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12 paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

Durante anos, não foi mais que ponto de passagem a caminho do oriente de Lisboa. Hoje, a Rua dos Bacalhoeiros é um dos mais fervilhantes pólos na capital e isso valeu-lhe a nossa devoção.
Rua dos Bacalhoeiros Campo das Cebolas
ManuelManso
Por Clara Silva e Tiago Neto |
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Há espaço para todos nos novos Bacalhoeiros”, começa por dizer João Sá, chef responsável pelo SÁLA, um dos recém-chegados à rua lisboeta. “Acima de tudo, o que é importante e engraçado é isso; quem ali estava, continua, tem o seu modus operandi, e nós temos outra coisa. Uma diversidade que não existia até então.” O arruamento que em 1755 ficou com a designação definitiva de Rua dos Bacalhoeiros tem história mas, até há pouco tempo, era precisamente isso: uma lembrança do passado.

Agora, a zona mudou, o Campo das Cebolas – inaugurado em Abril – rastilho da metamorfose, trouxe gente àquele canto da cidade, alterou rotinas, fachadas, hábitos. A rua fechou-se ao trânsito automóvel e ganhou um fôlego perdido há décadas. José Avillez instalou ali mais um espaço, o Cantina, a Silva & Feijóo, de toldo vermelho, estabeleceu-se como referência de conservas, o Qosqo permanece, como um pedaço do Peru à mesa. Há taberna, Moderna de nome, (L’)éclair(s) e uma sensação de que tudo acontece aqui.

Recomendado: Guia do melhor dos bairros de Lisboa

12 paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

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Sála, joão sá
Manuel Manso
Restaurantes, Europeu contemporâneo

SáLa

icon-location-pin Santa Maria Maior

Vamos tirar o bicho papão do caminho: este não é mais um restaurante de fine dining. É um restaurante de “comida boa”, com uma cozinha aparentemente simples, feito essencialmente com aquilo que os produtores entregam todos os meses. A carta está em permanente mudança ainda que haja um prato ou outro planeados para ser intemporais. São 30% de vegetais, uma parte grande de peixe e mariscos e duas carnes.  No que toca às bebidas há uma forte componente de sumos naturais, com várias frutas – e não há cá denominação de mocktails –, kombucha caseira natural ou de maçã. A própria carta de vinhos não é muito grande, mas tem alguma variedade e vinhos biológicos e naturais.

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L'eclair, campo das cebolas, eclairs
Fotografia: Duarte Drago
Restaurantes

L'Éclair

icon-location-pin Santa Maria Maior

A L’Éclair do Campo das Cebolas além dos famosos éclairs tem pequenos-almoços reforçados e uma janela de venda para a rua, a grande novidade da cadeia. O espaço é mais pequeno do que a loja do Saldanha, mas luminoso, com apenas 15 lugares sentados – uns em mesas para dois e outros junto ao balcão. A grande diferença é que aqui Matthieu, o dono da marca, quer uma maior ligação com a rua e com quem passa nela. A jóia da coroa é uma espécie de ovo cocotte servido dentro de um brioche com bacon. Há também ovos mexidos com salmão, tudo pedido à carta, e os habituais gâteaux de voyage, chamados bolos de viagem por não precisarem de frio para se aguentarem, como é o caso dos macarons, napolitanas, financiers, madalenas e bolachas.  

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3
Campo das Cebolas
ManuelManso
Coisas para fazer

Campo das Cebolas

icon-location-pin Santa Maria Maior

É um admirável mundo novo que surge no Campo das Cebolas. Depois de vários anos com a zona transformada num estaleiro e trânsito entupido, surge um novo espaço verde na cidade e podia também surgir um museu só com as peças quinhentistas recolhidas nas escavações durante as intermináveis obras.

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casa dos bicos
©DR
Atracções

Casa dos Bicos

icon-location-pin Santa Maria Maior

A fachada da Casa dos Bicos, onde funciona a Fundação José Saramago (pode ser visitada por 3€), já era bastante fotografada. Mas há muito tempo que há mais razões para um passeio pela rua onde se vendia bacalhau – e que em tempos também se chamou Rua dos Confeiteiros. 

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5
Cantina Zé Avillez
ManuelManso
Restaurantes, Português

Cantina Zé Avillez

icon-location-pin Grande Lisboa

O 13.º restaurante de José Avillez em Lisboa tem duas salas e uma esplanada com vista para o jardim no Campo das Cebolas. A cozinha é “portuguesa familiar”, num registo de “cantina contemporânea”, um estilo que até agora o chef apenas apresentava, com algumas semelhanças, no Café Lisboa e na Taberna, dentro do Bairro do Avillez. 

6
qosqo
Restaurantes

Qosqo

icon-location-pin Santa Maria Maior

Agora que os tapumes das obras desimpediram a passagem pela rua, é tempo de (re)descobrir restaurantes como o Qosqo, o primeiro peruano da cidade, a funcionar desde 2012. Além dos ceviches (a partir de 15€), há pratos como os tiraditos (a partir de 14€) ou as causas (8,5€) que vai querer repetir – apesar da aparência mais sombria do espaço. 

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Taberna Moderna - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Taberna Moderna

icon-location-pin Santa Maria Maior

A Taberna Moderna é outro dos marcos gastronómicos da rua. Serve almoços (de terça a sábado, a partir das 12.00) desde o ano passado e está aberta até às 02.00 com pratos para partilhar, como polvo à galega (9€).

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lisbonita, taberna moderna
©DR
Bares, Bares

Lisbonita Gin Bar

icon-location-pin Santa Maria Maior

O restaurante também ganhou fama pelo bar, o Lisbonita Gin Bar, o primeiro especializado em gin na cidade, com perto de 120 referências da bebida. 

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9
benamôr
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Cosmética

Benamôr

icon-location-pin Alfama

A histórica marca portuguesa, que remonta a 1925, abriu um espaço próprio no Campo das Cebolas e é muito mais do que uma loja: nesta cozinha de beleza pode experimentar os produtos e comprar sabão ao peso, água de colónia ou vários tipos de creme.

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conserveira de lisboa
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras

Conserveira de Lisboa

icon-location-pin Santa Maria Maior

A par do Elevador da Bica, da vista do Castelo de São Jorge e da Ponte 25 de Abril, é bem capaz de ser dos cenários mais fotografados por turistas. Talvez seja aquela perfeição das prateleiras de madeira com as latas coloridas todas alinhadas, talvez seja a perícia com que embalam as latas em papel pardo e atam com cordel, talvez seja porque quem lá entra aprende que aqui a matéria é toda 100% nacional e escolhida a dedo para oferecer aos clientes o melhor.

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Silva & Feijó

A histórica casa, que antes de se tornar uma referência actual nas conservas, fez nome com produtos tradicionais portugueses.

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Basílio, nicolau
Fotografia: Inês Félix

Basílio

É a terceira peça da trindade depois do Nicolau e da Amélia e fez morada no nr. 111. Por lá, a vida acontece dos bowls aos hambúrgueres, passando pelas panquecas, saladas e – para júbilo da humanidade – brunchs.

Lisboa rua a rua

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Mercado de Campo de Ourique - Sala 2
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua Coelho da Rocha

Que bem que se está no Campo, principalmente se tiver paciência para procurar lugar para estacionar. Será recompensado. Na Rua Coelho da Rocha estão alguns dos melhores restaurantes de Campo de Ourique, que por si só já é um dos bairros onde se come melhor em Lisboa. Claro que tudo isto é discutível, mas não vamos discutir de estômago vazio. Da cozinha japonesa ao café saudável da moda, há para todos os gostos – e todos os heterónimos – ou não fosse esta a rua de Fernando Pessoa. 

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Garrafeira e Frutaria Morteira Santos
Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Nove paragens obrigatórias na Avenida da Igreja

Uma pessoa pensa que vai só à Avenida da Igreja mas acaba por parar em Carcassone (a pastelaria), na Líbia (uma farmácia), na cidade das mil e uma noites (a pastelaria Nova Bagdad, baptizada, calculamos, antes da Bagdad original ter sido destruída pela guerra); passamos ainda por Helsínquia (outra pastelaria) e acabamos em Biarritz. Aí batemos com o nariz na porta: a mítica pastelaria no topo da avenida fechou. Há tanto para fazer que nós dizemos-lhe as nove paragens obrigatórias nesta avenida. 

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Jamie's Italian Lisboa
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V

É no Príncipe Real que os valores das casas chegam a somas astronómicas: 5254 o metro quadrado, segundo os dados publicados o ano passado, a zona mais cara de todo o país. E também a melhor. A Rua da Escola Politécnica e a Rua Dom Pedro V, separadas pelo Jardim do Príncipe Real, transformam-se numa só rua, onde todas as semanas há uma nova razão para voltar. Para que não se perca, nós dizemos-lhe o que é que não pode mesmo perder aqui na zona. Estas são as paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V e na Rua da Escola Politécnica. 

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