de artigos de papelaria que agradará a varias idades. Ali encontra também jogos didáticos, jogos de tabuleiro e livros especiais com realidade aumentada ou puzzles magnéticos.

Lisboa bairro a bairro

  • Coisas para fazer

É no Príncipe Real que os valores das casas chegam a somas astronómicas: 5254 o metro quadrado, segundo os dados publicados o ano passado, a zona mais cara de todo o país. E também a melhor. Neste bairro parece haver uma só rua que o atravessa do início ao fim, mas na verdades são duas que se encontram na Praça do Príncipe Real. De um lado a Rua da Escola Politécnica, que vem do Rato, e do outro esta que tratamos aqui, a Rua Dom Pedro V. 

  • Coisas para fazer

"Há espaço para todos nos novos Bacalhoeiros”, começa por dizer João Sá, chef responsável pelo SÁLA, que ocupou o seu lugar nesta rua lisboeta. “Acima de tudo, o que é importante e engraçado é isso; quem ali estava, continua, tem o seu modus operandi, e nós temos outra coisa. Uma diversidade que não existia até então.” O arruamento que em 1755 ficou com a designação definitiva de Rua dos Bacalhoeiros tem história mas, até há pouco tempo, era precisamente isso: uma lembrança do passado. Agora, a zona mudou, o Campo das Cebolas – inaugurado em Abril de 2018 – rastilho da metamorfose, trouxe gente àquele canto da cidade, alterou rotinas, fachadas, hábitos.

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