Global icon-chevron-right Portugal icon-chevron-right Lisboa icon-chevron-right Dez paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

Dez paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

Durante anos, não foi mais que ponto de passagem a caminho do oriente de Lisboa

Por Editores da Time Out Lisboa |
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Rua dos Bacalhoeiros Campo das Cebolas
ManuelManso

"Há espaço para todos nos novos Bacalhoeiros”, começa por dizer João Sá, chef responsável pelo SÁLA, que ocupou o seu lugar nesta rua lisboeta. “Acima de tudo, o que é importante e engraçado é isso; quem ali estava, continua, tem o seu modus operandi, e nós temos outra coisa. Uma diversidade que não existia até então.” O arruamento que em 1755 ficou com a designação definitiva de Rua dos Bacalhoeiros tem história mas, até há pouco tempo, era precisamente isso: uma lembrança do passado.

Agora, a zona mudou, o Campo das Cebolas – inaugurado em Abril de 2018 – rastilho da metamorfose, trouxe gente àquele canto da cidade, alterou rotinas, fachadas, hábitos. A rua fechou-se ao trânsito automóvel e ganhou um fôlego perdido há décadas. Hoje, a Rua dos Bacalhoeiros é um dos mais fervilhantes pólos na capital e isso valeu-lhe a nossa devoção.

Recomendado: Guia do melhor dos bairros de Lisboa

Paragens obrigatórias na Rua dos Bacalhoeiros

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Sála, joão sá
Manuel Manso
Restaurantes, Europeu contemporâneo

SáLa

Santa Maria Maior

Vamos tirar o bicho papão do caminho: este não é mais um restaurante de fine dining. É um restaurante de “comida boa”, com uma cozinha aparentemente simples, feito essencialmente com aquilo que os produtores entregam todos os meses. A carta está em permanente mudança ainda que haja um prato ou outro planeados para ser intemporais. São 30% de vegetais, uma parte grande de peixe e mariscos e duas carnes. No que toca às bebidas há uma forte componente de sumos naturais, com várias frutas – e não há cá denominação de mocktails –, kombucha caseira natural ou de maçã. A própria carta de vinhos não é muito grande, mas tem alguma variedade e vinhos biológicos e naturais.

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Campo das Cebolas
ManuelManso
Coisas para fazer

Campo das Cebolas

Santa Maria Maior

É um admirável mundo novo que surgiu no Campo das Cebolas. Depois de vários anos com a zona transformada num estaleiro e trânsito entupido, nasceu um novo espaço verde na cidade, com parque infantil para a garotada, e podia também surgir um museu só com as peças quinhentistas recolhidas nas escavações durante as intermináveis obrasque pareciam não ter fim.

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3
Basílio, nicolau
Fotografia: Inês Félix

Basílio

É a terceira peça da trindade depois do Nicolau e da Amélia e fez morada no número 111. Por lá, a vida acontece dos bowls aos hambúrgueres, passando pelas panquecas, saladas e – para júbilo da humanidade – brunchs. Sempre tudo mega instagramável e colorido, óptimo para dar um boost para as redes. 

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qosqo
Restaurantes

Qosqo

Santa Maria Maior

Agora que os tapumes das obras desimpediram a passagem pela rua, é tempo de (re)descobrir restaurantes como o Qosqo, o primeiro peruano da cidade, a funcionar desde 2012. Além dos ceviches, há pratos como os tiraditos ou as causas, purés de batata com outros ingredientes, que vai querer repetir – apesar da aparência mais sombria do espaço. 

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Taberna Moderna - Sala
Fotografia: Ana Luzia
Restaurantes

Taberna Moderna

Santa Maria Maior

A Taberna Moderna é outro dos marcos gastronómicos da rua. Serve almoços (de terça a sábado, a partir das 12.00) desde o ano passado e está aberta até às 02.00 com pratos para partilhar, como polvo à galega ou as vieiras com gelado de chèvre.

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casa dos bicos
©DR
Atracções

Casa dos Bicos

Santa Maria Maior

A fachada da Casa dos Bicos, onde funciona a Fundação José Saramago (pode ser visitada por 3€), já era bastante fotografada. Mas há muito tempo que há mais razões para um passeio pela rua onde se vendia bacalhau – e que em tempos também se chamou Rua dos Confeiteiros. 

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benamôr
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras, Cosmética

Benamôr

Alfama

A histórica marca portuguesa, que remonta a 1925, abriu um espaço próprio no Campo das Cebolas e é muito mais do que uma loja: nesta cozinha de beleza pode experimentar os produtos e comprar sabão ao peso, água de colónia ou vários tipos de creme. Há opção de levar sabão a peso ou fazer o seu próprio coffret, perfeito para um presente especial.

8
lisbonita, taberna moderna
©DR
Bares, Bares

Lisbonita Gin Bar

Santa Maria Maior

O restaurante também ganhou fama pelo bar, o Lisbonita Gin Bar, o primeiro especializado em gin na cidade, com perto de 120 referências da bebida. É daqueles sítios onde falam consigo para perceber e sugerir o que é mais adequado ao seu palato, tal como fariam numa loja. 

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9
conserveira de lisboa
Fotografia: Arlindo Camacho
Compras

Conserveira de Lisboa

Santa Maria Maior

A par do Elevador da Bica, da vista do Castelo de São Jorge e da Ponte 25 de Abril, é bem capaz de ser dos cenários mais fotografados por turistas. Talvez seja aquela perfeição das prateleiras de madeira com as latas coloridas todas alinhadas, talvez seja a perícia com que embalam as latas em papel pardo e atam com cordel, talvez seja porque quem lá entra aprende que aqui a matéria é toda 100% nacional e escolhida a dedo para oferecer aos clientes o melhor.

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Silva & Feijó
©Silva & Feijó/Facebook

Silva & Feijó

A histórica casa, que antes de se tornar uma referência actual nas conservas, fez nome com produtos tradicionais portugueses.

Lisboa rua a rua

1
Mercado de Campo de Ourique - Sala 2
Fotografia: Ana Luzia
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua Coelho da Rocha

Que bem que se está no Campo, principalmente se tiver paciência para procurar lugar para estacionar. Será recompensado. Na Rua Coelho da Rocha estão alguns dos melhores restaurantes de Campo de Ourique, que por si só já é um dos bairros onde se come melhor em Lisboa. Claro que tudo isto é discutível, mas não vamos discutir de estômago vazio. Da cozinha japonesa ao café saudável da moda, há para todos os gostos – e todos os heterónimos – ou não fosse esta a rua de Fernando Pessoa. 

2
Garrafeira e Frutaria Morteira Santos
Arlindo Camacho
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Avenida da Igreja

Uma pessoa pensa que vai só à Avenida da Igreja mas acaba por parar em Carcassone (a pastelaria), na Líbia (uma farmácia), na cidade das mil e uma noites (a pastelaria Nova Bagdad, baptizada, calculamos, antes da Bagdad original ter sido destruída pela guerra); passamos ainda por Helsínquia (outra pastelaria) e acabamos em Biarritz. Aí batemos com o nariz na porta: a mítica pastelaria no topo da avenida fechou.

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3
Jamie's Italian Lisboa
Fotografia: Manuel Manso
Coisas para fazer

Paragens obrigatórias na Rua Dom Pedro V

É no Príncipe Real que os valores das casas chegam a somas astronómicas: 5254 o metro quadrado, segundo os dados publicados o ano passado, a zona mais cara de todo o país. E também a melhor. A Rua da Escola Politécnica e a Rua Dom Pedro V, separadas pelo Jardim do Príncipe Real, transformam-se numa só rua, onde todas as semanas há uma nova razão para voltar. Para que não se perca, nós dizemos-lhe o que é que não pode mesmo perder aqui na zona.

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